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Sexta-feira, 21 de Dezembro de 2012

Varietais de Arinto - vinhos de guarda?

Em 2012, tive oportunidade de beber dois vinhos varietais de arinto com origem em Bucelas e fementação e estágio em madeira: Quinta do Boição Reserva 2010 e Morgado Sta. Catherina Reserva 2010 – não tenho fichas técnicas, portanto, não posso detalhar eventuais diferenças de vinificação. Gostei muito de ambos os vinhos e a casta mostrou-se muito bem nestas versões; claro que o trabalho das equipas de viticultura e enologia teve papel fundamental. A frescura mantém-se bem elevada, no entanto, a textura é suave, o que torna o vinho mais sedoso e agradável na boca, bem como parece suavizar o final. Ainda encontrei um quiosque com um Quinta do Boição Reserva (saiu com a RV há uns meses), que irá descansar uns 2/3 anos, altura em que espero poder avaliar 2 expectativas: bouquet (os aromas pareciam em fase de ligação) e textura (reforçar a cremosidade).

Pelos escritos que li sobre a matéria, as castas brancas nacionais com longevidade mais reconhecida são alvarinho e encruzado, no entanto, a acidez da casta arinto faz-me apostar (embora 3 anos não sejam nada...). De notar que, para os lados da Bairrada, a família Pato está a lançar a Bical como casta resistente à passagem do tempo. Por enquanto, o melhor é saborear a frescura das casta branca mais transversal do país; quanto ao resto, esperar...

publicado por Ricardo Cruz às 11:03
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6 comentários:
De Diogo Rodrigues a 21 de Dezembro de 2012 às 12:30
As experiências que tenho tido com os brancos de Bucelas, quase sempre 100% arinto ou perto disso, mostram-me que quando bem feitos são vinhos que duram uma década.

A acidez do Arinto quando bem preparada mantém-se durante vários anos e a passagem (seja fermentação ou estágio) por madeira deixa essa tal estrutura aveludada na boca.

Uma das coisas que a evolução da guarda faz a esses vinhos é alterar um pouco o perfil aromático e na boca para deixar aparecer notas de frutos secos e baunilhas. Pessoalmente acho-os muito mais interessantes assim do que novos, florais e muito ácidos.
De Ricardo Cruz a 21 de Dezembro de 2012 às 17:41
A minha expectativa passa justamente pelo acima descrito, pelo que, provavelmente, vou juntar-me a esse clube de apreciadores das versões com alguma evolução.
De Hugo Mendes a 26 de Dezembro de 2012 às 22:47
Meu caro,
Muito honestamente, antes de ser apaixonado pelo vinho. Muito antes de ser um amante dos vinhos brancos velhos, em especial os arintos de Bucelas, sou um apaixonado pelo mundo de Tolkien e um não menos fervoroso fã da opera espacial Star wars. Misturar num mesmo fotograma, Livros de Tolkinen, a quase perfeita transposição (não gosto nada dos elfos na batalha de helms deep!) feita pelo P.Jackson, a 1ª triologia do SW e ainda umas garrafas de vinho…. é quase a perfeição (digo quase, porque aquele Paulo Coelho… polui a coisa um pouco! Lol).
Agora a sério. Arintos com idade, desenvolvem mineralidade, mas não perdem frescura. Perdem a frescura dos “irritantes” tropicais, e aparecem com elas cozidas, em compota e/ou, quando a madeira é boa (e na minha opinião, também usada) uns toques melados ligeiros (não o mel, mas o favo comestível que os brasileiros chamam de própolis). A mim dá-me sempre muita compota de abóbora. Fabulosos.
Provo Arintos com madeira de 2003 e sem madeira de 2005 que estão…. Fantásticos.
A mentira, perpetrada durante décadas, dizia que os Arintos, principalmente os de Bucelas, deveria ser bebido novos. Nada mais errado. Guardem lá umas garrafas a ver se não se convertem também!
Muitos parabéns por este espaço. Continue!
De Ricardo Cruz a 27 de Dezembro de 2012 às 00:21
Caro Hugo
Ligar o computador para trabalhar e encontrar um comentário destes é uma forma muito agradável de terminar o dia (por coincidência, já tinha um copo com Vale Meão ao lado para ajudar).
Entre outros estilos literários, gosto muito do género fantástico, mas confesso que apenas conheci Tolkien após a adaptação cinematográfica. O que vale é que nunca é tarde. Concordo com a nota sobre o Paulo Coelho, cuja presença na foto mostra que a única montagem foi colocar as garrafas à frente dos livros.
Estou com expectativas muito altas sobre a evolução da nossa casta arinto no tempo e estes comentários apenas as reforçam (mesmo jovens, gosto muito da textura suave destes vinhos). Comecei por pensar que bebemos os tintos muito cedo, mas começo a considerar que também alguns brancos precisam do seu tempo. Este mundo do vinho é, de facto, fascinante.
Obrigado pela visita e volte sempre.
De Hugo Mendes a 29 de Dezembro de 2012 às 11:16
Ah meu caro,
Em abono da verdade, devo dizer-lhe que tenho os primeiros 10 livros de Paulo Coelho e que os devorava avidamente na altura. Lol. Só mais tarde descobri a verdadeira literatura. Eh!eh! eh!
Quanto a Tolkien, ele não era, quanto a mim, um bom contador de histórias. O Senhor dos anéis está um pouco mal estruturado e muito mal ritmado, mas o que vale ali é mesmo todo o imaginário criado e principalmente a forma como ele usa tudo isso para transmitir mensagens e valores. Foi ainda um exercício de criação deuma mitologia própria que a Grã Bretanha não tinha. Não tem.
Se, de facto se apaixonou pelo tema, sugiro-lhe a leitura do Silmarillion (http://www.fnac.pt/O-Silmarillion-J-R-R-Tolkien/a50508), literalmente, a bíblia de todo aquele imaginário.
E sabe com o que vai bem a leitura desse fabuloso livro? Claro, já adivinhou. Com um belo Arinto de Bucelas velho.
Se algum dia passar perto, não deixe de me visitar (na Quinta da Murta), pode ser que haja uma garrafita aberta de um 2006, 2006 ou algo de género.
Forte abraço
HM
De Ricardo Cruz a 2 de Janeiro de 2013 às 08:52
Obrigado tanto pela dica com pelo convite. Silmarillion será certamente leitura de 2013. Caso passe por Vila do Conde ou Porto dê notícias, pf. Deixo um desafio: numa qualquer última 5ª-feira do mês venha jantar comigo e com o 4 Horas à Mesa (4horasamesa@blogspot.pt) em Vila do Conde.
Abraço,
Ricardo Cruz

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