Este blog é a materialização de duas necessidades humanas: expressar o que nos passa pela cabeça e guardar para consulta futura. Não possuo formação específica sobre as matérias abordadas, logo, este blog é apenas um espaço aberto de opinião.

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Terça-feira, 5 de Abril de 2016

Mike Goldman - Performance Breakthrough

 L_Performance_Breakthrough.JPG

A experiência de ler este livro foi entusiasmante. O autor conseguiu uma combinação pouco frequente de termos um livro médio/pequeno de leitura fácil e viciante, ao mesmo tempo que nos apresenta muitas e boas ideias.

O livro foi escrito sob a forma de uma fábula e conta a história de um empresário que tem um filho com síndrome de Asperger e passa por dificuldades no negócio. Inicia um ciclo de consultas num novo terapeuta para o filho, que apresenta à família quatro segredos para implementarem. Resultado: o que seria algo para a família acabou aplicado ao negócio. Acompanhamos, então, o processo de aplicação dos segredos em ambas as dimensões.

Estamos no âmbito de um livro de gestão, que mostra o caminho para incutir paixão nas organizações. Está cada vez mais claro que a diferenciação entre empresas vem da capacidade de mobilizar as pessoas para contribuírem para os objetivos da organização. Do outro lado do atlântico, o conceito de permitir que as equipas atinjam todo o seu potencial tem aparecido várias vezes e não posso deixar de concordar. Seja no trabalho ou fora dele, não queremos, verdadeiramente, dar o nosso melhor? Tornar os nossos sonhos realidade? É isso que nos faz vibrar, viver de forma feliz e intensa. É este o caminho trabalhado no livro.

Para terminar, apetece repetir a introdução. Foi muito interessante, de tal forma que o li uma segunda vez de imediato. Gostei muito e é altamente recomendável.

 

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publicado por Ricardo Cruz às 13:40
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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2015

Vincent Gasnier - A Taste For Wine

Este livro foi verdadeiramente a minha primeira viagem pelos vinhos do mundo. Até agora li mais sobre a prova, técnicas e abordagens, mas a forma como o Master Sommelier Vincent Gasnier organiza o livro origina uma abordagem bem diferente. Esse aspeto acabou por ser determinante.

O livro fala-nos de vinho desde a videira até ao palato. Tem informação muito interessante sobre viticultura, vinificação, papel do enólogo, do produtor, etc... Quando chega à parte da prova, o desenvolvimento é efetuado por estilos e perfil de vinho. Assim, separa vinhos leves e fresco, frutados e aromáticos e depois os mais poderosos. Associa cada estilo às castas e regiões mais representativas dos diversos estilos nos diversos países (velho e novo mundo). Percebemos, então, o peso varietal nos vinhos internacionais, em contraposição à nossa tradição de lote. Apreciei especialmente esta estrutura, porque quando procuro harmonizar vinho com comida o perfil é um dos pontos críticos que suportam a decisão. Se o vinho é mais ou menos encorpado, taninoso, estágiado em madeira, perfumado, cítrico, fresco, etc...

Os nossos vinhos também apareceram, com os Vinhos Verdes no capitulo leves e frescos, Douro nos tintos frutados e aromáticos e Bairrada e Dão nos vinhos opulentos e de guarda. Poderei não concordar completamente, mas depende do que o autor provou.

Quando lemos um livro aprendemos sempre algo, neste caso em particular muito do que se faz pelo mundo. A afinidade com a definição de estilos foi a cereja em cima do bolo de uma leitura muito interessante. Um autor que mostrou grande conhecimento e partilhou de uma forma original. Gostei muito.

 

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publicado por Ricardo Cruz às 19:34
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Terça-feira, 18 de Agosto de 2015

Robin Sharma - O Monge que Vendeu o Seu Ferrari

RSharma_Monge.JPG

O autor deste livro, Robin Sharma, teve uma influência muito forte em mim nos últimos tempos. Comecei por contactar com o seu trabalho através de posts no facebook, depois inscrevi-me na mailing list e percorri os seus vídeos no You Tube. Recolhi uma série de ideias e práticas para melhorar a nossa vida que me ajudaram imenso. Com naturalidade comprei o livro que foi o seu primeiro grande sucesso, inspirado na transformação que o autor operou na sua própria vida.

Este é um livro de desenvolvimento pessoal, portanto, contactamos com um conjunto de princípios e táticas que têm como objetivo levar-nos a uma vida feliz e realizada. Continuo fascinado pela forma pragmática com que o tema é abordado. Nós, Latinos, somos mais emotivos do que os Anglo-Saxónicos, portanto, gerir a felicidade é algo ligado a emoções, sentimentos, aspetos abstratos. No entanto, principalmente do outro lado do Atlântico, a felicidade atinge-se através de um processo de gestão quase empresarial. Temos a nossa visão (o nosso sonho) e estabelecemos um percurso de pequenos passos, com objetivos parciais que nos levem à concretização. Paciência, determinação, foco, simplicidade, são alguns dos aspetos mais importantes para conseguirmos.

Assim, neste livro, Robin Sharma cria o personagem de um advogado viciado em trabalho, exemplo idolatrado de sucesso profissional, que após um ataque cardíaco em plena sala de tribunal repensa toda a sua vida. Vende os seu bens materiais, viaja para o Oriente e aprende um conjunto de ensinamentos milenares num mosteiro isolado em plenos Himalaias. Regressa, depois, a Nova Iorque para transmitir todo esse conhecimento. O livro não é mais do que o relato de toda essa sabedoria, o que inclui a filosofia e as ações a desenvolver para a implementar.

É um livro muito interessante, mais adequado para quem gosta desta temática do desenvolvimento pessoal, mas facilmente adotado por quem goste de pensar. Porque é isso que ele provoca: faz-nos pensar na nossa vida, se tomámos as opções corretas e como devemos desenhar o nosso futuro. Gostei muito. Li no período de férias, portanto, contribuiu para manter o cérebro ativo em termos de reflexão.

Qualquer pessoa encontrará motivos para apreciar o livro e retirar proveitos do tempo dedicado à sua leitura. Muitos anos passaram desde que foi escrito, portanto, acompanhar o trabalho do autor via redes sociais, blog ou You Tube é uma forma de contactar com as suas ideias mais recentes.

 

Original: The Monk Who Sold His Ferrari

Editora: HarperCollins Publishers, Ltd 1997.

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Terça-feira, 21 de Julho de 2015

Mikhail Bulgakov - Margarida e o Mestre

Margarida e o Mestre.JPG

Posso iniciar por um enorme elogio ao livro: é possível falar sobre ele apenas numa frase e dizer tudo. Isto acontece quando estamos perante um nível tal de qualidade que se consegue a “simplicidade”. Não vou reduzir a uma frase, mas pouco mais acrescentarei.

Mikhail Bulgakov burilou um romance que nos remete para o género fantástico, já que nos conta a passagem do diabo pela Moscovo Soviética (intercalado com passagens em Jerusalém). No meio dos acontecimentos paranormais que satã e o seu séquito provocam na cidade percebemos uma mensagem ético-moral sobre o caráter humano, bem como uma fina ironia da burocrática, opressiva e detratora sociedade da altura. Há, no entanto, vitórias pela positiva: o longo e profundo arrependimento, bem como o amor arrebatador que faz tudo pela pessoa amada.

Se o conteúdo está lá, também a técnica é superior. O autor consegue agarrar o leitor e conduzi-lo numa leitura frenética e viciante até final, com uma consistência rítmica assinalável.

Naturalmente, este não é um espaço de crítica literária, apenas de sensações na ótica do leitor. Nesse aspeto, o que tenho a dizer é que adorei ler esta obra. É, sem dúvida, um grande romance, escolhido com todo o mérito para a coleção Mil Folhas, do jornal Público.

 

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publicado por Ricardo Cruz às 19:44
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Quinta-feira, 11 de Junho de 2015

Ken Blanchard - Um nível superior de liderança

Ken Blanchard_Lideranca.jpg

A sequência prevista dos temas determinava que o livro seguinte seria ligado à gestão. Ainda tinha um livro de uma formação por ler, portanto, não foi difícil decidir. O resultado foi uma leitura entusiasmante, cheia de ideias com as quais me identifiquei.

O autor, Ken Blanchard, está há décadas ligado ao tema da liderança, portanto, ler este livro é um contacto privilegiado com um profundo conhecedor da temática. Este livro proporciona uma viagem, na medida em somos catapultados do séc. XX para o séc. XXI. É mais um autor a enterrar o modelo tradicional de comando e controlo, que acaba substituído por uma lógica de equipas e delegação, ou seja, poder na linha da frente.

Temos conceitos tradicionais, como a visão, relação com clientes e colaboradores; mas trabalhados para a realidade do século XXI, em que a mudança é permanente, o downsizing uma realidade incontornável e a concorrência feroz, entre outras coisas.

Não é objetivo deste texto detalhar os conceitos, mas, de forma resumida, diria que Ken Blanchard nos diz que precisamos envolver os colaboradores para criação de valor na organização e dinamizar equipas de alto rendimento onde o todo é maior do que a somas das partes, para criar clientes entusiastas e investidores satisfeitos.

Estas ideias são sistematizadas num modelo de liderança, chamado situacional, que responde aos tremendos desafios atualmente colocados às organizações.

Fiquei entusiasmado com o conteúdo, cheio de ideias e vontade de as implementar. Isto é um dos maiores elogios com que poderia agraciar o livro. Infelizmente, algumas gralhas no texto destacaram-se e originaram frases sem sentido. Mas o importante é o conteúdo e esse adorei. Recomendo vivamente.

 

Original: Leading at a higher level

Editora: Prentice Hall, 2006

 

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Terça-feira, 12 de Maio de 2015

Jack Canfield - The Success Principles

Jack_Success.jpg

Estamos perante um dos mais famosos e respeitados autores, bem como um dos livros mais vendidos, na área do desenvolvimento pessoal. É uma área com pouco destaque em Portugal, parece-me, mas com biliões de valor acrescentado do outro lado do atlântico. Devo dizer que não somos nós quem está no caminho certo.

Nesta obra de grande fôlego e uma profundidade que pode ser surpreendente, o autor apresenta-nos 67 conceitos que devemos seguir para vivermos a nossa vida de sonho. A maioria dos Portugueses ao ler esta frase, de imediato, colocaria os preconceitos em ação: tretas, vendedor de ilusões, banha da cobra, não sei como alguém ainda vai nestas conversas, etc... O facto é que quem ler este livro com mente aberta e tiver a intenção de melhorar a sua vida, e lutar por isso, tem mesmo muito a ganhar.

É verdade, este livro pode mudar vidas. Muda vidas de pessoas que a queiram mudar, que estejam dispostas a agir, esforçar-se diariamente, percorrer o caminho necessário, enfrentar obstáculos. Não se engana ninguém e basta referir 2 ou 3 ideias para se perceber.

O início é avassalador: assume 100% de responsabilidade pelo que acontece na tua vida. Logo aqui se vê que nada há de destino, fado, estar escrito nas estrelas ou outro conceito exógeno parecido.

Depois, decide o que queres da tua vida, o que pretendes atingir.

Acredita que é possível.

Faz um plano, desenha o percurso que queres percorrer.

Estabelece objetivos parcelares que te façam avançar aos poucos.

Executa, executa, executa.

O que nos espera ao longo do livro é uma longa e detalhada explicação, de alguém que aprofundou o tema durante anos, que partilhou com milhões de pessoas e criou um gigante económico com isso. Também devemos contar com grandes combates interiores e o repensar de preconceitos e ideias que o processo de socialização nos incutiu.

Em conclusão, é um livro para nos acompanhar ao longo da vida, cheio de ideias úteis e refundadoras, que podem ajudar muito quem queira sair do modelo de vida padronizado que a sociedade nos apresenta e enfrente o mais estimulante dos desafios: lutar por viver a vida dos seus sonhos.

Este livro foi-me emprestado por uma familiar, através de quem iniciei o meu contacto com esta área, e comentei com ela: nós somos uns anjinhos. Andamos a culpar tudo à nossa volta, à espera que as coisas nos caiam no colo e a esperar coisas impossíveis do Estado, quando há pessoas que estão a lutar pelos seus sonhos de um forma concreta, objetiva e determinada.

 

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Quinta-feira, 2 de Abril de 2015

Rogerio Dardeau - Vinhos Uma Festa dos Sentidos

Vinhos festa sentidos.jpg

Estamos perante um livro introdutório sobre o mundo do vinhos. O autor é Brasileiro, com ascendência Francesa de uma família produtora de vinhos, portanto, foi criado com a devida sensibilidade para o tema, certamente teve contacto precoce com a degustação.

É interessante comparar com o último livro que li, porque ambos são introdutórios, mas com abordagens muito diferentes. A obra Saber Degustar o Vinho tem foco total na prova, apresenta um método de prova e fala de vinhos e castas de uma forma sempre associada à degustação. Este livro de Rogerio Dardeau aborda aspetos ligados à produção, vinificação, caracterização de países, regiões, castas e estilos. Funciona como uma agregação de informação mais técnica, que ajuda o leigo a perceber um pouco melhor como parte do mundo do vinho funciona antes de chegar à prateleira. Também apresenta uma longa lista de termos utilizado nas provas, bem com notas de harmonização com comida, ou seja, a degustação não deixa de estar bem presente.

Esta edição foi específica para Portugal, pelo que, aparecem-nos com alguma regularidade referências à nossa realidade. Muito interessante, por exemplo, o trabalho sobre as castas autorizadas em cada região e a respetiva sinonímia.

O livro é muito interessante, fácil de ler e, para iniciados, apresenta um conjunto de informações bem alargadas, que certamente, ajudam a conhecer um pouco do mundo do vinho. As imensas referências aos vinhos de todo o mundo são, para mim, uma especial mais-valia, já que as publicações nacionais disponibilizam bastante e boa informação sobre o nosso país.

Edição Portuguesa: Editorial Estampa, Lda, 2009

Edição Brasileira: Mauad Editora Ltda, 2002

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Quarta-feira, 4 de Março de 2015

John Le Carré - O Ilustre Colegial

John_Carre_Ilustre_Colegial

Era altura de ler um romance e esta obra de John Le Carré estava no pipeline. Curiosamente, é um autor que ofereço mais do que leio. A coleção Mil Folhas, editada pelo jornal Público, inclui o Espião Perfeito, o único que já tinha lido do mestre da literatura espionagem. Peguei, então, no bloco de mais de 650 páginas, que me acompanhou durante o mês de fevereiro 2015 (sim, porque o tempo diário é limitado e durou, durou, durou...).

O livro dá-nos o que esperamos dele, um enredo no mundo dos serviços secretos, aqui com George Smiley como protagonista. Em plena guerra fria na Europa, o palco da ação é partilhado com uma zona de guerra quente na altura: o extremo oriente. Hong Kong, Camboja, Vietname ou Tailândia são países/locais por onde Jerry Westerby desenvolve a missão confiada por Smiley na luta contra o arqui-inimigo deste último (o russo conhecido por Karla).

A escrita monta o puzzle de forma detalhada, minuciosa, que acaba por incutir um ritmo pausado à leitura, como que a convidar a não desprezar qualquer pormenor. Este ritmo é constante ao longo da obra, apenas algumas páginas perto do final originam alguma aceleração. Aqui e ali, mais perto do final, como o género obriga, o autor deixa umas pistas sobre acontecimentos posteriores, o que desperta a curiosidade e prende o leitor à obra.

O resultado é um livro muito interessante, em especial para apreciadores do género, mas não vamos desprezar a qualidade literária de John Le Carré. A forma como constrói a trama, gere o ritmo, desenha personagens, coloca-o acima de uma escrita de enredo e no justo patamar da literatura. Brilhante a forma como mostra que, também neste mundo, as emoções guiam o ser humano. Gostei e acabei por conhecer melhor alguns aspetos da civilização oriental.

Título original: The Honourable Schoolboy

 

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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2015

Equipas de Alto Rendimento - Ricardo Fortes da Costa

Equipas_Alto_Rendimento.jpg

Regresso a um livro mais ligado à gestão e disponibilizado numa formação. Existe um preconceito, que me parece bem enraizado, de que as formações são muito teóricas e o regresso ao trabalho não vem acompanhado de novas práticas inspiradas nessas ações. Neste caso, não poderia estar mais longe da verdade.

A ação foi muito dinâmica e prática e logo na altura, quando percebi que o livro refletia os conteúdos da sala, fiz uma tag mental para o ler. O que Ricardo Fortes da Costa nos proporciona é um manual prático de como um líder de equipa deve abordar os principais componentes desta complexa relação profissional. Podemos separar o livro em 2 grandes blocos: primeiro sobre as pessoas e o segundo sobre o principais momentos da relação (reuniões, briefings, avaliação desempenho, etc...). E aqui marca uma grande diferença, já que identifica todos os passos e posturas a ter nessas situações. Tudo aparece organizado, sistematizado, com ferramentas de apoio, para que não falte nada a quem quiser melhorar a sua performance enquanto coordenador de equipas.

Além da componente prática, destaca-se outra vantagem. Percorrer o livro foi reviver conceitos, ou seja, uma espécie de revisão de conteúdos. Qual a consequência? Reforça a assimilação dos aspetos com que mais nos identificamos ou precisamos.

Revelou-se, então, uma leitura muito rica e prática, exatamente o que se precisa.

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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2015

François Martin - Saber Apreciar o Vinho

Francois Martin_Degustar Vinho.jpg

Este pequeno livro é especial: foi o primeiro livro sobre vinho que comprei. Estava no início desta aventura da degustação e as minhas compras eram feitas nos hipermercados, essencialmente com base no que lia nos rótulos. Nada de Revista de Vinhos, blogues ou outras fontes de informação especializadas; consumidor tradicional. Vi no Pingo Doce um livro pequeno, que custava €7,50, e trouxe-o para aprender um pouco mais sobre o tema.

O resultado foi excelente, porque é um livro que me tem acompanhado e a que volto com muita frequência. A pequena dimensão é ilusória, porque resulta de um poder de comunicação notável por parte do autor. Nota-se claramente que é alguém com conhecimentos sobre matéria e que, ao mesmo tempo, consegue transmitir de forma concisa e simples muitos dos conceitos específicos da degustação de vinhos. Esta é uma característica dos grandes professores, utilizando uma expressão popular: conseguem “trocar por miúdos”.

No início tudo era aprendizagem e uma leitura altamente informativa. Agora, que já conheço um pouco mais sobre o tema, usufruo do prazer de compreender o que está escrito, perceber de onde vêm aquelas ideias.

É um livro que me marcou, ajudou a evoluir e muito bem escrito, portanto, muito importante neste hobby da degustação de vinhos. Tudo isto por €7,50...

 

Título original: Savoir Déguster le Vin (2008, Éditions Féret)

Em Portugal: Editorial Presença, 1ª Edição 2009

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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

Boris Pasternak - O Doutor Jivago

Dr Jivago.jpgO livro que se seguia na Coleção Mil Folhas, editada há uns anos com o jornal Público, era o Dr. Jivago de Boris Pasternak. Quando decidimos seguir a ordem sequencial estamos sujeitos a alguns riscos; neste caso, deparo-me com um livro de 600 páginas e como o tempo não é muito... Mas tinha chegado a hora dele e não a iria deixar passar. O meu contacto com a literatura Russa é limitado, penso que influenciado pela distância cultural e aquele lado dramático associado não é particularmente apelativo. Assim, foi também a oportunidade de reforçar um pouco o conhecimento sobre aquele país enorme (dos Urais até à Sibéria)

O livro é um clássico, já adaptado ao cinema e valeu ao autor o prémio nobel, se não me engano, em 1958. Ao longo desta leitura de longo fôlego, que exige paciência e gosto por descrições e pormenores, fiz-me a seguinte questão: como verá a geração Facebook este livro? A geração do imediato, do telegráfico, da pressa, terá disponibilidade para simplesmente pegar nele?

Podemos sentir o livro de formas diferentes, aliás, devia escrever que cada pessoa faz a sua própria abordagem. A ação decorre num período extraordinário da história da Rússia, entre o início do séc. XX e a década de 30 do mesmo. Nessa altura, houve uma guerra no início do século, a I Grande Guerra e a Revolução de 1917, que derrubou a monarquia dos Czares e implantou o Comunismo. Perceber alguns aspetos de como se viveu essa fase foi o principal atrativo desta obra. É claro que o nosso personagem não tem uma visão neutra, está ligado ao modelo social derrubado, mas se tomarmos este fator em consideração conseguimos evitar fazer uma leitura influenciada. Os aspetos amoroso e profissional (embora menos) estão também muito presentes, ao ponto de se poder falar numa história de amor.

O livro não vai para a galeria dos preferidos, mas conseguimos perceber o trabalho do autor, a importância da obra e o seu impacto. Editado em plena guerra fria, acredito que tenha sido muito revelador para o lado Ocidental; acresce a isso que o facto de ter sido censurado no próprio país aponta para conteúdos pouco abonatórios para o poder vigente na época.

 

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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2014

No Poupar é que Está o Ganho - Paulo Ferreira

 

 

Tudo começa por aqui, pelo menos para quem tem recursos financeiros limitados. Para a nossa existência ser viável, as receitas devem ser superiores às despesas; para se conseguir acumular, tem que sobrar.

Este livro tem mais impacto em quem não controla a sua vida financeira. De acordo com o autor e algumas personalidades que recomendam o livro, este grupo não é tão pequeno como isso. Nesse caso, torna-se importante lê-lo, porque apresenta muitas ideias que podem ajudar a equilibrar a vida financeira.

O livro divide-se em 3 partes principais: formas de poupança, como o dinheiro cresce sozinho e a educação financeira. Todas as partes têm interesse e, certamente, algo para nos dar. Pessoalmente, foi o capítulo sobre a educação financeira dos filhos que teve mais impacto. É algo que se faz de forma intuitiva, quando se gere a satisfação dos caprichos ou se explica o valor e a limitação do dinheiro, mas foi muito engraçado ver este tópico desenvolvido e sistematizado. Deu para confirmar que os meus pais me educaram muito bem (também) na questão financeira – e não precisaram de nenhum livro para isso. Também a organização sob a forma de orçamento despertou uma ideias para o futuro.

Não há muito mais a dizer sobre o livro. Em resumo: considero uma leitura útil, porque mesmo as pessoas mais sensibilizadas para o tema podem retirar ideias novas. Reforço que as menos controladoras sentirão muitas luzes a acender por dentro.

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publicado por Ricardo Cruz às 12:51
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Sexta-feira, 11 de Julho de 2014

Alan Hooper & John Potter - Liderança Inteligente, Criar Paixão pela Mudança

 

 

Este livro chegou às minhas mão numa ação de formação proporcionada pela empresa. Lá veio a habitual pasta, os inúmeros slides, artigos e outros conteúdos programáticos associados. O destino mais habitual, reconheça-se, é um sossegado e quase eterno descanso num armário ou numa prateleira (seja em casa ou no escritório). Mas a questão da liderança interessa-me e nesta fase em que estou a reorganizar as minhas rotinas para regressar às leituras regulares, pretendo ter espaço para livros técnicos, de gestão ou liderança. A temática é incontornável no contexto da civilização, pelo menos, Ocidental, nos últimos 30 anos (digamos que a década de 80 foi o início da aceleração). Este livro aborda dois aspetos indissociáveis para se garantir o sucesso: mudança e liderança, em particular a importância da segunda para vencermos o desafio da primeira.

Uma característica em que o livro se destacou foi a organização. O desenvolvimento da mensagem tem uma sequência lógica e fluida, conseguimos perceber de forma muito fácil a ligação entre os diversos tópicos desenvolvidos. Por outro lado, cada capítulo inicia com os objetivos do mesmo e fecha com um pequeno resumo do que se tratou, o que ajuda imenso a consolidar os conceitos. A abordagem é algo académica, com preocupação nas questões das fontes, definição dos conceitos, etc, sem que se torne maçador. Dado serem Britânicos, muita matéria base vem da realidade do Reino Unido. Quem se interessar pela temática vai gostar certamente.

Os conteúdos principais passam por ideias como a origem da mudança, os agentes da mudança, o papel do líder, características dos líderes que geriram a mudança com sucesso, a evolução dos conceitos sobre liderança ou o fator humano como o que faz a diferença.

Não é objetivo deste post fazer um resumo do livro, mas sim registar as minhas impressões sobre o mesmo. Gostei muito de o ler (com alguns momentos, imagine-se, empolgantes) e, mais importante, retirei diversas ideias para aplicar no dia a dia. Penso que os autores pouco mais pedem a um leitor comum: que aprecie o livro e retire ensinamentos para aplicação prática.

Em jeito de conclusão, reforço a organização global, os conceitos interessantes e a aplicação prática. Este livro foi publicado pela primeira vez em 2000 e, pelo menos em Portugal, ainda tem muito para ensinar às nossas organizações. Significa isto que a mudança continua a ser uma realidade e que, digo eu, a nossa cultura dominante, ao nível do trabalho, ainda não absorveu fatores que determinaram o sucesso noutros cantos do mundo.

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publicado por Ricardo Cruz às 10:21
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Quinta-feira, 15 de Maio de 2014

O Silmarillion - J R R Tolkien

É aqui que tudo começa, este livro é o génesis deste universo criado por Tolkien. Diz-nos como foi criada a Terra Média e os povos que conhecemos na saga O Senhor dos Anéis (elfos, homens, anões, etc...). O livro não é estruturado num único relato, antes pode ser dividido em 5, sendo a quenta silmarillion o prato forte. Podemos começar por ler como Eru Illuvatar criou o mundo; conhecer os Valar, Maias e seus inimigos; viver as emoções da primeira era do mundo, com o apogeu da presença dos elfos na terra média e as terríveis ações de Melkor, tudo associado aos Silmarils forjados por Faenor; a ascensão e queda da casa dos Numenoreans; e, finalmente, a história dos anéis do poder e da terceira era, numa versão muito resumida, mas muito informativa.

Estamos na literatura do género fantástico, com aventuras intensas e dramáticas, guerras, os seres habituais, tudo misturado com uma mitologia própria, de insipiração clássica (pelo menos, aparentemente). Não fugimos à tradicional luta do bem contra o mal, em que os protagonistas do lado negro são mais poderosos e só a união dos opositores, em momentos de desespero, consegue vencer. Focando na história principal, decorre em Beleriand, espaço distinto da zona de ação da Terceira Era, num período em que os elfos a ocupavam com diversos reinos. Os anões já existiam, mas restritos às suas adoradas montanhas e os homens apenas aparecem durante história. Se em O Senhor do Anéis contactamos com os elfos de Rivendel (residência de Elrond) e a Dama Galadriel e os seus elfos da floresta, numa versão charmosa e um pouco transcendental, aqui vemos um povo também com tentações materiais, lutas de poder, traição e grandes convulsões. Todos os acontecimentos aparecem associados à demanda das jóias chamadas silmarils, forjadas pelo elfo Faenor e usurpadas por Melkor, senhor de Sauron, denominado pelo primeiro como Morgoth. A partir desse momento, Fenor e toda a sua descendência viveu com o único objetivo de os recuperar.

O livro trata de grandes acontecimentos, portanto, acaba por não ter espaço para as descrições longas e detalhadas de espaços e guerras. Nisto se distingue da famosa trilogia. Este aspeto apresenta uma consequência curiosa: tem muito “sumo”, quase tudo o que é escrito é importante ou tem impacto no entendimento da ação ou do universo de Tolkien.

Gostei muito e é um livro obrigatório para os apreciadores deste autor e do universo por ele criado. De salientar que, no final, temos como brinde um índice de nomes e notas sobre elementos da língua élfica. Um mimo.

O início da leitura deste livro representou um murro na mesa, já que 2013 e o início de 2014 foi um período muito intenso a nível familiar. Quando decidi que as leituras não podiam continuar paradas e organizei um período de tempo para elas, esta foi a opção para o recomeço. Curiosamente, um livro que tem a ver com o começo, a criação de algo. Coincidências...

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Quinta-feira, 13 de Setembro de 2012

As Intermitências da Morte - José Saramago

 

Gosto muito de ler José Saramago e este foi o seu terceiro livro que li. Aprecio o registo coloquial e a forma como encaixa algumas reflexões, sobre o que está escrever ou outras, no próprio texto. Todos sabemos que o nosso nobel da literatura tinha um estilo peculiar, que exige alguma concentração para acompanharmos devidamente o texto. O aspecto mais notório é a pontuação. Já adaptado a essas idiossincracias, acabei por sentir facilidade na leitura. Na verdade, este é um livro em que nos podemos deixar levar pelo autor e usufruir do prazer de ler uma história (sabemos que não é só isso, como é óbvio). Diria até que os mais avessos a leituras complicadas podem arriscar entrar no universo de José Saramago com este escrito (mesmo com as dificuldades naturais de adaptação ao estilo).

O título reflecte bem o conteúdo e o início da obra mostra de imediato ao que vem o autor: “No dia seguinte ninguém morreu”. Aconteceu num país muito semelhante a Portugal, mas que difere por ser uma monarquia constituicional e ter fronteira terrestre com 3 outros países. Corresponderá a algum país real? Ou será apenas uma partida do escritor? A partir desse fabuloso acontecimento, acompanhamos o autor numa reflexão sobre as consequências. Não podemos esquecer que se trata de um romance, logo, não falta enredo ficcionado a partir do tema. O relato é linear, os capítulos perfeitamente definidos e as estrutura e mudança na acção impecáveis. O ritmo é de uma consistência impressionante, apenas a curiosidade com o desfecho e a pressa de lá chegar nos fazem acelerar no final; mas nada tem a ver com a escrita. Ou terá tudo a ver com a escrita?

Sem querer revelar aspectos da narrativa, podemos referir, de uma forma genérica, que a temática gira em volta da morte, mas também da vida e do amor, bem como a dinâmica dos mecanismo da organização da nossa sociedade. Um bom livro de um escritor maduro, que mostra dominar o processo de criação literária, como mostram a estrutura e a condução de todo o romance. Gostei muito, mas não tanto como o notável “O Ano da Morte de Ricardo Reis” ou “Jangada de Pedra”.

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publicado por Ricardo Cruz às 17:51
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