.posts recentes

. Palmer & Co Brut Réserve

. Villa Martino

. Permitido 2017

. Joseph Drouhin - Mâcon-Bu...

. Vale do Bonfim tinto 2016

. Vallado rosé 2017

. Hexagon 2005

. Ultreia St. Jacques

. Valle Pradinhos rosé

. Ribeiro Santo Touriga Nac...

.tags

. todas as tags

.arquivos

. Maio 2019

. Novembro 2018

. Setembro 2018

. Maio 2018

. Novembro 2017

. Outubro 2017

. Setembro 2017

. Agosto 2017

. Julho 2017

. Junho 2017

. Maio 2017

. Dezembro 2016

. Novembro 2016

. Outubro 2016

. Agosto 2016

. Julho 2016

. Maio 2016

. Abril 2016

. Março 2016

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Março 2011

Terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012

Correntes d'Escritas 2012

 

As Correntes são sempre um momento importante do meu ano. Reservo uns dias de férias, sempre que posso, para as acompanhar e é um evento em que o contacto permanente com reflexões e ideias nos estimula, eleva e proporciona uma libertação temporária da rotina do dia-a-dia (aproveitando os conceitos da segunda mesa – O fim da arte superior é libertar – citação de Fernando Pessoa).

Esta edição não fugiu à regra, com uma particularidade. Os desafios propostos aos participantes continham referências claras a tópicos económicos, área da minha formação académica, pelo que estive na situação desconfortável de ouvir escritores falarem sobre algo que conheço um pouco melhor. Talvez por isso, esse aspecto do evento tenha um balanço de relativa desilusão. Não esperando erudição sobre o tema por parte dos oradores, não deixou de ser incómodo que a palavra mais dita tenha sido economistas, classe que, como um todo, tem muito pouco que ver com a origem da situação em que estamos (políticos ou especuladores seriam mais adequadas). Posso colocar a hipótese de se pretender referir aos teóricos da economia, que também estão em dificuldades na gestão da situação. Mas isso é comum a muitas e muitas áreas; por ex, ainda não temos vacina para o HIV. Não se sabe tudo e a evolução da sociedade coloca-nos perante situações novas a todo o momento. Mas mesmo este ponto de vista não é completamente correcto, já que não faltaram vozes, ao longo dos últimos anos, a alertar para o excesso de endividamento nacional. A minha desilusão neste ponto foi o assumir da problemática económica como algo ininteligível e quase repulsivo, e assim sendo, talvez não merecedora de se investir algum tempo na recolha de informação para as intervenções. Pelo contrário, o afastamento parecia patológico e por vezes quase vangloriado. Tudo isto originou alguns juízos de valor pouco sustentados, que não contribuíram com nada positivo para a classe dos... autores/escritores. Não vamos tomar o todo pela parte e esquecer que estamos a falar de meia-dúzia de intervenções em quase quarenta e não referir Inês Pedrosa como alguém que se aproximou mais da realidade ao referir-se aos especuladores.

Mas é claro que isto não foi tudo e, na vertente da reflexão, manteve-se a qualidade global do evento. O dia de abertura terá sido o mais elevado, com D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, a mostrar umas lucidez, informação, estrutura intelectual e capacidade de comunicação notáveis, logo seguido de uma grande mesa com participação de Eduardo Lourenço e Rubem Fonseca, entre outros. Outros oradores que ficaram na memória foram Fernando Pinto Amaral (capacidade de comunicação e estrutura intelectual), Inês Pedrosa (visão mais pragmática), Rui Zink (humor com profundidade), Eugénio Lisboa (densidade assinalável), João de Melo (orignal, muito terra-a-terra) e Onésimo Teotónio de Almeida (humor fino e a brincar com as palavras e seus significados).

Todas as mesas a que assisti apresentaram lotação esgotada, pelo que, em definitivo, as Correntes já alargaram o seu alcance bem além dos autores e amantes da leitura. Um sucesso de adesão notável para um evento de carácter cultural. Sinceros parabéns a toda a organização.

tags:
publicado por Ricardo Cruz às 13:20
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 
blogs SAPO

.subscrever feeds