Este blog é a materialização de duas necessidades humanas: expressar o que nos passa pela cabeça e guardar para consulta futura. Não possuo formação específica sobre as matérias abordadas, logo, este blog é apenas um espaço aberto de opinião.

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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2015

Casa Senhorial do Reguengo e Coelho panado

 Senhorial Reguengo EB_Vinho.JPG

O almoço seria coelho, carne que normalmente aproveito para ligar com tintos mais encorpados e taninosos. No entanto, estou no trimestre de verdes e espumantes, portanto, lembrei-me do espumante tinto extra bruto da Casa Senhorial do Requengo que estava a aguardar o momento certo para ser comprado.  É um dos melhores produtores de espumantes na região dos Vinhos Verdes e este tinto um ex-libris da casa (cerca de €12,50, na Garrafeira Vinho e Prazeres).

Revelou-se um belo espumante. A cor era rubi muito concentrada, opaca, a remeter-nos de imediato para a casta vinhão, rainha dos tintos da região. O nariz mostrou-se mais contido, mas na boca o vinho mostrou toda a sua qualidade. Sensação de volume, cremosidade e uma acidez em equilíbrio perfeito, que conferiu uma frescura exemplar. Muito bom, gostei muito, a reforçar o meu gosto crescente por espumantes tintos. São uma opção gastronómica muito interessante, pela versatilidade, alguma consensualidade entre as pessoas com quem partilho estes momentos e efeito de leveza no estômago que o espumante consegue.

Senhorial Reguengo EB_Prato.JPG

A harmonização foi muito boa, com destaque para a boa ligação entre a cremosidade do espumante e a suavidade da carne do coelho. Já ao nível de sabores o vinho estava um pouco mais forte do que o prato. Globalmente foi muito bem conseguida, os espumante são de uma versatilidade (repito...) magnífica.

publicado por momenta às 13:31
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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2015

Quinta do Gradil Reserva Tinto e uma costelinha

Gradil_Reserva.JPG

Almoço de família ao fim de semana é oportunidade para provar algo novo e praticar as harmonizações. Nada de muito complicado, umas costelinhas de take away grelhadas em forno elétrico. Embora a carne de porco possa sair um algo seca, a parte da costela tem um pouco mais de gordura; por outro lado, são bocados pequenos que comemos aos poucos. Assim, pensei num perfil de tinto fresco e não muito encorpado. A primeira opção foi verde tinto, mas não tinha nenhum em casa nem tempo para comprar e refrescar. O que estava em casa era este Gradil Reserva 2010, que saiu com a Revista de Vinhos de julho. A região de Lisboa apresenta, sem dúvida, frescura e os tintos que conheço não são pesados. Sendo assim, avançou.

Cor muito intensa, determinada pela presença de castas tintureiras como Syrah e Alicante Bouschet certamente, aromas dominados por um perfil mais torrado e fruta preta. Boa frescura equilibrada na boca, corpo médio, taninos finos e com final médio e persistência via acidez. Gostei.

Costelinha_Gradil.JPG

A harmonização foi um sucesso, já que vinho e comida conviveram muito bem na boca. Apenas no final a acidez marcou um pouco. Mas num vinho jovem...

publicado por momenta às 17:25
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Terça-feira, 18 de Agosto de 2015

Robin Sharma - O Monge que Vendeu o Seu Ferrari

RSharma_Monge.JPG

O autor deste livro, Robin Sharma, teve uma influência muito forte em mim nos últimos tempos. Comecei por contactar com o seu trabalho através de posts no facebook, depois inscrevi-me na mailing list e percorri os seus vídeos no You Tube. Recolhi uma série de ideias e práticas para melhorar a nossa vida que me ajudaram imenso. Com naturalidade comprei o livro que foi o seu primeiro grande sucesso, inspirado na transformação que o autor operou na sua própria vida.

Este é um livro de desenvolvimento pessoal, portanto, contactamos com um conjunto de princípios e táticas que têm como objetivo levar-nos a uma vida feliz e realizada. Continuo fascinado pela forma pragmática com que o tema é abordado. Nós, Latinos, somos mais emotivos do que os Anglo-Saxónicos, portanto, gerir a felicidade é algo ligado a emoções, sentimentos, aspetos abstratos. No entanto, principalmente do outro lado do Atlântico, a felicidade atinge-se através de um processo de gestão quase empresarial. Temos a nossa visão (o nosso sonho) e estabelecemos um percurso de pequenos passos, com objetivos parciais que nos levem à concretização. Paciência, determinação, foco, simplicidade, são alguns dos aspetos mais importantes para conseguirmos.

Assim, neste livro, Robin Sharma cria o personagem de um advogado viciado em trabalho, exemplo idolatrado de sucesso profissional, que após um ataque cardíaco em plena sala de tribunal repensa toda a sua vida. Vende os seu bens materiais, viaja para o Oriente e aprende um conjunto de ensinamentos milenares num mosteiro isolado em plenos Himalaias. Regressa, depois, a Nova Iorque para transmitir todo esse conhecimento. O livro não é mais do que o relato de toda essa sabedoria, o que inclui a filosofia e as ações a desenvolver para a implementar.

É um livro muito interessante, mais adequado para quem gosta desta temática do desenvolvimento pessoal, mas facilmente adotado por quem goste de pensar. Porque é isso que ele provoca: faz-nos pensar na nossa vida, se tomámos as opções corretas e como devemos desenhar o nosso futuro. Gostei muito. Li no período de férias, portanto, contribuiu para manter o cérebro ativo em termos de reflexão.

Qualquer pessoa encontrará motivos para apreciar o livro e retirar proveitos do tempo dedicado à sua leitura. Muitos anos passaram desde que foi escrito, portanto, acompanhar o trabalho do autor via redes sociais, blog ou You Tube é uma forma de contactar com as suas ideias mais recentes.

 

Original: The Monk Who Sold His Ferrari

Editora: HarperCollins Publishers, Ltd 1997.

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Terça-feira, 21 de Julho de 2015

Mikhail Bulgakov - Margarida e o Mestre

Margarida e o Mestre.JPG

Posso iniciar por um enorme elogio ao livro: é possível falar sobre ele apenas numa frase e dizer tudo. Isto acontece quando estamos perante um nível tal de qualidade que se consegue a “simplicidade”. Não vou reduzir a uma frase, mas pouco mais acrescentarei.

Mikhail Bulgakov burilou um romance que nos remete para o género fantástico, já que nos conta a passagem do diabo pela Moscovo Soviética (intercalado com passagens em Jerusalém). No meio dos acontecimentos paranormais que satã e o seu séquito provocam na cidade percebemos uma mensagem ético-moral sobre o caráter humano, bem como uma fina ironia da burocrática, opressiva e detratora sociedade da altura. Há, no entanto, vitórias pela positiva: o longo e profundo arrependimento, bem como o amor arrebatador que faz tudo pela pessoa amada.

Se o conteúdo está lá, também a técnica é superior. O autor consegue agarrar o leitor e conduzi-lo numa leitura frenética e viciante até final, com uma consistência rítmica assinalável.

Naturalmente, este não é um espaço de crítica literária, apenas de sensações na ótica do leitor. Nesse aspeto, o que tenho a dizer é que adorei ler esta obra. É, sem dúvida, um grande romance, escolhido com todo o mérito para a coleção Mil Folhas, do jornal Público.

 

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Quinta-feira, 11 de Junho de 2015

Ken Blanchard - Um nível superior de liderança

Ken Blanchard_Lideranca.jpg

A sequência prevista dos temas determinava que o livro seguinte seria ligado à gestão. Ainda tinha um livro de uma formação por ler, portanto, não foi difícil decidir. O resultado foi uma leitura entusiasmante, cheia de ideias com as quais me identifiquei.

O autor, Ken Blanchard, está há décadas ligado ao tema da liderança, portanto, ler este livro é um contacto privilegiado com um profundo conhecedor da temática. Este livro proporciona uma viagem, na medida em somos catapultados do séc. XX para o séc. XXI. É mais um autor a enterrar o modelo tradicional de comando e controlo, que acaba substituído por uma lógica de equipas e delegação, ou seja, poder na linha da frente.

Temos conceitos tradicionais, como a visão, relação com clientes e colaboradores; mas trabalhados para a realidade do século XXI, em que a mudança é permanente, o downsizing uma realidade incontornável e a concorrência feroz, entre outras coisas.

Não é objetivo deste texto detalhar os conceitos, mas, de forma resumida, diria que Ken Blanchard nos diz que precisamos envolver os colaboradores para criação de valor na organização e dinamizar equipas de alto rendimento onde o todo é maior do que a somas das partes, para criar clientes entusiastas e investidores satisfeitos.

Estas ideias são sistematizadas num modelo de liderança, chamado situacional, que responde aos tremendos desafios atualmente colocados às organizações.

Fiquei entusiasmado com o conteúdo, cheio de ideias e vontade de as implementar. Isto é um dos maiores elogios com que poderia agraciar o livro. Infelizmente, algumas gralhas no texto destacaram-se e originaram frases sem sentido. Mas o importante é o conteúdo e esse adorei. Recomendo vivamente.

 

Original: Leading at a higher level

Editora: Prentice Hall, 2006

 

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Sexta-feira, 5 de Junho de 2015

Saes Colheita Exclusiva - tinto 2013

V_Saes_Colh_Exc_T_13.JPG

Este vinho merece um post diferente do habitual. Tenho focado mais na questão da harmonização, o que me entusiasma atualmente, mas também podemos refletir sobre os vinhos a título individual. Nas últimas semanas tenho pensado sobre o interesse em comprar vinhos gama baixa. Na minha opinião todos os vinhos têm o seu lugar, o seu espaço, tudo depende de como os bebemos. No entanto, não tenho retirado grande satisfação desta gama. Este vinho veio lembrar-me que há ótimas opções a preços acessíveis. E o que temos neste caso que se destaca? Primeiro, um equilíbrio ácido pouco frequente na gama; depois uma limpeza de aromas e sabores muito apelativa. O resultado disto tudo é prazer na prova, interesse na degustação e potencial gastronómico. Gostei muito.

Como vou recordar este vinho: Um prova para lembrar, um exemplo de qualidade abaixo de €5,00.

 

Vinho Saes Colheita Exclusiva Produtor Quinta da Saes
Tipo / Ano Tinto 2013 Opinião Muito bom
Castas   Data Prova junho 15
Região Dão Preço Aprox. €4,00
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Terça-feira, 12 de Maio de 2015

Jack Canfield - The Success Principles

Jack_Success.jpg

Estamos perante um dos mais famosos e respeitados autores, bem como um dos livros mais vendidos, na área do desenvolvimento pessoal. É uma área com pouco destaque em Portugal, parece-me, mas com biliões de valor acrescentado do outro lado do atlântico. Devo dizer que não somos nós quem está no caminho certo.

Nesta obra de grande fôlego e uma profundidade que pode ser surpreendente, o autor apresenta-nos 67 conceitos que devemos seguir para vivermos a nossa vida de sonho. A maioria dos Portugueses ao ler esta frase, de imediato, colocaria os preconceitos em ação: tretas, vendedor de ilusões, banha da cobra, não sei como alguém ainda vai nestas conversas, etc... O facto é que quem ler este livro com mente aberta e tiver a intenção de melhorar a sua vida, e lutar por isso, tem mesmo muito a ganhar.

É verdade, este livro pode mudar vidas. Muda vidas de pessoas que a queiram mudar, que estejam dispostas a agir, esforçar-se diariamente, percorrer o caminho necessário, enfrentar obstáculos. Não se engana ninguém e basta referir 2 ou 3 ideias para se perceber.

O início é avassalador: assume 100% de responsabilidade pelo que acontece na tua vida. Logo aqui se vê que nada há de destino, fado, estar escrito nas estrelas ou outro conceito exógeno parecido.

Depois, decide o que queres da tua vida, o que pretendes atingir.

Acredita que é possível.

Faz um plano, desenha o percurso que queres percorrer.

Estabelece objetivos parcelares que te façam avançar aos poucos.

Executa, executa, executa.

O que nos espera ao longo do livro é uma longa e detalhada explicação, de alguém que aprofundou o tema durante anos, que partilhou com milhões de pessoas e criou um gigante económico com isso. Também devemos contar com grandes combates interiores e o repensar de preconceitos e ideias que o processo de socialização nos incutiu.

Em conclusão, é um livro para nos acompanhar ao longo da vida, cheio de ideias úteis e refundadoras, que podem ajudar muito quem queira sair do modelo de vida padronizado que a sociedade nos apresenta e enfrente o mais estimulante dos desafios: lutar por viver a vida dos seus sonhos.

Este livro foi-me emprestado por uma familiar, através de quem iniciei o meu contacto com esta área, e comentei com ela: nós somos uns anjinhos. Andamos a culpar tudo à nossa volta, à espera que as coisas nos caiam no colo e a esperar coisas impossíveis do Estado, quando há pessoas que estão a lutar pelos seus sonhos de um forma concreta, objetiva e determinada.

 

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Quarta-feira, 15 de Abril de 2015

Trimbach Riesling e Açorda Marisco

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A primeira vez que bebi este vinho foi num jantar do 4 Horas à Mesa com a Decante Vinhos, onde provámos alguns vinhos estrangeiros do seu excelente portfolio. Este foi um dos que se destacaram e o meu cunhado compincha destas aventuras vínicas comprou algumas garrafas. Proporcionou-se jantarmos juntos e, graças a um precalço na minha agenda que me impediu de levar o Encruzado da Quinta dos Roques que queria, colocámos este riesling em cima da mesa. O resultado foi ótimo, com o vinho a mostrar os aromas minerais que se espera da casta, mas também nuances de cera. Na boca mantém uma frescura exemplar, com corpo mediano, bom equilíbrio e final médio. Gostei muito do vinho, está em bela forma, com muito para dar em termos de longevidade, a proporcionar muito prazer na prova.

Açorda_Marisco.jpg

Harmonização: Para jantar teríamos uma açorda de marisco. Concordámos que seria um branco, mas com algum corpo e complexidade para acomodar o prato. O vinho esteve muito bem, os temperos não chocaram nada com a sua mineralidade e mostrou presença suficiente para a textura do pão. Boa harmonização e correspondente momento de degustção e conversa.

Como vou recordar este vinho: Um riesling muito atraente, que começa a mostrar os aromas associados à casta. Muito bom.

Vinho Trimbach Classic Riesling Produtor Trimbach
Tipo / Ano Branco 2011 Opinião Muito bom
Castas Riesling Data Prova abril 15
Região Apéllation Alsace Controlée Preço 13,50 €

 

 

publicado por momenta às 13:29
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Quinta-feira, 2 de Abril de 2015

Rogerio Dardeau - Vinhos Uma Festa dos Sentidos

Vinhos festa sentidos.jpg

Estamos perante um livro introdutório sobre o mundo do vinhos. O autor é Brasileiro, com ascendência Francesa de uma família produtora de vinhos, portanto, foi criado com a devida sensibilidade para o tema, certamente teve contacto precoce com a degustação.

É interessante comparar com o último livro que li, porque ambos são introdutórios, mas com abordagens muito diferentes. A obra Saber Degustar o Vinho tem foco total na prova, apresenta um método de prova e fala de vinhos e castas de uma forma sempre associada à degustação. Este livro de Rogerio Dardeau aborda aspetos ligados à produção, vinificação, caracterização de países, regiões, castas e estilos. Funciona como uma agregação de informação mais técnica, que ajuda o leigo a perceber um pouco melhor como parte do mundo do vinho funciona antes de chegar à prateleira. Também apresenta uma longa lista de termos utilizado nas provas, bem com notas de harmonização com comida, ou seja, a degustação não deixa de estar bem presente.

Esta edição foi específica para Portugal, pelo que, aparecem-nos com alguma regularidade referências à nossa realidade. Muito interessante, por exemplo, o trabalho sobre as castas autorizadas em cada região e a respetiva sinonímia.

O livro é muito interessante, fácil de ler e, para iniciados, apresenta um conjunto de informações bem alargadas, que certamente, ajudam a conhecer um pouco do mundo do vinho. As imensas referências aos vinhos de todo o mundo são, para mim, uma especial mais-valia, já que as publicações nacionais disponibilizam bastante e boa informação sobre o nosso país.

Edição Portuguesa: Editorial Estampa, Lda, 2009

Edição Brasileira: Mauad Editora Ltda, 2002

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Sexta-feira, 20 de Março de 2015

Quinta das Bageiras - tinto 2007

V_Bageiras_T_07.jpg

Entrada de gama de um produtor de referência da Bairrada, com base na casta tinta estrela da região, a Baga. Comprei uma garrafa para ver como estava, depois outra e, claro que sim, outra, até que o stock na garrafeira acabou (não todo por mim, note-se). Se virmos as características do vinho, correspondem ao que se espera: cor ainda muito rubi, aroma especiado, ataque fresco e suave, taninos polidos, corpo médio, sensação global de frescura e polimento, com um toque amargo (nada a que a casta não nos habitue). O que se destaca é termos um entrada de gama de 2007 em boa forma e o grande prazer que proporcionou nesta fase de evolução. 

Vinho Quinta das Bageiras Produtor Mário Sérgio Alves Nuno
Tipo / Ano Tinto 2007 Opinião Bom
Castas Baga Data Prova janeiro 15
Região Bairrada Preço €4,5, Garrafeira Vinho e Prazeres

 

publicado por momenta às 19:25
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Quinta-feira, 12 de Março de 2015

L'AND branco com bacalhau no forno

V_LAND_Br_11.jpgO projeto L'AND tem uma componente muito importante de enoturismo e foi uma ilustre visitante que simpaticamente me trouxe este branco. Por vezes, quando reflito sobre alguns vinhos que aparecem por casa, tomo a decisão de adiar a prova e deixar que o tempo faça o seu trabalho no néctar. Foi o que aconteceu com este branco alentejano. No momento da abertura deparei-me com uma cor amarela, aromas terciários dominantes de cera e parafina, bom corpo, textura cremosa, média frescura, final longo, elegante e ligeiramente amargo.   Gostei bastante, muito bom.

Bacalhau_forno_LAND.jpg

Harmonização: A componente gastronómica era um bacalhau no forno. Aproveitei para escolher um branco, já que estes almoços de fim de semana tendem para carnes, logo, para tintos. A ideia teórica era um branco encorpado, já que o bacalhau tem uma presença forte na boca ao nível da textura. A título facultativo, o prato teria capacidade para enquadrar um branco com estágio em barricas de carvalho. Um branco de 2011 de gama elevada apontava para as características pretendidas, na medida, em que o tempo já teria moldado a acidez mais viva da juventude e poderíamos sentir com mais intensidade a cremosidade na textura. Felizmente tudo correu bem, texturas equilibradas, sabores em sintonia, mais um grande momento à mesa. Mesmo o lado mais amargo do vinho acabava suavizado na interação com a comida, ou seja, a comida valorizou o vinho.

Como vou recordar este vinho: Já com aromas terciários e a textura cremosa de que tanto gosto, ainda com frescura bem interessante. Gostei muito.

Vinho L'AND Vineyards Produtor L'AND Vineyards
Tipo / Ano Branco 2011 Opinião Muito bom
Castas Antão Vaz, Arinto, Roupeiro Data Prova janeiro 15
Região Regional Alentejano Preço  

 

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Terça-feira, 10 de Março de 2015

Má Partilha 05 e um arroz de pato

V_Ma_Partilha_T_05.jpg

Estou bastante hesitante no arranque deste post, porque quando bebo vinhos mais evoluído tudo é centrado no prazer de beber um vinho polido, complexo e elegante. Começa a ser difícil ir além disto, porque fico particularmente focado no prazer de contactar com estas pérolas. Este Merlot evoluiu de forma fantástica e está num momento ótimo. O aroma está essencialmente especiado, embora delicado (não muito intenso) mantém uma boa frescura, ainda uma ligeira estrutura de taninos polidos e um bom final. Gostei muito, está encantador.

Harmonização: O prato foi um arroz de pato. Depois de várias experiências no capítulo vinhos tintos, a minha preferência vai para vinhos com alguns anos, já que a suavidade global evita que o vinho se sobreponha à comida (o que acontece com vinhos mais jovens e potentes e não se pretende na harmonização). E assim aconteceu com este Merlot, o seu equílbrio perfeito permitiu ao palato saborear ambos, sem sobreposições ou rejeições. Um sucesso, no entanto, estou tentado a experimentar novas combinações, nomeadamente, um branco cremoso e texturado.

Como vou recordar este vinho: Uma ótima evolução, equilíbrio perfeito, na minha primeira prova de um Merlot evoluído.

 

 

Vinho Má Partilha Produtor Bacalhôa
Tipo / Ano Tinto Opinião Muito bom
Castas Merlot Data Prova Fevereiro 15
Região Terras do Sado Preço €15,00 Garraf. Vinho e Prazeres
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Quarta-feira, 4 de Março de 2015

John Le Carré - O Ilustre Colegial

John_Carre_Ilustre_Colegial

Era altura de ler um romance e esta obra de John Le Carré estava no pipeline. Curiosamente, é um autor que ofereço mais do que leio. A coleção Mil Folhas, editada pelo jornal Público, inclui o Espião Perfeito, o único que já tinha lido do mestre da literatura espionagem. Peguei, então, no bloco de mais de 650 páginas, que me acompanhou durante o mês de fevereiro 2015 (sim, porque o tempo diário é limitado e durou, durou, durou...).

O livro dá-nos o que esperamos dele, um enredo no mundo dos serviços secretos, aqui com George Smiley como protagonista. Em plena guerra fria na Europa, o palco da ação é partilhado com uma zona de guerra quente na altura: o extremo oriente. Hong Kong, Camboja, Vietname ou Tailândia são países/locais por onde Jerry Westerby desenvolve a missão confiada por Smiley na luta contra o arqui-inimigo deste último (o russo conhecido por Karla).

A escrita monta o puzzle de forma detalhada, minuciosa, que acaba por incutir um ritmo pausado à leitura, como que a convidar a não desprezar qualquer pormenor. Este ritmo é constante ao longo da obra, apenas algumas páginas perto do final originam alguma aceleração. Aqui e ali, mais perto do final, como o género obriga, o autor deixa umas pistas sobre acontecimentos posteriores, o que desperta a curiosidade e prende o leitor à obra.

O resultado é um livro muito interessante, em especial para apreciadores do género, mas não vamos desprezar a qualidade literária de John Le Carré. A forma como constrói a trama, gere o ritmo, desenha personagens, coloca-o acima de uma escrita de enredo e no justo patamar da literatura. Brilhante a forma como mostra que, também neste mundo, as emoções guiam o ser humano. Gostei e acabei por conhecer melhor alguns aspetos da civilização oriental.

Título original: The Honourable Schoolboy

 

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Terça-feira, 3 de Março de 2015

Cozido à Portuguesa e Callabriga 2006

V_Callabriga_T_06.jpgUm vinho à porta de fazer 10 anos após a colheita e como nos aparece? Em grande forma. A cor demonstra-o no primeiro contacto, já que o rubi ainda domina e apenas apresenta umas ligeiras nuances alaranjadas. Nos aromas, encontramos um festival de fruta azul e especiarias, com a presença evoluída da barrica, que me agrada em particular. O ataque é super fresco, seguido da perceção do bom corpo e de taninos polidos (mais ainda presentes). O final é médio, elgante, com boa persistência. Gostei muito.Cozido_Portuguesa.jpgHarmonização: A companhia foi um cozido à Portuguesa. Estamos perante sabores delicados, pouco intensos (exceção aos enchidos), portanto, procurei um vinho tinto polido, com a potência suavizada pelo tempo. A harmonização correu muito bem, com vinho e comida a comunicarem perfeitamente na boca. Curiosamente, no final a frescura do vinho destacava-se um pouco, o que contribuía para leveza na sensação final na boca e demonstra a sua excelente acidez. Desta vez foi tinto, mas um branco com madeira será opção a testar numa próxima oportunidade (afinal, não deixa de ser um cozido...).

Como vou recordar este vinho: Excelente evolução, com grande frescura e ainda alguma estrutura a apontar para mais uns bons anos de vida pela frente. Muito bom.

Vinho Callabriga Produtor Sogrape Vinhos
Tipo / Ano Tinto 2006 Opinião Muito bom
Castas   Data Prova fevereiro 2015
Região Douro Preço  

 

 

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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2015

Moonspell - A Poisened Gift

Anos e anos depois voltei a ouvir o álbum Irreligious, o grande impulsionador de bela carreira da banda. E do esquecimento voltou uma das músicas que mais gosto deste álbum e mais afastada dos holofotes.

Foi muito forte voltar 20 anos com esta intensidade.

 

 

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