Este blog é a materialização de duas necessidades humanas: expressar o que nos passa pela cabeça e guardar para consulta futura. Não possuo formação específica sobre as matérias abordadas, logo, este blog é apenas um espaço aberto de opinião.

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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2012

Crise da Dívida - 28 Novembro 2012

No dia 20/11/2012, os leitores do Jornal de Negócios online decidiram que o analista Ulisses Pereira analisaria o PSI 20. Podem ver o vídeo aqui.

O analista manteve uma posição optimista para o nosso índice, opinião que mantém desde Maio 2012. Ressalvou, no entanto, que o PSI abaixo dos 5100 pontos faria alterar a sua opinião. Adicionalmente, informou que, à data, a variação anual era negativa em 5%, o que em bolsa “não é nada”, ou seja, altera-se muito facilmente.

Repetiu uma ideia muito divulgada de que os mercado antecipam a economia. Assim, caso a nossa bolsa mantenha, até ao final do ano, esta performance, faz a arriscada previsão de que em 2013 a recessão pode atingir valores menos gravosos do que o previsto.

É claro que há muita incerteza nesta opinião, mas é bom ouvir posições mais optimistas. De salientar que vem de uma pessoa respeitada e com mais de 20 anos de experiência nos mercados financeiros, portanto, não deve ser menosprezada.

Em termos de mera observação, há dois factos curiosos a sublinhar:

 

- as cotações dos bancos nacionais registaram fortes subidas desde Setembro (claro que podem sempre descer, mas nos últimos anos só desciam...);

- na semana passada, as negociações de novo pacote de ajuda à Grécia foram muito complicadas e nos mercados praticamente não houve impacto negativo.

 

Não tenho conhecimentos nem informações que suportem ou desmintam a análise, mas merece a nossa reflexão. Tal como se justifica acompanhar o PSI, já que, quem sabe, podemos estar num ponto de viragem.

publicado por Ricardo Cruz às 13:47
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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012

Quinta de Fafide Touriga Nacional - Tinto 2009


Vinho Quinta de Fafide Touriga Nacional
Tipo / Ano Tinto 2009
Castas Touriga Nacional
Região Douro
Produtor António Emílio Rocha / VDS


Aspecto Rubi, nuances violáceas
Nariz Fruta preta, especiarias
Boca A entrada na boca é suave e fresca. Sentimos de seguida um corpo médio, com boa acidez, textura suave, taninos polidos. O final médio mantém o peril do nariz, saboroso e quase elegante.


Opinião Muito bom
Data Prova Outubro 2012
Preço 6,20 €

 

A Quinta de Fafide situa-se perto de S. João Pesqueira (Cima Corgo), com solos xistosos e uma altitude de 500m. Este vinho foi elaborado com uvas de produção própria e parte do lote estagiou 12 meses em barricas de carvalho francês. O resultado é um vinho muito interessante. A boa frescura dá-lhe presença de boca muito agradável e a suavidade global prazer na bebida. É indicado para a mesa e bem capaz de agradar a Gregos e Troianos. Relação qualidade/preço equilibrada, recomendo.

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publicado por Ricardo Cruz às 19:23
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Quinta-feira, 22 de Novembro de 2012

Novo grupo no Facebook - #daowinelover

O Dão é uma pequena região com muita história e tradição em Portugal. Passou um período negro nos últimos 20 anos, mas os holofotes estão a regressar e com toda a justiça. Os vinhos têm um estilo moderno, com todas as condições para o sucesso: elegantes, frescos, frutados e com preços competitivos. Sob o signo da Touriga Nacional e do Encruzado é região para acompanhar, apostar e deixar que nos conquiste.

2 bloggers nacionais criaram um grupo no Facebook, #daowinelover, dedicado à região e não posso deixar de o recomendar e congratular os criadores/dinamizadores.

Para mais detalhes vejam o post no Pingas no Copo.

 

Sigam o grupo grupo aqui.

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publicado por Ricardo Cruz às 12:52
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Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012

Marka - Tinto 2009


Vinho Marka
Tipo / Ano Tinto 2009
Castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Região Douro
Produtor Durham-Agrellos (Vinhos), Lda


Aspecto Rubi, nuances grená
Nariz Fruta madura
Boca Entra suave na boca e mostra logo a frescura de uma boa acidez. O corpo é suave e bem constituído. O final médio confirma o perfil do nariz, madeira bem integrada e é suave, fruto de uma acidez bem controlada.


Opinião Muito bom
Data Prova Outubro 2012
Preço Cerca de €8,00, Continente

 

Típico douro superior com concentração, alguma doçura, mas fresco. Saboroso, proporciona prazer na prova. Teve o desafio de acompanhar uma feijoada e brilhou. Qualidade, prazer e preço tornam-no numa boa opção. Gostei e recomendo. Sugere-se decantação ou abertura bem atempada.

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publicado por Ricardo Cruz às 18:16
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Quinta-feira, 15 de Novembro de 2012

Maria de Lourdes - Tinto 2008


Vinho Maria de Lourdes
Tipo / Ano Tinto 2008
Castas Touriga Nacional (70%), Touriga Franca (30%)
Região Douro
Produtor CARM


Aspecto Rubi
Nariz Fruta madura, ligeira baunilha
Boca O ataque é muito suave. Na boca mostra boas concentração, amplitude e equilíbrio. O bom corpo apresenta textura suave, taninos polidos e frescura adequada. Termina bem, guloso e elegante.


Opinião Muito bom
Data Prova Outubro 2012
Preço

 

 

Embora de gama alta, temos um vinho pronto a beber e não falta carácter consensual, com o seu lado mais docinho e frutado. Suave e elegante é uma escolha segura quando se quiser servir algo de qualidade e de agrado geral. Não há bela sem senão e será necessário pagar mais de €25,00 (para algumas carteiras pode não ser obstáculo, mas em geral...).

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publicado por Ricardo Cruz às 18:34
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Quarta-feira, 14 de Novembro de 2012

Revista de Vinhos - Outubro 2012

Foto retirada do site da RV

Em Outubro, a capa destacava o Alentejo, região líder em Portugal (no critério quota de mercado). Os tintos de topo estão muito bem e recomendam-se, com 44 a obterem nota mínima de 16. Mas nem só do tema de capa viveu esta edição, que se mostrou muito coesa e equilibrada. Uma daquelas edições sem uma peça que se destaca, mas que vale pelo seu todo, com interesse da primeira à última página. Muito boa.

Principais destaques:

 

- Óbidos, um zoom sobre esta pequena e discreta região, com histórias para contar e uma casta bandeira: Vital;

- Cockburn's, já esteve no topo do reconhecimento no capítulo Vintage e a Symington decidiu provar e partilhar muito do que fez nos últimos 117 anos. Notável;

- Quinta Vale D. Maria, outra vertical, desta vez de duas marcas de referência no Douro, Quinta Vale D. Maria e CV;

- Temperanças, o destaque é um desafio que Fernando Melo ouviu de Robert Mondavi: “escrever notas de prova que verdadeiramente interessassem às pessoas, em vez de mini-tratados de enologia escritos por não enólogos”. A forma como cada um escreve sobre vinho é muito pessoal, claro. No entanto, um profissional ou quem quer que pretenda atingir um público alargado deve reflectir muito sobre este desafio tão simples e objectivo (mesmo à americano). Eu não tenho qualquer tipo de ambições nesta área, mas o conceito não deixou de me fazer pensar. Afinal, quem está online arrisca-se a ser lido...;

- Harmonizações, é sempre um capítulo importante, desta vez com chocolate.

 

Mais 9 referências se juntaram à lista de sugestões de compra.

 

P.S. Foto retirada do site da Revista de Vinhos

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publicado por Ricardo Cruz às 13:34
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Terça-feira, 13 de Novembro de 2012

Vale da Poupa Field Blend - Tinto 2009


Vinho Vale da Poupa Field Blend
Tipo / Ano Tinto 2009
Castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz
Região Douro
Produtor GR Consultores


Aspecto Rubi fechado, brilho atractivo
Nariz Frutado, floral
Boca A entrada na boca é fresca e suave, antes de mostrar o seu corpo médio, com algum tanino fino e boa acidez. Com bom equilíbrio e concentração, termina médio, com acidez persistente.


Opinião Bom
Data Prova Outubro 2012
Preço €4,75, Garrafeira Vinhos e Prazeres

 

Um vinho jovem e cheio de força de vinhas velhas do Douro (Rio Torto e Muxagata). O nariz denuncia o seu profundo carácter duriense, confirmado pela boca. Tem o seu lado mais doce, mas bem equilibrado pela frescura, o que o torna muito atractivo. Gostei muito do vinho, que se tornou um opção prioritária no segmento. Boa compra. Duas curiosidades. Já tive contacto com outros vinhos da GR Consultores (Lacrau e Crooked Vines), que me agradaram muito. É um produtor que me está a conquistar. Vi a nota de prova da RV e nem parece descrever o mesmo vinho. Tudo aponta para que o tempo entre provas tenha ajudado... Foi uma comparação interessante.

publicado por Ricardo Cruz às 18:20
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Segunda-feira, 12 de Novembro de 2012

Momenta vs RV - Grand'Arte Alicante Bouschet - Tinto 2009


Vinho Grand'Arte Alicante Bouschet
Tipo / Ano Tinto 2009
Castas Alicante Bouschet
Região Lisboa
Produtor DFJ Vinhos


Aspecto Grená concentrado
Nariz Frutado ao abrir, especiado
Boca Entra suave e transmite uma sensação de frescura pouco usual. Bom corpo, com alguma matéria, bem suave. Equilibrado, perfil sumarento, termina médio com ligeira acidez persistente.


Opinião Muito Bom
Data Prova Outubro 2012
Preço €6,00 com a Revista Vinhos
Prova RV Muita cor, muito intenso e profundo de aroma, com notas de bagas maceradas, amoras maduras, num conjunto vibrante e especiado. Na boca apresenta-se bem encorpado, com o fruto doce compensado por boa acidez, redondo, amplo e sumarento

 

 

Um varietal de Alicante Bouschet bem concentrado de cor e aromas. Tem um carácter fortemente especiado, com a madeira do estágio de 3 meses em carvalho francês de Allier da Seguin Moreau muito bem integrada. Há pouco tempo bebi um Mouchão (70% Alicante Bouschet) e as pontes no aroma notaram-se, parecer ser uma casta com caracterísitcas bem vincadas. É um vinho que não deixa de ser amigável e saboroso, mas também com personalidade e adequado para embates gastronómicos mais exigentes.

publicado por Ricardo Cruz às 12:42
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Sexta-feira, 9 de Novembro de 2012

Sporting e BCP em simetria

 

O Sporting é o BCP do futebol, o BCP é o Sporting da nossa bolsa.

 

Tenham brio e tratem de arregaçar as mangas para colocar estas instituições ao nível da sua história.

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publicado por Ricardo Cruz às 09:29
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Segunda-feira, 5 de Novembro de 2012

LER - Outubro 2012

 

Os destaques da capa prometiam e o interior não desiludiu. A entrevista a António Osório despertou a curiosidade para um nome desconhecido, que teria dito “Não compreendo o mal. Para mim não existe.” O perfil seguro, positivo e confiante do poeta marcou esta entrevista e diferenciou-a do habitual. Os restantes conteúdos mantiveram o interesse que já esperamos, ao lado de uma mão cheia de boas sugestões de leitura, o que torna a LER uma revista muito coesa, com um nível de qualidade muito elevado. Trocando em miúdos: comprar todos os meses, porque vale a pena.

Outros destaques:

 

- Ler é Maçada: Pedro Mexia à volta com a borracha e a sua sucessora: a tecla delete. Pelo meio, o undo e a tremenda alegoria. Uma delícia;

- Os meus primeiros anos: excertos de José, “novela” autobiográfica agora editada, com episódios fundamentais para se conhecer melhor Rubem da Fonseca;

- Joseph Anton: uma Fatwa pode mudar a vida de alguém? Para Salman Rusdie inciou pelo nome. As memṍrias estão por aí;

- Aginter Press: novidade completa para mim, a existência de um grupo de mercenários de extrema direita sediada alguns anos em Portugal e peões de Salazar na guerra em África.

 

Sugestões de compra: Se Fosse Fácil Era para os Outros, de Rui Cardoso Martins; Currency Wars, de James Rickards; Ter ou não Ter – Uma Breve História da Desigualdade, de Branco Milanovic; Os Tambores da Chuva, de Jorge Skandeberg; Os Manuscritos de Aspern, de Henry James; Histórias de Londres, de Enric Gonzaléz; Até ao Fim, de Ian Kershaw.

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publicado por Ricardo Cruz às 17:41
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Sexta-feira, 2 de Novembro de 2012

Crise da Dívida - 02 Novembro 2012

Nesta semana tivemos acontecimentos contraditórios. Na área política, a aprovação de um orçamento castrador e recessivo é apenas a conclusão que já se esperava. Mais profundo é o movimento de refundação das funções do Estado. A área mais à direita prova, semana após semana, que os seus objectivos não se ficam pela resolução desta crise. Tem, claramente, uma agenda política de carácter liberal que está a ser implementada (ou está a tentar...). Assim, assistimos ao desafio para o PS negociar esta temática e à chegada de técnicos do FMI e do Banco Mundial para desenvolvimento do respectivo dossier.

Nem só de política se viveu e há um facto com uma carga simbólica muito grande: o BES teve sucesso no regresso aos mercados, com emissão de dívida de longo prazo não garantida pelo Estado. É um primeiro passo do nosso sistema financeiro. Este regresso é fundamental para recuperarmos autonomia face à Troika e podermos voltar a gerir o nosso destino (para o bem e para o mal). Na bolsa, a sangria das cotações dos principais bancos nacionais parece estagnada, façamos votos que a confiança esteja a encontrar algum caminho.

Mas não tenhamos ilusões, o caminho parece ainda muito longo e até algumas melhorias chegarem ao bolso da população em geral ainda há muitos sacrifícios para suportar.

publicado por Ricardo Cruz às 13:31
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