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Sábado, 26 de Março de 2011

LER - Março 2011

Está de parabéns a nossa estimada revista LER, atingiu 100 edições. Para percebermos a dimensão deste feito basta lermos alguns dos cronistas e fica claro até que ponto se trata de um acontecimento raro e assinalável.

Num número dominado pelo 100, os artigos 100 capas, 100 livros, 100 figuras ou até 100 ideias para o futuro constituíram a espinha dorsal, além das sempre interessantes crónicas dos diversos colaboradores da LER. Como leitor, apenas, da actual encarnação da LER, dois destes grupos de 100 foram particularmente agradáveis: 100 livros, que me fez chegar opiniões publicadas em períodos anteriores, e, especialmente, 100 figuras, que juntou caras a uma base de dados que, em alguns casos, apenas dispunha de nomes. Em geral, acabou por proporcionar um jogo interessante: tentar identificar conteúdos de revistas que já tinha lido.

A capa da revista deixava água na boca: entrevista com George Steiner e o ensaio de Harold Bloom. Se o ensaio foi interessante, a entrevista é algo difícil de descrever. Contactar com a profundidade de George Steiner é um privilégio raro que a LER nos proporcionou. Destaco algumas ideias e citações simples, mas de grande impacto:

 

a) A literatura é impotente, quando o homem deixa de ser homem, como no gulag, Auschwitz… (…) A ficção falha quando tenta lidar com o mais inumano do homem…

b) 3 condições para ler: 1 – silêncio (os jovens têm medo do silêncio e actualmente é caro – os apartamentos não oferecem silencio, quando se houve tudo o que se passa na casa do vizinho); 2 – saber passagens de cor (ninguém nos pode tirar o que sabemos de cor, mas saber de cor com o coração, não com a cabeça); 3 – Privacidade (nesta altura não existe, tudo se confessa e de forma imediata)

c) 2 aspectos tornam impossível qualquer negociação com Islão: tratamento da mulher e a recusa da ciência. Cita Malraux que prevê o Séc. XXI como o século da guerras relgiosas

 

Enfim, mais haveria, mas não posso abusar na publicação de conteúdos que não me pertencem. De qualquer forma, não podia deixar de exemplificar o que provocou a classificação da entrevista como a minha peça preferida desta edição da LER.

Para concluir, renovados parabéns à LER e uma pequena profanação: Venham mais 100.

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publicado por Ricardo Cruz às 00:20
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