Este blog é a materialização de duas necessidades humanas: expressar o que nos passa pela cabeça e guardar para consulta futura. Não possuo formação específica sobre as matérias abordadas, logo, este blog é apenas um espaço aberto de opinião.

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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2015

Equipas de Alto Rendimento - Ricardo Fortes da Costa

Equipas_Alto_Rendimento.jpg

Regresso a um livro mais ligado à gestão e disponibilizado numa formação. Existe um preconceito, que me parece bem enraizado, de que as formações são muito teóricas e o regresso ao trabalho não vem acompanhado de novas práticas inspiradas nessas ações. Neste caso, não poderia estar mais longe da verdade.

A ação foi muito dinâmica e prática e logo na altura, quando percebi que o livro refletia os conteúdos da sala, fiz uma tag mental para o ler. O que Ricardo Fortes da Costa nos proporciona é um manual prático de como um líder de equipa deve abordar os principais componentes desta complexa relação profissional. Podemos separar o livro em 2 grandes blocos: primeiro sobre as pessoas e o segundo sobre o principais momentos da relação (reuniões, briefings, avaliação desempenho, etc...). E aqui marca uma grande diferença, já que identifica todos os passos e posturas a ter nessas situações. Tudo aparece organizado, sistematizado, com ferramentas de apoio, para que não falte nada a quem quiser melhorar a sua performance enquanto coordenador de equipas.

Além da componente prática, destaca-se outra vantagem. Percorrer o livro foi reviver conceitos, ou seja, uma espécie de revisão de conteúdos. Qual a consequência? Reforça a assimilação dos aspetos com que mais nos identificamos ou precisamos.

Revelou-se, então, uma leitura muito rica e prática, exatamente o que se precisa.

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Avinha-te, abifa-te e abafa-te: a problemática

A enfrenter sintomais gripais/resfriado, lembrei-me do ditado avinha-te, abifa-te e abafa-te. Que bom, nada como umas boas provas para animar um fim de semana caseiro.

Claro que essa satisfação durou apenas até ao espirro seguinte. Bolas, com o nariz congestionado como posso fazer provas? Vamos trocar a prioridade da degustação para a carteira e beber uns néctares mais acessíveis.

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publicado por momenta às 13:14
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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2015

François Martin - Saber Apreciar o Vinho

Francois Martin_Degustar Vinho.jpg

Este pequeno livro é especial: foi o primeiro livro sobre vinho que comprei. Estava no início desta aventura da degustação e as minhas compras eram feitas nos hipermercados, essencialmente com base no que lia nos rótulos. Nada de Revista de Vinhos, blogues ou outras fontes de informação especializadas; consumidor tradicional. Vi no Pingo Doce um livro pequeno, que custava €7,50, e trouxe-o para aprender um pouco mais sobre o tema.

O resultado foi excelente, porque é um livro que me tem acompanhado e a que volto com muita frequência. A pequena dimensão é ilusória, porque resulta de um poder de comunicação notável por parte do autor. Nota-se claramente que é alguém com conhecimentos sobre matéria e que, ao mesmo tempo, consegue transmitir de forma concisa e simples muitos dos conceitos específicos da degustação de vinhos. Esta é uma característica dos grandes professores, utilizando uma expressão popular: conseguem “trocar por miúdos”.

No início tudo era aprendizagem e uma leitura altamente informativa. Agora, que já conheço um pouco mais sobre o tema, usufruo do prazer de compreender o que está escrito, perceber de onde vêm aquelas ideias.

É um livro que me marcou, ajudou a evoluir e muito bem escrito, portanto, muito importante neste hobby da degustação de vinhos. Tudo isto por €7,50...

 

Título original: Savoir Déguster le Vin (2008, Éditions Féret)

Em Portugal: Editorial Presença, 1ª Edição 2009

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Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2015

Permitido - branco 2013

Permitido_Br_13.jpg

 A experiência recente no Douro do produtor Márcio Lopes começou com o tinto Proibido (já com duas edições), a que se juntou, em 2014, o branco Permitido. Varietal de Rabigato, uma das castas tradicionais da região, originárias de vinhas com 700 mts de altitude. Mostra-se essencialmente cítrico de aromas, com nuances minerais ao abrir. A presença de boca é o seu ponto forte, já que se mostra encorpado e texturado, o que transmite uma sensação de volume. Boa frescura, como seria de esperar de um vinho de altitude. Termina médio, com boa persistência. Estas características conferem-lhe bom potencial gastronómico, desde as carnes brancas até aos peixes no tacho ou forno. Gostei muito, é um vinho muito bem conseguido, apelativo, que não se consegue parar de beber, quer-se sempre mais.

Vinho Permitido Produtor Márcio Lopes Winemaker
Tipo / Ano Branco 2013 Opinião Muito bom
Castas Rabigato Data Prova dezembro 2014
Região Douro Preço €14,90 Garrafeira Nacional

 

 

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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2014

Inspiração para 2015

Votos de um grande 2015, com a inspiração de Robin Sharma neste fantástico vídeo.

 

 

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Terça-feira, 2 de Dezembro de 2014

Lanche com vinhos - novembro 2014

Lanche_David.jpgToda a interação que o facebook potencia tem revelado o interesse de algumas pessoas pela degustação de vinhos. Uma dessas pessoas foi um primo, portanto, rapidamente tratámos de preparar uma pequena sessão. Visto que, em Portugal, vinho é acompanhado de comida, o melhor que consegui foi fazer um lanche-ajantarado num destes domingos. Juntou-se o meu cunhado, parceiro de percurso na degustação, e fez-se o evento.

Dado estarmos numa fase iniciática, seria suficiente um branco e um tinto. Os vinhos verdes são muito consumidos no norte no país, assim, de forma a começar com algo relativamente familiar e mostrar uma das melhores castas nacionais, decidi que o branco seria um alvarinho. Em termos de tinto, tinha provado há dias o Bafarela Reserva 2012, que achei muito Duriense e, após devidamente arejado, com uma elegância bem interessante. Dado que comprei o Bafarela na Garrafeira Vinho e Prazeres, trouxe um dos alvarinhos que lá tem: Portal do Fidalgo 2012.

O alvarinho é excelente a acompanhar marisco, portanto, uns simples camarões cozidos eram bem adequados; juntámos ainda um ótimo paté de atum caseiro. Com o Bafarela serviu-se uns patés mais especiados e presunto alentejano. Resultou muito bem, com a ligação camarões/alvarinho a brilhar em especial.

O Portal do Fidalgo estava muito bom. O aroma um pouco perfumado, mas com muita fruta branca e amarela; na boca, acidez bem integrada, corpo médio, bem agradável, final médio. Saboroso, fresco e cativante, agrada muito ao palato, que está sempre a pedir mais.

O Bafarela mostrou Douro no nariz, com sugestões essencialmente frutadas e um pouco de floral. Na boca, corpo médio, estrutura leve de taninos polidos, boa frescura. Termina médio e elegante, muito adequado para momentos de convívio, mas com comida, que pode ser ligeira.

Foi então um fim de tarde bem passado, com um momento de degustação, boa conversa e descontração. Não é preciso muito para termos momentos felizes: tudo começa com boa companhia, se juntarmos uns petiscos e uma boa garrafa as condições estão criadas. É só aproveitar. E está ao nosso alcance...

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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

Vinha de Saturno 09 e uma carne magnífica

V_Saturno_T_09Vinho: Quando estamos a provar um topo de gama a expetativa é elevada. Já tinha provado a versão 2005, que ficou na memória pela excelência. A versão 2009 não foi diferente. Um vinho de qualidade superior, que mostra complexidade no nariz, com fruta madura e especiarias em destaque; soberbo na boca, com volume, frescura e uma bela estrutura de taninos finos, bem envolvido no corpo. O final é longo, elegante, sedutor. Durante a prova fiquei impressionado com a frescura e o equilíbrio da acidez no vinho, só depois olhei para as castas e notei que incluía Baga. O resultado é brilhante, na medida certa confere frescura e complexidade ao vinho, sem comprometer a fruta madura mais característica da região. O produtor pertence ao grupo Dão Sul, que também tem a Quinta do Encontro, na Bairrada, logo, há uma boa fonte de Baga para este Vinha do Saturno.

Saturno_Prato.jpgHarmonização: A escolha do vinho foi determinada pelo prato. Seria uma carne guisada, com passagem final pelo forno portanto, podia contar com carne suculenta e um molho guloso. Carne suculenta e molho enquadram-se muito bem com taninos, portanto, podia aproveitar para escolher um vinho com esse perfil. Ora, a estrutura de taninos tinha sido justamente o que me impressionou quando provei o 2005, portanto, este vinho foi opção natural e decisão fácil. Correu muito bem, o encontro vinho e comida aconteceu como esperava, ou seja, em harmonia. A carne acomodou a secura dos taninos e a potência do vinho, enquanto que este não foi subjugado pela riqueza do prato.

Como vou recordar este vinho: Grande vinho do alentejo, com uma introdução brilhante de Baga no lote. Fresco, estruturado, ótimo com comidas mais ricas.

 

Vinho Vinha de Saturno Produtor Monte da Cal
Tipo / Ano Tinto 1999 Opinião Excelente
Castas   Data Prova novembro 2014
Região Reg. Alentejano Preço  
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

Boris Pasternak - O Doutor Jivago

Dr Jivago.jpgO livro que se seguia na Coleção Mil Folhas, editada há uns anos com o jornal Público, era o Dr. Jivago de Boris Pasternak. Quando decidimos seguir a ordem sequencial estamos sujeitos a alguns riscos; neste caso, deparo-me com um livro de 600 páginas e como o tempo não é muito... Mas tinha chegado a hora dele e não a iria deixar passar. O meu contacto com a literatura Russa é limitado, penso que influenciado pela distância cultural e aquele lado dramático associado não é particularmente apelativo. Assim, foi também a oportunidade de reforçar um pouco o conhecimento sobre aquele país enorme (dos Urais até à Sibéria)

O livro é um clássico, já adaptado ao cinema e valeu ao autor o prémio nobel, se não me engano, em 1958. Ao longo desta leitura de longo fôlego, que exige paciência e gosto por descrições e pormenores, fiz-me a seguinte questão: como verá a geração Facebook este livro? A geração do imediato, do telegráfico, da pressa, terá disponibilidade para simplesmente pegar nele?

Podemos sentir o livro de formas diferentes, aliás, devia escrever que cada pessoa faz a sua própria abordagem. A ação decorre num período extraordinário da história da Rússia, entre o início do séc. XX e a década de 30 do mesmo. Nessa altura, houve uma guerra no início do século, a I Grande Guerra e a Revolução de 1917, que derrubou a monarquia dos Czares e implantou o Comunismo. Perceber alguns aspetos de como se viveu essa fase foi o principal atrativo desta obra. É claro que o nosso personagem não tem uma visão neutra, está ligado ao modelo social derrubado, mas se tomarmos este fator em consideração conseguimos evitar fazer uma leitura influenciada. Os aspetos amoroso e profissional (embora menos) estão também muito presentes, ao ponto de se poder falar numa história de amor.

O livro não vai para a galeria dos preferidos, mas conseguimos perceber o trabalho do autor, a importância da obra e o seu impacto. Editado em plena guerra fria, acredito que tenha sido muito revelador para o lado Ocidental; acresce a isso que o facto de ter sido censurado no próprio país aponta para conteúdos pouco abonatórios para o poder vigente na época.

 

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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Endless River - novo album Pink Floyd

Já anunciado desde julho e só soube hoje, próximo da saída para o mercado. Algo de muito errado se passa para tamanha distração...

 

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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

Sogrape Reserva 1999 e Arroz de Carnes: harmonização excelente

V_Sogrape_Res_T_99

 A paixão por vinhos tintos com anos de evolução lá se vai alimentado de novas provas, que se limitam a confirmar que este estilo está muito mais próximo do meu gosto pessoal. Não significa que só gosto de vinhos com o seu tempo de garrafa ou só vou passar a beber deste tipo de vinhos, porque cada vinho tem o seu lugar e a comida também manda no vinho que se vai beber. Neste caso, temos uma garrafa num ponto de evolução, quem sabe, perfeito. Cor rubi já com as primeiras notas acastanhadas, aromas muito limpos de especiarias e fruta madura em segundo plano, na boca super polido, fresco e elegante, já sem sombra de taninos e o melhor dos bons vinhos evoluídos: um final enorme, que enche a boca e ainda deixa marca na garanta. Em excelente forma, bebê-lo foi um grande prazer.

Harmonização: A escolha foi determinada pelo prato: um arroz de carnes. É um prato de sabores leves, com carnes cozidas e arroz cozinhado na água daquelas, com uma passagem no forno para dar o toque final. Pensei num vinho elegante, polido, quase sumarento, e delicado para não se sobrepor ao prato; ora, este perfil era de um vinho evoluído, portanto, fui à procura de um Dão. O resultado superou as expetativas, esperava uma boa harmonização, correta, agradável; mas a verdade é que foi empolgante, o palato pedia mais, sempre mais. O diálogo vinho/comida foi de um equilíbrio perfeito sem sobreposições, antes complementar. Ficou na memória.

Como vou recordar este vinho: Um vinho em grande forma, que participou numa harmonização excelente. Resultado: um grande almoço em família. O homem de família e o enófilo tiveram um momento fantástico.

 

Vinho Sogrape Reserva Produtor Sogrape Vinhos
Tipo / Ano Tinto 1999 Opinião Muito bom
Castas   Data Prova Setembro 2014
Região Dão Preço €9,70 Garrafeira Tio Pepe

 

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Terça-feira, 7 de Outubro de 2014

Sagrado Rosé e feijoada - harmonização a repetir

V_Sagrado_R_13

Após provar os muito bons tinto e branco da Quinta do Sagrado (entradas de gama, note-se), faltava o rosado. Este também se mostrou muito agradável, com a sua cor salmonada, aromas com sugestões frutadas e especiadas, fresco, com algum corpo, secura e textura glicérica. Um vinho versátil, fica sempre bem com entradas ou com pratos mais elaborados.

Harmonização: O desafio era uma feijoada e não estava muito convencido com os tintos. Já tinha ouvido uns rumores sobre rosés e decidi fazer o meu teste.  Fiquei convencido. Embora se associe feijoada a um prato forte, na harmonização não o é. As carnes são cortadas em pedaços pequenos e acaba por ser o feijão o elemento dominante. O feijão tem sabor de intensidade média, portanto, acaba por ser a textura amanteigada a dominar o palato (acompanhado do “molho”, à falta de melhor termos, onde foi cozinhado). Assim, a delicadeza aromática e a textura do vinho conseguiram que tudo fizesse sentido na boca, deixando ainda um toque de frescura no final. Muito bom, a repetir.

Sagrado_Feijoada

Como vou recordar este vinho: Destacou-se pelo potencial gastronómico do seu corpo texturado, sem deixar de se mostrar muito agradável. Gostei.

 

Vinho Sagrado Produtor Quinta do Sagrado
Tipo / Ano Rosé 2013 Opinião Bom
Castas   Data Prova Setembro 2014
Região Douro Preço €7,80 Garrafeira Vinho e Prazeres
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Sexta-feira, 3 de Outubro de 2014

Quinta do Boição Reserva - Branco 2012

V_Boicao_Br_12

Varietal de arinto com origem na região onde se exprime na sua plenitude. Vinho que volta a sair com a Revista de Vinhos e que apresenta um perfil diferente. Lembro-me que a versão 2010 apresentava o lado tropical conjugado com fumados da passagem por madeira, enquanto que este 2012 mostrou-se mais complexo, com mais notas balsâmicas, como se apresentasse um pouco mais de evolução oxidativa. Mantém-se muito bom, muito agradável, com presença gorda e texturada na boca, a boa frescura esperada e um final longo.

Harmonização: Curiosamente, escolhi-o para acompanhar um frango no churrasco, para ligar os fumados do vinho e que o carvão confere à dita ave. Bom, saiu um pouco ao lado, porque, como já se viu, o perfil não estava como esperava.

Como vou recordar este vinho: Vinho muito bom, muito agradável na boca, com perfil mais evoluído.

 

Vinho Quinta do Boição Reserva Produtor Quinta do Boição
Tipo / Ano Branco 2012 Opinião Muito bom
Castas Arinto Data Prova Setembro 2014
Região Bucelas Preço €6,00 com a Revista de Vinhos

 

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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Ninfa Sauvignon Blanc - Branco 2013

V_Ninfa_Br_13

Estamos perante um vinho muito bem conseguido, que se bebe com muito prazer. No perfil é o lado limonado que predomina, acompanhado de um volume de boca acima da média e boa frescura. Tudo isto leva a um vinho gastronómico, tanto por sabores como por textura, muito agradável, que apetece mais enquanto houver na garrafa. Servido num jantar com uma convidada apreciadora de vinhos brancos, foi um sucesso.

Como vou recordar este vinho: Bem feito e muito agradável na prova, é um vinho versátil.

 

Vinho Ninfa Sauvignon Blanc Produtor João M Barbosa
Tipo / Ano Branco 2013 Opinião Muito bom
Castas Sauvignon Blanc Data Prova Setembro 2014
Região Regional Tejo Preço €6,00 com a Revista de Vinhos

 

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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Harmonização vinho e comida: notas organoléticas

2014 já deixou uma marca no meu percurso enófilo. Depois de 4 anos mais focado na caracterização dos vinhos que provava e nos primeiros passos na aprendizagem sobre este mundo imenso dos vinho (leituras, visitas, provas, conversas, etc...), este é o ano do arranque da harmonização.

Sou, essencialmente, consumidor de fim de semana e sempre à mesa. Até agora, utilizava as orientações genéricas (peixe-brancos, carne-tintos, etc...), mas não sou muito dado a seguir regras que não compreendo ou não consigo confirmar, logo, comecei a fazer os meus testes na procura das combinações vinho/comida que mais me agradam. Não estamos em fase de balanço, mas sim de arranque, portanto, ainda não é altura de aprofundar este aspeto.

A questão a sublinhar é que esta direção fez-me redescobrir as famosas notas organoléticas (essencialmente aromas). Famosas, porque polémicas, porque lemos descrições que mais parecem fruto da imaginação de quem as faz, do que perceções emanadas do nosso apaixonante néctar. Quando tiver 20 anos de provas, talvez me pronuncie sobre estas quase risíveis descrições. Na harmonização, a ligação entre sabores de vinho e comida é um dos aspetos mais importantes e, por esse motivo, a caracterização de um vinho mais cítrico ou mais especiado, mais intenso ou mais delicado, torna-se um fator importante na escolha para uma determinada refeição.

Descortinar mil e um aromas e sabores para brilhar num texto ou conversa é potencialmente vazio de interesse; mas a caracterização organolética e a definição de um perfil é, sem dúvida, um aspeto importante para quem tem sensibilidade para a harmonização vinho/comida.

publicado por momenta às 18:43
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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Terras de Monforte e uma harmonização

  Vinho Terras de Monforte Escolha
Tipo / Ano Tinto 2009
Castas  
Região Regional Alentejano
Produtor Herdade do Perdigão
 
Opinião Muito bom
Data Prova Setembro 2014
Preço  

 

Gostei muito deste vinho. De cor rubi, aroma bem marcado pela madeira, boca com corpo generoso, boa frescura, bem estruturado em taninos finos, mas presentes, que conferem secura. Aparecem algumas nuances de fruta madura e especiarias que acompanham até ao bom final. Está em boa forma e promete durar ainda uns bons anos.

 

Harmonização: o almoço seria uma carne guisada, com “acabamento” no forno. Um prato rico, com molho e sabores fortes. A espreitadela à garrafeira originou a opção por este vinho, já que o anunciado estágio de 18 meses em barrica apontava para um vinho potente e estruturado, à altura do prato. Felizmente correspondeu à expetativa e o diálogo com a comida foi harmonioso. Na batalha do palato não houve sobreposições nos sabores, ou seja, nenhum foi apagado pelo outro; nem tão pouco a junção destacou algum aspeto menos agradável. Em pouco tempo tive 2 boas experiências de vinhos potentes e estruturados com carnes acompanhadas por molhos ou ricas e dominantes no palato.

 

 

Como vou recordar este vinho: Um vinho muito bom, madeira a marcar um pouco, com uma harmonização bem conseguida. Fica na memória de 2014.

publicado por momenta às 15:25
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