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Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011

Almoço 19 Novembro 2011

Escrever que o mundo do vinho é fascinante acaba por ser redundante neste espaço - basta ver o conteúdo da maioria dos posts - mas esta bebida encantatória tem uma capacidade muito própria de mexer com as pessoas e originar dias, momentos, fantásticos. Não é a única coisa que o faz, mas tem o que mundo do futebol gosta de chamar mística.

Tudo começou com uma familiar que vai realizar uns jantares de Natal em casa e queria uma opinião sobre os vinhos a servir. Felizmente a garrafeira está recheada, portanto, implicava uma prova de algumas garrafas diferentes. Se há algo a que o vinho está ligado é à mesa, portanto, só aí, nesse altar privilegiado de homenagem a artes humanas como a culinária e a vinicultura, seria possível fazer o teste às amostras eleitas. Como a família não é pequena, não faltam amigos do vinhos e da cozinha, incluindo honras de um finalista na área que se voluntariou para contribuir com um menu para acompanhar as bebidas. Reuniu-se, então, um grupo de 12 conspiradores, dos quais 4 eram os “provadores oficiais”, no dia 19 de Novembro, para a ordenação de preferências em tintos e brancos.

O menu estava nas mãos de um especialista, logo, apenas restava escolher o acompanhamento. Sendo o objectivo utilizar o que havia na garrafeira, tudo começou com uma descida ao local de repouso das garrafas e confirmar as que existiam em quantidade suficiente (4 a 5 garrafas) para se tornarem elegíveis para os jantares. Os candidatos foram 3 brancos e 3 tintos, que se juntaram a outros já conhecidos e provados.

O resultado foi um almoço memorável, um evento familiar que só pode contribuir para solidificar laços entre os presentes, um candidato a chef a mostrar o seu talento (e aclamado com toda a justiça) e a prova concluída com a opinião do painel transmitida à organizadora, que mereceu parabéns e agradecimentos pelo momento proporcionado.

Como o almoço também foi de trabalho, não ficaram de fora as notas de prova, que reproduzo. Os brancos e tintos estão ordenados de forma inversa da preferência do painel. O espumante e o de sobremesa não estavam a concurso.

 

Murganheira Vintage, 2004: Cor amarelo palha, aromas de panificação e mineral. Na boca mostra-se vivo, amplo, com boa acidez e acompanha o perfil do nariz. Final longo e prolongado. Um espumante excelente, que por cerca de €25,00 não fica a dever nada a alguns champanhes.

Classificação: 17,5

 

CARM Rabigato 2009: amarelo de cor, tem um nariz essencialmente mineral. Na boca resiste uma boa acidez, que ampara um corpo médio, com alguma cremosidade, até ao final médio. Em boas condições de consumo, indicia uma evolução para a mineralidade. Vinho preso às característica da casta, não se mostrou consensual, mas, pessoalmente, gostei muito de o beber. É vinho para enófilos que tenham paciência para ele e que gostem de apreciar a evolução ao longo do tempo.

Classificação: 15,5

 

Casa da Ínsua, branco, 2010: Este vinho já tem um post aqui. Nesta prova confirmou a impressão de um vinho muito agradável na prova, com um perfil cítrico a acompanhar uma acidez muito boa, que aponta para alguma capacidade de resistir alguns anos.

Classificação: 15,5

 

Maria de Lourdes, branco, 2009: Mais um vinho da CARM, um lote de 40% Gouveio, 30% Viosinho e 30% Rabigato. Cor amarela, aroma complexo, com mineral, fruta branca e ligeiro toque a baunilha. Na boca encanta-nos de imediato, com uma bela acidez, corpo com cremosidade, onde o mineral e a baunilha se mostram. O final médio acompanha o perfil de um vinho bem fresco, complexo e equilibrado. Muito bom na vinificação e na prova.

Classificação: 17

 

 

Casa de Santar Reserva, Tinto 2005: Cor rubi, aromas de frutos vermelhos maduros e madeira. Na boca apresenta bom corpo, taninos com ligeira aresta e final longo, com fruta, madeira e balsâmicos. Estava curioso com a prova deste vinho, dado o prémio ganho recentemente pela performance na classe executiva. Está muito bom, já com alguma evolução, que o torna muito interessante para degustação, mas não muito consensual. Gostei muito e está na hora de ser bebido.

Classificação: 16

 

Maria de Lourdes, Tinto 2008: Lote de 70% Touriga Nacional e 30% de Touriga Franca, com origem em agricultura biológica e estágio de 24 meses em barricas de carvalho francês. Cor rubi, com bordo violáceo. Nariz agradável com frutos vermelhos, madeira, balsâmicos e especiarias. Muito bem na boca, com corpo, estrutura e acidez a acompanharem uns taninos redondos, num perfil dominado pela fruta. Bons taninos e madeira muito bem integrada fazem-no um vinho muito suave, quase elegante, muito amigável e saboroso. Bom final, onde recupera o perfil do nariz. Muito bom.

Classificação: 17

 

CARM Grande Reserva, Tinto 2007: Lote com Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, que estagiaram 12 meses em barrica. Cor grená, nariz complexo, personalizado, com fruta, madeira, especiarias e floral. Na boca, ainda apresenta uma bela acidez, muito bem acompanhada por uns taninos polidos, que conferem boa estrutura a um corpo bem suave. Termina longo, prolongado, suave, quase elegante. Muito bem feito, um vinho num grande momento. Excelente.

Classificação: 17,5

 

Grandjó, 2007: Face aos presentes, a escolha do vinho de sobremesa recaiu num colheita tardia, não muito tradicional em Portugal, mas que tem tudo para ganhar adeptos, face ao menor grau alcoólico e à facilidade de degustação. Para o evento, só podia ser a grande referência nacional, o nosso colheita tardia feito de uvas Sémillon com botrytis. Cor dourada, nariz complexo, com fruta muito pura e metalizado. Na boca mostra-se encorpado, com acidez média que contribui para um equilíbrio muito bom entre açúcar e álcool. Guloso, encantador, termina longo. Um grande vinho, um orgulho para ombrear com Sauternes e outros consagrados.

Classificação: 17,5

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publicado por Ricardo Cruz às 17:34
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