6 comentários:
De Hugo Mendes a 26 de Dezembro de 2012 às 22:47
Meu caro,
Muito honestamente, antes de ser apaixonado pelo vinho. Muito antes de ser um amante dos vinhos brancos velhos, em especial os arintos de Bucelas, sou um apaixonado pelo mundo de Tolkien e um não menos fervoroso fã da opera espacial Star wars. Misturar num mesmo fotograma, Livros de Tolkinen, a quase perfeita transposição (não gosto nada dos elfos na batalha de helms deep!) feita pelo P.Jackson, a 1ª triologia do SW e ainda umas garrafas de vinho…. é quase a perfeição (digo quase, porque aquele Paulo Coelho… polui a coisa um pouco! Lol).
Agora a sério. Arintos com idade, desenvolvem mineralidade, mas não perdem frescura. Perdem a frescura dos “irritantes” tropicais, e aparecem com elas cozidas, em compota e/ou, quando a madeira é boa (e na minha opinião, também usada) uns toques melados ligeiros (não o mel, mas o favo comestível que os brasileiros chamam de própolis). A mim dá-me sempre muita compota de abóbora. Fabulosos.
Provo Arintos com madeira de 2003 e sem madeira de 2005 que estão…. Fantásticos.
A mentira, perpetrada durante décadas, dizia que os Arintos, principalmente os de Bucelas, deveria ser bebido novos. Nada mais errado. Guardem lá umas garrafas a ver se não se convertem também!
Muitos parabéns por este espaço. Continue!
De Ricardo Cruz a 27 de Dezembro de 2012 às 00:21
Caro Hugo
Ligar o computador para trabalhar e encontrar um comentário destes é uma forma muito agradável de terminar o dia (por coincidência, já tinha um copo com Vale Meão ao lado para ajudar).
Entre outros estilos literários, gosto muito do género fantástico, mas confesso que apenas conheci Tolkien após a adaptação cinematográfica. O que vale é que nunca é tarde. Concordo com a nota sobre o Paulo Coelho, cuja presença na foto mostra que a única montagem foi colocar as garrafas à frente dos livros.
Estou com expectativas muito altas sobre a evolução da nossa casta arinto no tempo e estes comentários apenas as reforçam (mesmo jovens, gosto muito da textura suave destes vinhos). Comecei por pensar que bebemos os tintos muito cedo, mas começo a considerar que também alguns brancos precisam do seu tempo. Este mundo do vinho é, de facto, fascinante.
Obrigado pela visita e volte sempre.

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