Este blog é a materialização de duas necessidades humanas: expressar o que nos passa pela cabeça e guardar para consulta futura. Não possuo formação específica sobre as matérias abordadas, logo, este blog é apenas um espaço aberto de opinião.

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Domingo, 28 de Julho de 2013

Revista de Vinhos - junho 2013

 

O verão está aí, portanto, os vinhos brancos entram na ordem do dia. O painel da edição de junho mostrou-nos brancos até €4,00 e vem confirmar o que já se leu várias vezes na RV: os brancos nacionais estão cada vez melhores. Se passarmos os olhos pelas páginas deste capítulo, os selos boa compra sucedem-se, prova da aposta na qualidade sem descurar a indispensável competitividade no preço para sobreviver aos tempo complicados que vivemos. Bons, acessíveis, tanto no preço como em locais de aquisição, há condições para um verão refrescado com os brancos de norte a sul do país.

José Bento dos Santos volta a referir-se às “descrições standardizadas do vinho”, de forma depreciativa, pela aplicabilidade dos epítetos a praticamente todos os vinhos. Na vertente gastronómica, diz que “está em causa encontrar um léxico que envolva sentimentos e que associe mais as texturas e os sabores em causa...”. É algo que me tem ocupado nos últimos tempos, mas no sentido de encontrar formas de expressão mais próximas de quem lê e não está familiarizado com a gíria das notas de prova tradicionais. Podemos preocupar-nos em conhecer e aplicar os termos dos especialistas para nos sentirmos integrados num grupo semi exclusivo ou então procurar formas de expressão acessíveis a muita gente e que resulte numa efetiva e inteligível divulgação do vinho. Começo a balançar para a segunda ideia.

Mais uma boa edição, coerente, com diversas peças de muito interesse. Numa analogia vínica, podemos dizer que a RV é como as vinhas velhas: confiável, com garantia de qualidade.

Alguns destaques:

 

- 2ªs marcas, gostei, porque sim. Como consumidor sou adepto fervoroso das gamas intermédias, que conseguem ótimas performances de qualidade e prazer na degustação por bastante menos €. Nem todos os topos merecem o diferencial de preço. Mas quem manda é o mercado, não é verdade? E a vaidade... E o glamour...;

- Redoma, cada vez gosto mais de vinhos com alguns anos, especialmente pela elegância, portanto estas verticais deixam-me com água na boca;

- Verdelho e Viognier, peça muito bem construída, com boa articulação entre história, vinha e caráter que as castas atribuem aos vinhos.

- Vintages Symington e Sogrape, 2011 foi um grande ano no Douro e o expoente máximo está a chegar ao mercado: grandes Portos Vintage.

 

Extra painel, anotei mais 9 sugestões de compra. Essencialmente, boa relação qualidade/preço.

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Sexta-feira, 19 de Abril de 2013

Revista de Vinhos - março 2013

A edição de março da RV foi algo atípica, dada a reportagem sobre o evento dos melhores do ano e a informação sobre o novo site. O destaque foi para os tintos do Tejo, uma região renascida e objecto de críticas muito positivas sobre o resultado desse processo. Pelos meus lados ainda não é uma região com presença nas prateleiras de venda ao público, já que apenas Quinta da Alorna, Conde de Vimioso e Cabeça de Toiro se conseguem encontrar. O que conheço da região agrada-me e apresenta boa relação qualidade/preço.

Outros destaques:

 

- Tintos de tintureiras, visão muito interessante sobre as castas que conferem mais intensidade corante aos vinhos. Pessoalmente, provei vários vinhos de Alicante Bouschet de que gostei e o Sousão Duriense também já se mostrou muito bem;

- Hawke's Bay, um passeio agradável por mais uma região da Nova Zelândia, que se inspirou na tradição Francesa;

- Carnes Maturadas, um tema completamente fora de algo que eu conheça, mas foi muito interessante saber um pouco mais e verificar os pontos positivos do processo.

 

Mais 4 sugestões para possível compra adicionadas à lista.

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Domingo, 17 de Fevereiro de 2013

Revista de Vinhos - Janeiro 2013

 

O ano começou muito bem na Revista de Vinhos. A primeira edição trouxe algumas peças de grande interesse, que contribuíram de forma decisiva para uma bela edição.

O grande destaque foi para uma categoria especial de Vinho do Porto que aprecio muito: LBV. Gosto dos vinhos e reconheço que o preço de mercado é bem interessante para a qualidade que apresentam. Um painel de prova muito rico, com algumas referências a mostrarem-se boas compras. O complemento perfeito foi a prova de alguns LBV com 10, 15 ou 20 anos. No final, esteve ao nosso alcance uma aula teórica de iniciação recheada de informações e sugestões. Parabéns.

Outros destaques:

 

- ”Unoaked”, o mercado volta a valorizar vinhos sem excessos de madeira. Pessoalmente, gosto de vinhos com passagem por madeira (brancos ou tintos), mas também prefiro que não marque o vinho, ou seja, que dê o seu contributo único sem ofuscar os restantes componentes;

- Califórnia, para mim foi tudo novidade, pelo que o raio-x à região de Santa Bárbara foi devorado com muito interesse. Saliento as referências às condições naturais que proporcionam vinhos de excelência. Saiba o homem aproveitá-las;

- Harmonias, que beber com queijo as serra pode ser uma questão que levanta dúvidas. Ou não, caso se siga cegamente a tradição. Fernando Melo abraçou a missão e o resultado apresentou algumas surpresas.

 

Desta vez, anotei 10 sugestões para possível compra.

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publicado por momenta às 23:54
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Quarta-feira, 16 de Janeiro de 2013

Revista de Vinhos - Dezembro 2012

 

O mês de Dezembro é marcado pelas festas e se há bebida associada a festa é o vinhos das bolhas, seja na versão champanhe, espumante, cava, sparkling, etc... Com naturalidade, os destaque de capa e principal painel de prova desta edição são dedicados a espumantes nacionais. É opinião da revista que os espumantes nacionais estão cada vez melhores. Não tenho experiência para opinar sobre a evolução, mas tive a oportunidade de degustar 5 dos provados (e ainda o Cartuxa 2008) e gostei muito de todos. Perfis diferenciados, logo, diversidade de oferta, mas grande qualidade. Quanto a preços, será necessário suportar o intervalo €10,00 - €20,00, sendo que um Kompassus ou Vértice poderão ficar abaixo de €15,00 e o Murganheira Vintage a rondar os €25,00.

Luís Lopes, director da revista, faz um editorial com perspectivas para 2013 e inclui um tópico particularmente interessante: alargamento da oferta no segmento €1,99. Diz-nos que é possível uma empresa bem organizada vender a este preço e ganhar dinheiro, embora preveja que a oferta de melhor qualidade venha com marca própria das grandes superfícies. Acho muito interessante para o consumidor e um sinal de flexibilidade e adaptação à adversidade por parte do sector (ou pelo menos algumas empresas).

Também se destacaram:

 

- Marcas que desafiam o tempo, estamos num mundo de mudança constante, mas há marcas que nos acompanham desde que existimos, algumas remontam ao século XIX. Fica a devida vénia;

- Salvador Guedes, entrevista ao CEO da Sogrape Vinhos, o nosso maior produtor, muito interessante e revelador da cultura da empresa, posicionamento e visão para o futuro;

- Caves da Montanha, vocacionada para a produção de espumante, é uma empresa que não atrai os holofotes; mas já está cá há 70 anos, apenas exporta 5% da produção e tem um stock de uns impressionantes 3 milhões de garrafas. Notável;

- Caves S. João, na caminhada para o 100º aniversário em 2020, o ano de 2012 fica marcado pelo lançamento do vinho 92 Anos de História. Desta vez é um tinto, que relembra a década de 40 e a carta das nações unidas. Em 2011, tivemos o belo espumante 91 Anos de História, dedicado aos anos 30, que lembrou a emissão radiofónica de Orson Wells (relatou uma invasão marciana e causou pânico nos E.U.A.).

 

Mais 7 vinhos anotados para possível compra.

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publicado por momenta às 12:56
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Terça-feira, 11 de Dezembro de 2012

Wine - Outubro 2012

 

 

A Wine de Outubro destacou-se por conteúdos de dimensão acima da média. Um deles mereceu destaque de capa: a francesinha. Não sou especial apreciador do petisco, mas o roteiro e as histórias da peça foram muito interessantes de acompanhar. Curioso o destaque para um blogue de vinhos nacional, o primeiro desde que compro a revista, que também mereceu atenção especial na blogosfera: copo de salto alto. Parabéns à Carla Reis e aos bloggers de vinhos, que aos poucos ganham espaço neste pequeno mundo e já aparecem em eventos e imprensa profissionais.

Em mais uma edição interessante destacaram-se:

 

- Aprenda com o Master, desta vez, João Pires leva-nos até à Eslovénia e à Croácia. Muito interessante;

- Vindimas com Pedro Batista, em plena época alta, o enólogo reponsável por vinhos como Pèra Manca, Cartuxa ou Poliphonia permitiu a companhia da revista e uma bela reportagem;

- Malhadinha, projecto global de produção e enoturismo, em Albernoa, num Alentejo com muita água, cresce e afirma-se cada ano que passa.

 

Sugestões de compra: 6.

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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012

Revista de Vinhos - Outubro 2012

Foto retirada do site da RV

Em Outubro, a capa destacava o Alentejo, região líder em Portugal (no critério quota de mercado). Os tintos de topo estão muito bem e recomendam-se, com 44 a obterem nota mínima de 16. Mas nem só do tema de capa viveu esta edição, que se mostrou muito coesa e equilibrada. Uma daquelas edições sem uma peça que se destaca, mas que vale pelo seu todo, com interesse da primeira à última página. Muito boa.

Principais destaques:

 

- Óbidos, um zoom sobre esta pequena e discreta região, com histórias para contar e uma casta bandeira: Vital;

- Cockburn's, já esteve no topo do reconhecimento no capítulo Vintage e a Symington decidiu provar e partilhar muito do que fez nos últimos 117 anos. Notável;

- Quinta Vale D. Maria, outra vertical, desta vez de duas marcas de referência no Douro, Quinta Vale D. Maria e CV;

- Temperanças, o destaque é um desafio que Fernando Melo ouviu de Robert Mondavi: “escrever notas de prova que verdadeiramente interessassem às pessoas, em vez de mini-tratados de enologia escritos por não enólogos”. A forma como cada um escreve sobre vinho é muito pessoal, claro. No entanto, um profissional ou quem quer que pretenda atingir um público alargado deve reflectir muito sobre este desafio tão simples e objectivo (mesmo à americano). Eu não tenho qualquer tipo de ambições nesta área, mas o conceito não deixou de me fazer pensar. Afinal, quem está online arrisca-se a ser lido...;

- Harmonizações, é sempre um capítulo importante, desta vez com chocolate.

 

Mais 9 referências se juntaram à lista de sugestões de compra.

 

P.S. Foto retirada do site da Revista de Vinhos

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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2012

LER - Outubro 2012

 

Os destaques da capa prometiam e o interior não desiludiu. A entrevista a António Osório despertou a curiosidade para um nome desconhecido, que teria dito “Não compreendo o mal. Para mim não existe.” O perfil seguro, positivo e confiante do poeta marcou esta entrevista e diferenciou-a do habitual. Os restantes conteúdos mantiveram o interesse que já esperamos, ao lado de uma mão cheia de boas sugestões de leitura, o que torna a LER uma revista muito coesa, com um nível de qualidade muito elevado. Trocando em miúdos: comprar todos os meses, porque vale a pena.

Outros destaques:

 

- Ler é Maçada: Pedro Mexia à volta com a borracha e a sua sucessora: a tecla delete. Pelo meio, o undo e a tremenda alegoria. Uma delícia;

- Os meus primeiros anos: excertos de José, “novela” autobiográfica agora editada, com episódios fundamentais para se conhecer melhor Rubem da Fonseca;

- Joseph Anton: uma Fatwa pode mudar a vida de alguém? Para Salman Rusdie inciou pelo nome. As memṍrias estão por aí;

- Aginter Press: novidade completa para mim, a existência de um grupo de mercenários de extrema direita sediada alguns anos em Portugal e peões de Salazar na guerra em África.

 

Sugestões de compra: Se Fosse Fácil Era para os Outros, de Rui Cardoso Martins; Currency Wars, de James Rickards; Ter ou não Ter – Uma Breve História da Desigualdade, de Branco Milanovic; Os Tambores da Chuva, de Jorge Skandeberg; Os Manuscritos de Aspern, de Henry James; Histórias de Londres, de Enric Gonzaléz; Até ao Fim, de Ian Kershaw.

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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2012

Revista de Vinhos - Setembro 2012

 

A RV de Setembro não foi propriamente entusiasmante, mas consegue trazer sempre peças interessantes nos aspectos pedagógico, opinião ou provas que valem o investimento de €4,00.

A capa não deixou os créditos por mãos alheias e anunciou o melhor que iríamos encontrar no interior: brancos com carácter, mais de 70 vinhos de grande nível. A introdução ao painel refere a tendência para aumento de procura de brancos e um perfil de vinho menos marcado pela madeira. As provas mostram quase todos no nível muito bom e uns quantos com preço abaixo de €10,00. Assim, temos oferta de brancos de topo para vários orçamentos.

Mais alguns destaques:

 

- Solar do Loureiro, a casta Loureiro está a ganhar notoriedade (ou estão a tentar dar-lhe notoriedade) e é na região dos vinhos verdes que brilha. Muito interessante;

- Vertical Poças, uma vertical de Portos Colheita invejável;

- Sopas, açordas e migas, está aqui por motivos emocionais. São aquelas recordações de infância que saltam do baú ao virar de uma página.

 

Naturalmente, as referências para procurar nas prateleiras foram imensas: 17. Felizmente para a carteira não são fáceis de encontrar, mas infelizmente o apreciador fica com água na boca (quando preferia vinho...).

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Segunda-feira, 13 de Agosto de 2012

Revista de Vinhos - Julho 2012

 

A edição de Julho não teve a atenção habitual e merecida; período mais complicado, leitura mais ligeira. Ao folhear de novo a revista não acrescentei muito às notas iniciais, portanto, o impacto não terá sido particularmente importante. O destaque de capa vai para um painel de 80 vinhos com preço inferior a €4,00, verdadeiro batalhão de combate à crise. É, na verdade, o grande destaque da edição. Mesmo quem habitualmente pode comprar acima deste valor não deixou de espreitar, pelo menos pelo lado psicológico prestamos mais atenção a este género de informação. Houve sintonia em algumas boas compras, mas também algumas supresas pela negativa (mas não vou comparar a minha opinião aos profissionais, naturalmente).

No global, mais uma edição muito interessante, com outros destaques:

 

- Master of Wine, quem se aventura na degustação e classificação de vinhos certamente se questiona: mas quem sou eu para os classificar? Que conhecimentos tenho? Há sempre a ressalva de que é mera opinião pessoal, sem objectivo de crítica, e, em muitos casos, a classificação lá aparece (nada tenho contra isso). Este grau faculta, a quem o ostenta, o aspecto mais importante: credibilidade/autoridade. Não há nenhum intermédio, para interesados mais modestos? Só o MW ou nada?;

- Vinho Leve, modas e tendências, não são só Lisboa e Tejo que querem esta designação. Claro que quem a tem não a quer dar de mão beijada;

- Vila Santa, elogios a João Portugal Ramos não são necessários, dada a ubiquidade. Curiosamente, o artigo cruzou-se comigo poucos tempo depois de uma prova na Garrafeira Tio Pepe, onde tinha gostado dos Vila Santa branco e tinto.

 

A lista de compras foi reforçada com 6 sugestões.

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Segunda-feira, 9 de Julho de 2012

Revista de Vinhos - Junho 2012

 

Em Junho, o Dão foi o grande destaque na Revista de Vinhos. Um artigo sobre a região e uma painel de prova que ascendeu a 40 tintos. Tenho impressão que todas as pessoas que acompanham a realidade do vinho em Portugal acreditam no Dão e identificam factores que podem contribuir para um grande sucesso. Nesta edição, tal volta a acontecer. A certa altura lemos sobre o terroir “que muitos defendem ser o melhor do país.”; depois temos um fecho de peça notável: “...fazendo o que sempre fez e sabe fazer: vinhos frescos e elegantes, de aromas fragantes, sabores vivos, texturas sedosas e com grande capacidade de envelhecimento.” Se alguém perguntasse o que se procura actualmente num vinho, a resposta incluiria certamente muito do que é dito na frase anterior. Depois vem a pergunta difícil: então qual o motivo para o Dão não ter o devido reconhecimento?

No global, voltámos a ter uma edição de grande interesse, da primeira à última página. Destaque, também, para:

 

- Mapa das castas, também em Portugal se fez a análise dos últimos 4 anos de reestruturação das vinhas, tema relacionado com este post. Informação muito interessante sobre o que no futuro vamos beber por cá;

- Licorosos, nem só de Porto, Madeira e Moscatel vivemos, quando o tema é fortificados. Há licorosos que merecem atenção, com preços bem interessantes;

- Contra-corrente, João Afonso aborda o outro lado da moeda sobre a questão de termos o melhor peixe do mundo. Podemos ter o melhor, mas não o consumimos. Caso para lembrar o ditado da casa de ferreiro...?;

- Lançamentos; cerca de 20 páginas com muitas novidades bem interessantes.

- Barca Velha, a RV recebeu o 2004 com passadeira vermelha: 19 pontos.

 

Mais 18 vinhos anotados para possível compra.

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Terça-feira, 26 de Junho de 2012

Wine - Maio 2012

A Wine de Maio chegou às minhas mãos em Junho. Nada problemático, claro, apenas se destacou pela evolução nos últimos 2 anos. Quando comecei a ler esta revista encontrava-a antes da congére de Vinhos, posteriormente começou a aparecer depois e desta vez “saltou” o mês. Mera curiosidade numa edição muito boa, que destacou o Peixe em Lisboa e os chefes que por lá passaram. Como apreciador de peixe tenho particular prazer em verificar o sucesso do evento e a notoriedade que o “nosso” peixe (na verdade, o peixe pescado nas nossas águas territoriais) tem a nível internacional. Para mim, a grande peça da revista foi sobre Bordéus, devido à minha falta de conhecimento sobre a região, colmatada com informação bastante útil e reveladora da sua realidade. Por exemplo, sabem qual o peso dos Grand Cru na região? Aqueles que vendem a preços exorbitantes? E o preço médio, no produtor, uma garrafa de vinho da região? Os menos conhecedores poderão ficar surpreendidos.

Mas não foi a única a merecer destaque, em mais uma edição muito boa:

 

- Restaurantes, despertou-me curiosidade pelo JazzCome;

- Casta, Cabernet Sauvignon;

- Macau, uma passagem muito interessante pela nossa ex-colónia, a mostrar o panorama gastronómico actual e a sublinhar que os vestígios da nossa passagem estão bem presentes e para ficar;

- Billecart Salmon, nos relatos destas invejáveis visitas não são as provas o mais importante. É mesmo o posicionamento, a visão e os métodos de vinificação que trazem real valor acrescentado a quem lê. Também se destacou a boa escrita de Fátima Iken.

 

Vinhos anotados para possível compra: 3.

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Segunda-feira, 18 de Junho de 2012

LER - Maio 2012

 

Mea culpa, a LER de Maio não teve a atenção que merecia. O período foi agitado e a leitura foi mais rápida e menos atenta do que esta revista merece. Talvez por isso as subtilezas de Enrique Vila-Matas não me tenham atraído, suplantadas pelas peças sobre o Antonio Tabucchi. Mesmo sem a atenção devida, a LER preenche sempre muito bem aquele espaço mensal ligado aos livros de que necessito.

Principais destaques:

 

- Língua Movediça: candidata a aparecer por aqui todos os meses, desta vez por nos levar até algumas palavras fora de uso. Muito interessante;

- Vila-Matas: entrevista ao grande escritor catalão, que mesmo sem deslumbrar não passa sem deixar marca.

- Antonio Tabucchi: homenagem sentida, que não pode deixar de estar aqui;

- Estante Digital: uma aplicação cheia de conteúdos gratuitos de Shakespeare? Como perder?.

 

Sugestões de compra: O Lustre e Água Viva de Clarice Lispector; O Princípio de Todas as Coisas – Ciência e Religião, de Hans Kung.

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Quinta-feira, 14 de Junho de 2012

Revista de Vinhos - Maio 2012

 

O balanço da edição de Maio da Revista de Vinhos lembrou-me a dimensão deste mundo do vinho. Mais uma vez em muito bom nível, mais uma vez cheia de motivos de interesse, mas por conteúdos diferentes do habitual e com uma sensação positiva de contornos especiais. Podemos ver com mais detalhe nos destaques que há aspectos habitualmente menos abordados com interesse elevadíssimo. Curiosamente, uma das peças com menor impacto foi o bem tradicional painel, com os vinhos da região de Setúbal a mostrarem, na verdade, boa relação qualidade / preço, que valorizo, mas a não despertarem especiais instintos de caça à garrafa.

Uma aposta ganha em algumas peças, talvez, de maior risco, com destaque para:

 

- Fábricas de Milhões, os nossos campeões de vendas e a técnica de vinificação que os suporta. Confesso que foi novidade para mim;

- Sogrape na América do Sul, os maiores de Portugal não páram. Parabéns e votos de continuação de muito sucesso na conquista do Chile e da Argentina;

- Tinto, conquista recente, juntar as minhas paixões por vinho e história tinha que dar destaque. O título da peça revela qualquer coisa, mas desde quando o vinho tinto tem a importância actual? Revelador;

- Clima ameaça o Douro? - a região de origem do Vinho do Porto, provavelmente o melhor vinho de generoso do mundo e certamente o mais reconhecido, mas também de grandes vinhos de mesa estará ameaçada? A confirmar.;

- Queijos de França, peça muito, muito informativa para um leigo;

- Gastronomia, marca para agarrar com unhas e dentes: O melhor peixe do mundo. Reflexão muito importante de José Bento Santos, para levar a sério enquanto está ao nosso alcance.

 

Mais 10 referências anotadas para compra potencial.

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Sexta-feira, 11 de Maio de 2012

Wine - Abril 2012

 

A edição de Abril da Wine foi diferente do habitual. Admito que associado ao evento Rota das Estrelas que ocorreu no Funchal, a Madeira foi objecto de um destaque especial. Tivemos peças sobre diversos pontos fortes da ilha e como resultado final um conjunto de informações de alto interesse. Muito bem.

No cômputo geral, sentimos a Wine de regresso a edições de alto gabarito, foi um óptimo número.

A destacar:

 

- Casta, Cerceal Branco;

- Harmonizações, o regresso deste segmento, com uma perspectiva diferente: harmonizar castas;

- Vinho da Madeira, no especial não poderia faltar o vinho da Madeira, tal como não poderia deixar de ser destacado. Rui Falcão fez um belo artigo de abrangência global, da vinha à prova;

- Marquês de Borba Reserva, uma vertical de uma marca de referência, a mostrar-se em grande forma desde 1997;

- Banana da Madeira, destaque para uma peça muito informativa sobre um produto nacional importante.

 

Mais 9 vinhos se juntaram à lista de possíveis compras.

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Quinta-feira, 10 de Maio de 2012

Revista de Vinhos - Abril 2012

 

 

A capa da edição de Abril quase representa a mudança na estação vínica. Os brancos 2011 já se mostravam na prateleiras e em alguns blogs da área, mas quando temos um painel superior a 66 brancos, da colheita 2011, publicado torna-se oficial. É em momentos como este que a RV mostra ser um caso à parte quando o tema é vinhos, foi mais uma demonstração do que apenas se consegue encontrar aqui. Parabéns.

No geral, mais uma edição cheia de motivos de interesse, para ler da primeira à última página. Outros destaques:

 

- Trás-os-Montes, peça quase de divulgação, por isso muito meritória, que passa uma imagem quase desoladora da região. No entanto deixa uma luz ao fundo do túnel: atenção ao potencial para brancos;

- Esporão Reserva, uma grande marca nacional e um belo branco em prova vertical. Os brancos também evoluem bem, é uma questão de saber quais;

- Dão Sul, evento de lançamento de novos vinhos de uma empresa que conquistou o respeito de muitos enófilos. Em fase de mudança, ficam votos de sucesso e que continuem a fazer vinhos de referência em todos os segmentos.

 

Em Abril, a lista de compras foi reforçada com 6 sugestões.

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