Este blog é a materialização de duas necessidades humanas: expressar o que nos passa pela cabeça e guardar para consulta futura. Não possuo formação específica sobre as matérias abordadas, logo, este blog é apenas um espaço aberto de opinião.

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Quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2014

Preguiça

Confesso: estou dominado por uma certa preguiça para fazer notas de prova de vinhos. É verdade que 2014 iniciou muito intenso, em termos familiares e profissionais, mas não seria correto fugir à verdade nua e crua.

Mas afinal porquê? Por um lado, a intensidade referida tirou-me disponibilidade para fazer as provas com a concentração habitual. Não diminuíram em quantidade, mas o focus é outro. Por outro lado, à medida que nos vamos familiarizando com a temática, começamos a perceber as limitações e standardização das notas de prova, digamos, tradicionais. Nos últimos tempos, comecei a preocupar-me mais com o que diferencia os vinhos que provo. Na verdade, cor, aroma, texturas, frescuras, finais e etc... são caracterizados sempre pelos mesmos epítetos, pelo que, facilmente, vinhos diferentes teriam descrições muito semelhantes. Nesse sentido, procuro terminar os posts com a nota: como vou recordar este vinho?, justamente à procura do que distingue aquele vinho em particular. Mas não é fácil, não é fácil... As notas de prova são uma base muito importante, que nos ajudam a iniciar neste mundo encantador e aditivo da degustação, mas, eventualmente, acabamos por encontrar a nossa própria voz, o que realmente queremos dizer sobre os vinhos, e acabamos por aproveitar apenas parte desse modelo. Se calhar, é mais uma fase de crise existencial vínica do que outra coisa...

Adicionalmente, estou cada vez mais apaixonado por vinhos tintos evoluídos. O mercado carrega-nos de novidades, com muita fruta, frescura e especiarias da barrica, mas as minhas preferências não andam por aí. Para que queremos a boca seca de acidez ou taninos, quando podemos ter polimento; para quê um final com acidez a estalar e “subir pelo nariz”, quando podemos ter persistência de sabores; será preferível os aromas repetitivos de fruta e especiarias ou a finesse e complexidade de um bouquet subtil e misterioso? Claro que os vinhos novos têm o seu lugar na harmonização, em especial com pratos mais fortes e gordos, mas gostar, tirar-me do sério, acontece uns anos após a colheita.

publicado por momenta às 19:42
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