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| Vinho | Campolargo Rosé |
| Tipo / Ano | Espumante 2009 |
| Castas | Pinot Noir |
| Região | Bairrada |
| Produtor | Manuel Santos Campolargo |
| Aspecto | Rosado |
| Nariz | Frutos vermelhos (cereja), vegetal |
| Boca | Tem o tipo de presença de boca que mais me agrada: viva, pujante e com volume. Além disso, tem boa mousse e uma acidez vibrante, pronta para grandes desafios gastronómicos. Alguma complexidade nos sabores, com a cereja sempre como protagonista. Final bem persistente, fresco e descaradamente seco, ainda deixa alguma “agulha” a estalar na língua de recordação. |
| Nota | 16,5 |
| Data Prova | Fevereiro 2012 |
| Preço | €11,90, Garrafeira Tio Pepe |
Gostei muito deste espumante. Com uma frescura impressionante e uma amplitude que enche a boca, saboroso e bem seco, podemos contar com ele para entradas ou pratos principais. Muito bem feito, versátil e, diria, consensual, vale todos os cêntimos. Recomendo. Esteve muito bem no jantar de 14 Fevereiro, em que acompanhou um esparguete negro com gambas.
| Vinho | Duque de Viseu |
| Tipo / Ano | Branco 2008 |
| Castas | Encruzado, Malvasia Fina, Bical |
| Região | Dão |
| Produtor | Sogrape Vinhos – Quinta Carvalhais |
| Aspecto | Amarelo dourado claro |
| Nariz | Sinais de evolução, mineral, fruta branca |
| Boca | Bom corpo, boa acidez. Ainda bem fresco na boca, sentimos o corpo quase cremoso e os sabores mais intensos de um branco com evolução. Mineral e fruta branca são o prato forte até ao final seco e fresco. |
| Nota | 16 |
| Data Prova | Fevereiro 2012 |
| Preço | Na casa dos €4,00, Pingo Doce |
Convidados em casa e o jantar seria folhado de frango. A minha vontade era, dentro de preço acessível, um branco complexo ou com estágio em madeira não muito marcado (Cabriz Encruzado ou Castello d'Alba Reserva por exemplo). A maior dificuldade veio da necessidade de fazer compras me levar ao Pingo Doce, portanto lá me vi na garrafeira do hiper. Era um desafio encontrar um vinho que preenchesse os requesitos e estava difícil até chegar ao Dão.Aquela garrafa única, no meio da colheita de 2010, parecia estar à minha espera. Claro que, no primeiro momento, quando vi 2008 na garrafa lá veio a maldita hesitação da idade, mas não durou muito. Bastou lembrar como estava bom o de 2009 para a hesitação se transformar numa curiosidade entusiástica sobre o estado deste 2008 e como se desenvolveriam os aromas terciários do vinho. É verdade que as colheitas não são todas iguais, mas tinha motivos para esperar um boa prova. E o facto é que o Duque demonstrou boa forma. O corpo suavizado pelo estágio em garrafa estava quase cremoso e os seus aromas e sabores, com intensidade reforçada, continuavam muito bem amparados por uma boa acidez.
Resumindo: suave, fresco e saboroso, continua a mostrar sinais de qualidade e a ser uma das minhas preferências no segmento. O Duque de Viseu branco foi aprovado em 3 colheitas: 2008, 2009 e 2010. Boa relação q/p, boa compra.
No passado dia 09 de Fevereiro, a Campolargo apresentou alguns dos seus vinhos na Garrafeira Tio Pepe. Consegui passar por lá e que bom final de tarde nos proporcionou.
As recepção e condução da prova estiveram a cargo do Sr. Carlos Campolargo, que assumiu essa responsabilidade com simpatia, atenção e paciência para ouvir os curiosos que por lá passaram. Em prova encontravam-se os Diga? branco 09 e tinto 08, Rol de Coisas Antigas 08, Calda Bordaleza 07, Termeão Pássaro Vermelho 07, Vinha da Costa 06 e o espumante rosé bruto Pinot Noir. Ainda houve duas surpresas: um bical 2004, cortesia da Garrafeira Tio Pepe, e o Campolargo CC 2008 (se não me falha a memória).
Não era altura para notas de prova, mas para conversa descontraída e ouvir o produtor, cuja presença é sempre uma fonte de informação privilegiada sobre o que estamos a beber. Em termos gerais, os vinhos apresentaram algumas características transversais: castas estrangeiras, boa estrutura, óptima acidez e elegância. Pessoalmente, os preferidos foram o Diga? branco, pelo perfil original e uma relação qualidade / preço interessante, o Campolargo CC por atingir a excelência e um espumante muito bom, de qualidade indiscutível e a valer todos os cêntimos (na Tio Pepe €11,90 – acabei por trazer uma). Os restantes tintos mostraram-se todos muito bons.
No final, só poderíamos dar os parabéns à Campolargo pelos vinhos, todos de grande qualidade e aptos para proporcionar momentos de grande prazer na desgustação. A Bairrada tem belos vinhos para quem tiver abertura para ultrapassar preconceitos.
Prova em vésperas da Garrafeira ser considerada a do ano pela Revista de Vinhos, pelo que os respectivos parabéns aqui ficam.
| Vinho | Casal do Cerrado |
| Tipo / Ano | Branco 2011 |
| Castas | Antão Vaz, Moscatel |
| Região | Península Setúbal |
| Produtor | Venâncio Costa Lima |
| Aspecto | Amarelo claro |
| Nariz | Perfumado, cítrico e frutado |
| Boca | Corpo médio, boa acidez. Vinho bem feito e muito agradável, na boca a Moscatel mostra-se mais, não só com a sua doçura cítrica, mas também com a sua fruta característica. Mais doce do que seco, como seria de esperar, está bem equilibrado. Final médio. |
| Nota | 15 |
| Data Prova | Janeiro 2012 |
| Preço | €2,49, Continente |
Estava no Continente à procura de um vinho para beber de forma descontraída. Percorria sem grande focus a prateleira, com alvo marcado em vinhos na casa dos €2,00 - €3,00, até que o 2011 faz o olhar parar nesta garrafa. Quando vejo o produtor, o filme desenrola-se com naturalidade: Setúbal, moscatel, adocicado, a minha cúmplice também vai gostar, enfim, o suficiente para a estreia da colheita 2011. Sobre o vinho em si, está bem feito, perfil adocicado e fresco, com bebida muito fácil e agradável. Pronto para agradar, parece-me que tem óptimas condições para ter sucesso, relação P/Q muito boa, boa compra. Gostei.
| Vinho | Graham's 40 anos |
| Tipo / Ano | Porto Tawny, engarrafado 2011 |
| Castas | |
| Região | Vinho do Porto |
| Produtor | Graham's |
| Aspecto | Castanho |
| Nariz | Frutos secos, mel, caramelo, café,... |
| Boca | Corpo untuoso, acidez média. Quando temos este tawny na boca a viagem iniciada com os aromas ganha novo fôlego, com cremosidade, delicadeza, equilíbrio e elegância a conquistarem-nos. O final é o que se espera de um Porto deste nível: longo e interminável |
| Nota | 18 |
| Data Prova | Janeiro 2011 |
| Preço |
O simpático convite de uns amigos para uma Ceia de Reis anunciava mais uns momentos bem passados em boa companhia. Para acompanhamento da roupa velha colocaram-me como hipótese o Muros Antigos Escolha, o meu verde deste verão, o que foi uma surpresa muito agradável (mais complexo, mas com aquela acidez brilhante dos bons vinhos verdes, nada cansado). Na hora da sobremesa aparece este 40 anos em cima da mesa e a festa atinge uma nova dimensão. Este é um vinho que nos faz viajar. Os aromas sucedem-se, nas boca temos sabores e um equilíbrio impressionante e o final esmagador tem uma elegância que nos faz render ao prazer de um néctar. Só me apetece repetir a última frase do post do Andersen 40 anos. É a excelência...
| Vinho | Luis Pato Vinhas Velhas |
| Tipo / Ano | Tinto 1999 |
| Castas | Baga |
| Região | Bairrada |
| Produtor | Luis Pato |
| Aspecto | Acastanhado |
| Nariz | Complexo, dominado por balsâmicos, nuances couro e fruta preta |
| Boca | Corpo médio, acidez média, taninos evoluídos. Apresenta corpo gordo, segue o perfil do nariz, ainda saboroso. Agradável na boca, até ao final algo curto mas com persistência média. |
| Nota | 16 |
| Data Prova | Dezembro 2011 |
| Preço | €18,70, Garrafeira Vinhos e Prazeres |
Degustar vinhos menos jovens é uma aventura, há sempre aquela excitante margem de incerteza quanto ao que vai sair da garrafa. Eu gosto, mas principalmente pelos aromas, já que o corpo tem tendência a emagrecer pela precipitação dos componentes fenólicos. Este baga do Sr. Baga estava muito bom. Com carácter e complexidade foi um prazer degustá-lo, no entanto, é mais aconselhável a apreciadores. Numa ceia de Natal antecipada, acompanhou um arroz de cabidela.
| Vinho | Samorapetra |
| Tipo / Ano | Branco 2010 |
| Castas | |
| Região | Santorini, Grécia |
| Produtor | |
| Aspecto | Límpido, amarelo palha |
| Nariz | Frutos tropicais, fruta branca, fumo, mineral |
| Boca | Corpo médio, acidez média. Presença agradável com frescura que realça a fruta, sente-se a densidade média do vinho. No final médio, o carácter mineral volta a mostrar-se, bem como os 13% de álcool, mantendo a suavidade |
| Nota | 15,5 |
| Data Prova | Outubro 2011 |
| Preço |
Quando o nosso grupo de conspiradores do vinho inclui familiares, estamos sujeitos a que algumas coisas interessantes ocorram. O que pode acontecer quando um deles vai de lua-de-mel para a Grécia? Corremos o risco que nos traga uma garrafa local. Estamos, então, perante um vinho de Santorini. Bem agradável, sem ser entusiasmante, mostra que por ali se fazem bons vinhos. Agradável, com boa frescura, destaca-se pelo seu carácter mineral e fumado, admito que fruto do solo vulcânico desta ilha. É um bom cartão de visita, que deixa uma predisposição muito favorável a outros vinhos Gregos.
| Vinho | Cabriz Encruzado |
| Tipo / Ano | Branco 2010 |
| Castas | Encruzado |
| Região | Dão |
| Produtor | Dão Sul |
| Aspecto | Amarelo |
| Nariz | Delicado, fruta branca e mineral |
| Boca | Encorpado, acidez média. O seu corpo cremoso e sedoso, envolvente e sedutor domina a prova de boca, até ao final elegante, longo, de prolongamento médio, com fruta e mineralidade. |
| Nota | 16,5 |
| Data Prova | Setembro 2011 |
| Preço | €6,60, Garrafeira Nacional |
Face às diversas opiniões muito positivas sobre este néctar, com alguma naturalidade procurei-o e comprei. Aconteceu no meio do verão e deixei-o a descansar um pouco, para quando a meteorologia convidasse a brancos mais complexos do que leves e frescos. Neste Setembro atípico, surgiu um convite para um jantar restrito com um parceiro desta aventura de descoberta dos prazeres vínicos e uma convidada “especial” que não despreza nada uma boa prova. Sendo o prato principal um arroz de tamboril, o Eureka apenas durou alguns segundos.
Este encruzado entra com pezinhos de lã na boca, mostra a sua cremosidade e conquista-nos rapidamente. Tudo nele é elegante, delicado e sedutor, a parte difícil é mesmo parar de beber. Nesta fase, não tem a complexidade tão valorizada pela crítica, mas em termos de prazer de prova já está em muito bom nível. Boa relação qualidade/preço, compra muito recomendável.
| Vinho | Beaujolais Noveau |
| Tipo / Ano | Tinto 2010 |
| Castas | Gamay |
| Região | ABC, França |
| Produtor | Brochard Père & Fils |
| Aspecto | Vermelho |
| Nariz | Morangos bem docinhos (em rebuçado ou pastilha elástica) |
| Boca | Corpo ligeiro, boa acidez, taninos finos. Essencialmente leve, suave e adocicado, no entanto, tem acidez que equilibra, tornando-o muito agradável. Final médio, com os morangos mostrados no nariz |
| Nota | 14,5 |
| Data Prova | Setembro 2011 |
| Preço | €9,00, Garrafeira do Joffre |
Beaujolais tem fama mundial com o seu vinho de primeur Beaujolais Noveau. É um vinho lançado na terceira quinta-feira de Novembro, portanto, nada de estágios e outras técnicas da enologia. O resultado é o mundo suspenso e 70 milhões de garrafas no mercado (cerca de 50% para exportação) de um vinho leve, frutado, fácil de beber e que pode ser servido refrescado.
A primeira vez que o bebi, por intermédio de um amigo, foi a título de curiosidade, com o objectivo de apresentar algo de específico, fora do comum. Se está longe de apresentar argumentos para obter grandes pontuações da crítica especializada, já no consumidor a receptividade é bem diferente. Associei-o a um perfil feminino e comprei uma garrafa, que acabou por ser aberta num mini-jantar de família. Revelou-se uma boa aposta, com o sector feminino a aprovar a bebida, o que nos tintos nem sempre é fácil. Leve, docinho e agradável, é um vinho diferente que também tem o seu espaço. Interessante para enófilos, pode despertar algumas paixões. O preço é que não é particularmente convidativo...
| Vinho | Poças 10 anos |
| Tipo / Ano | Porto Tawny |
| Castas | |
| Região | Douro |
| Produtor | Manoel D Poças Jr. |
| Aspecto | Telha caramelizado |
| Nariz | Frutos secos (nozes), químicos, marmelada e geleia |
| Boca | Corpo untuoso, com cremosidade e acidez média. Termina longo e prolongado, no entanto, o equilíbrio não é perfeito. |
| Nota | 17 |
| Data Prova | Setembro 2011 |
| Preço | Solar do Vinho Porto, a copo |
A cidade do Porto tem uma sala de visitas única para o Vinho do Porto. Bem perto do Pavilhão Rosa Mota (mais conhecido por Palácio de Cristal) temos um wine bar, Solar do Vinho do Porto, que nos serve uma gama bem interessante de Vinhos do Porto a copo: branco, Colheitas, Tawny 10, 20, 30 e 40 anos, LBV e Vintages, entre €2,00 e €10,00. Também podemos experimentar vinhos Douro DOC, no entanto, o Vinho do Porto é o coração deste local. Com mesas interiores e outras em esplanada integrada num jardim, bem como um bela vista para o Rio Douro, é um encanto desgustar esta mítica bebida Portuguesa, única no mundo, em tal enquadramento físico. É um local de passagem obrigatória para enófilos e de culto para apreciadores deste tipo de bebida. As minhas visitas têm-se limitado a uma por mês, mas já começam a atingir o estatuto de ritual.
Voltando à prova, este tawny é muito bom, com complexidade e aroma bem interessante. O início foi um pouco mais difícil, dado o peso do álcool inerente a estes belos generosos, mas o cálice acabou por ficar curto quando a geleia e a marmelada se mostraram. É um tawny 10 anos muito bom, gostei muito.
O ano de 2011 fica marcado por problemas graves no mundo Ocidental, com especial destaque para a crise do Euro e, em Portugal, mais uma intervenção de instituições financeiras internacionais para evitar um default. Embora seja simbólico (o orçamento não é propriamente elevado), decidimos que as férias deste ano seriam em Portugal, uma forma de não contribuir para a saída de dinheiro do país. Considerando que o destino seria balnear e porque ainda era desconhecida, a opção foi a Costa Alentejana.
O alojamento foi no Monte Zambujeiro, mesmo ao lado de Vila Nova de Milfontes, cheio de simpatia física e pessal. A opção por um alojamento deste género teve origem na necessidade de termos uma base doméstica (principalmente por causa da pequena) e pela intenção de jantarmos “por casa”, após dias de praia que se previam extenuantes, com os inevitáveis churrascos de verão.
O factor meteorológico ajudou. Dia 01/08 foi de viagem e coube-nos a companhia de céu nublado e chuveiros ocasionais até Santarém e chuvadas mais fortes a sul da mesma. Para quem não tinha ar condicionado disponível, não me posso queixar da sorte. Após o check-in, o tempo aliviou e ainda conseguimos dar uma volta em Milfontes, fazer umas compras e provar uns caracóis (aprovados pela família toda). Os dias de praia decorreram com céu pouco nublado e um vento de intensidade baixa que mantinha as temperaturas num nível agradável. Bom, e quando é que o mau tempo voltou? No dia de regresso. Que sorte!
Passar uns dias na zona de V. N. Milfontes e não visitar as praias mais próximas seria um desperdício, portanto, se reservámos o primeiro dia para as praias da Vila, o roteiro foi o passo seguinte. Praia do Malhão, Furnas, Almograve e Samoqueira (já em Porto Covo) dividiram a necessidade de água com a piscina do Monte. São, de facto, prendas encantadoras das escarpas aos mortais que queiram recuperar de um ano de trabalho e escurecer o tom de pele, num enquadramento de beleza natural inesquecível. Compreendi facilmente a paixão que esta zona desperta em tanta gente e o brilho nos olhos quando falam do Alentejo, face à relativa neutralidade que desperta o nosso Algarve. A impressão mais forte que as praias deixaram foi diversidade. Mesmo com aspectos estruturais semelhantes, as praias são todas diferentes e despertam sensações distintas no mesmo veraneante; algumas até apresentam diferenças intrínsecas. A nossas preferidas foram as do Malhão (foto 1), Almograve e Samoqueira, essencialmente pelo mar. Malhão pelas suas ondas baixas que deslizavam metros e metros praia acima; Almograve pelas adoráveis “pocinhas”, que proporcionam passeios deliciosos na água; e Samoqueira por uma extraordinária pequena lagoa que se formou por algumas horas e fez as delícias da pequena.
Ainda houve oportunidade para visitar locais obrigatórios. Após umas horas em Almograve, aproveitámos para procurar as cegonhas do Cabo Sardão (belo e impressionante) e lanchámos em Odemira, a muito simpática e inclinada sede concelhia. Porto Covo era local de passagem obrigatória e foi onde almoçámos antes da tarde de praia na Samoqueira (foto 2). Conquistou-nos. Na viagem final de regresso, um pequeno desvio levou-nos à praia da Ilha do Pessegueiro, onde apreciámos a vista ao almoço.
Deixamos sempre coisas por ver e fazer, mas para uma estadia de 5 noites não foi nada mau. Foram umas férias muito agradáveis e retemperadoras numa região encantadora que se recomenda a qualquer pessoa.
| Vinho | Quinta Carregosa Reserva |
| Tipo / Ano | Tinto 2007 |
| Castas | Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca |
| Região | Douro DOC |
| Produtor | Maria Irene Costa |
| Aspecto | Rubi intenso, bordo violáceo |
| Nariz | Frutos vermelhos maduros, compotas, flores, terra e vegetal ao abrir |
| Boca | Encorpado, taninos discretos. Muito suave, redondo e frutado, tem uma bela presença de boca, que culmina num final do mesmo perfil, prolongado e muito suave |
| Nota | 16,5 |
| Data Prova | Agosto 2011 |
| Preço |
Este vinho foi uma simpática prenda de aniversário. Quando vi, no rótulo, a referência a Anselmo Mendes e João Silva e Sousa o alerta qualidade à vista foi logo accionado. Depois de provado não desiludiu. Os seus 14% álcool e um perfil redondo são um convite a nos perdermos, já que a vinificação proporcionou uma suavidade tal, que quase nem sentimos o álcool. Um vinho muito bom, impecável a acompanhar uma carne estufada tenríssima. Não sei o preço, mas vale a pena provar.
| Vinho | Casa Senhorial Reguengo |
| Tipo / Ano | Espumante Tinto Bruto |
| Castas | Vinhão (85%), Syrah (15%) |
| Região | Vinhos Verdes |
| Produtor | Casa Senhorial Reguengo |
| Aspecto | Retinto, bolha fina |
| Nariz | Floral |
| Boca | Acidez média, amplo e suave. Agradável, com o seu perfil floral até ao final médio e quase elegante. |
| Nota | 15,5 |
| Data Prova | Agosto 2011 |
| Preço | €8,85, Garrafeira Vinhos e Prazeres |
O que levar para uma sardinhada em Agosto? As harmonizações apontam para os verdes tintos, mas para um grupo heterogéneo poderia ser arriscado. E que tal um espumante tinto, que poderá ser mais consensual? Vamos lá. Da minha parte era uma experiência quase nova, já que poucos tinha provado, logo as referências eram quase nulas. O balanço acabou por ser muito positivo, deparei com um vinho cuja acidez estava perfeitamente domada e com uma suavidade bem agradável. Gostei e não fui o único, incluindo algumas convivas do sexo feminino. Muito interessante.
Fim de férias implica regresso à rotina do dia-a-dia, rotina esta que inclui coisas boas. Um delas é o contacto com a Revista de Vinhos, cuja edição de Agosto me acompanhou no nunca fácil regresso ao trabalho. A capa era apelativa, com os 80 tintos abaixo de €4,00, denominados anti-crise. Visto que é um assunto que me tem preocupado, como a quase todos os Portugueses, certamente, a curiosidade ficou aguçada (significa que, numa perspectiva de Marketing, a capa foi eficaz). Começo com o editorial de Luís Lopes e deparo-me com um exercício muito interessante: recuperar um editorial de 2002 com temática semelhante e uma reflexão sobre a evolução do comportamento dos consumidores de vinho e dos próprios néctares em alguns segmentos (a minha costela de economia fez-me lembrar os famosos ciclos). Esta edição apresenta-se muito coerente, cheia de artigos interessantes, com um nível global médio-alto. O que mais me entusiasmou foi a invejável prova de moscatéis da José Maria da Fonseca. Tenho provado alguns moscatéis de Setúbal e do Douro e estou rendido aos belos generosos elaborados a partir desta casta (e não provei nenhum topo de gama nacional, apenas um espantoso moscatel Australiano). No entanto, nem só de Moscatéis vive a RV, por isso, deixo os restantes destaques:
- Painel até €4,00, consumo vinhos deste segmento, portanto, fiquei com muitas e boas sugestões para o Outono que se avizinha;
- Grandes Quintas, é mais uma história sobre um investimento recente no sector, mas depois das classificações obtidas pelo Reserva 2008 e da dificuldade em o conseguir comprar no mês passado (só na Garrafeira Nacional, porque em garrafeiras na zona do Porto...), foi muito interessante conhecer as raízes do vinho. As notas de prova já incluem o Reserva 2009, será lapso, já está a sair ou a RV teve o privilégio de o provar muito antes de sair para o mercado?;
- Prato do Dia, gostei muito do artigo de João Afonso sobre o tomate. É verdade, é mesmo omnipresente no Verão. A acrescentar, fiquei muito seduzido pelas receitas de carpaccio e sopa de tomate apresentadas;
- Terrantez do Pico, simplesmente é muito agradável ver Portugueses a lutar pelas e apostar nas nossas castas.
Finalmente, a minha lista de vinhos com nota mínima de 16 e preço aceitável foi reforçada com 11.
| Vinho | Terra a Terra Reserva |
| Tipo / Ano | Tinto 2007 |
| Castas | Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz |
| Região | Douro DOC |
| Produtor | Quanta Terra Soc. Vinhos |
| Aspecto | Rubi intenso |
| Nariz | Complexo, intenso, fruta preta, fumados, tosta |
| Boca | Boa estrutura e suavidade acompanham uns taninos já redondos. Profundo e encorpado, impõe respeito por um presença cheia de força. Termina longo, com a fruta a marcar presença dominante e os 14,5% álcool a mostrarem-se um pouco. |
| Nota | 17 |
| Data Prova | Julho 2011 |
| Preço | €9,49, Continente |
Para almoço de aniversário recorri a algumas sugestões recolhidas das revistas da especialidade. Este Terra a Terra andava a desafiar-me há meses na prateleira do Continente e a hora de estender o braço e recolher um garrafa tinha, finalmente, chegado. Prova feita, mostrou-se um vinho de grande qualidade e claramente gastronómico. Mostra toda a sua pujança desde o início, com um carácter assinalável. Gostei muito e não me chocou nada o que paguei por ele, relação qualidade / preço equilibrada.