Este blog é a materialização de duas necessidades humanas: expressar o que nos passa pela cabeça e guardar para consulta futura. Não possuo formação específica sobre as matérias abordadas, logo, este blog é apenas um espaço aberto de opinião.

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Quarta-feira, 15 de Abril de 2015

Trimbach Riesling e Açorda Marisco

V_Trimbach_Br_11.jpg

A primeira vez que bebi este vinho foi num jantar do 4 Horas à Mesa com a Decante Vinhos, onde provámos alguns vinhos estrangeiros do seu excelente portfolio. Este foi um dos que se destacaram e o meu cunhado compincha destas aventuras vínicas comprou algumas garrafas. Proporcionou-se jantarmos juntos e, graças a um precalço na minha agenda que me impediu de levar o Encruzado da Quinta dos Roques que queria, colocámos este riesling em cima da mesa. O resultado foi ótimo, com o vinho a mostrar os aromas minerais que se espera da casta, mas também nuances de cera. Na boca mantém uma frescura exemplar, com corpo mediano, bom equilíbrio e final médio. Gostei muito do vinho, está em bela forma, com muito para dar em termos de longevidade, a proporcionar muito prazer na prova.

Açorda_Marisco.jpg

Harmonização: Para jantar teríamos uma açorda de marisco. Concordámos que seria um branco, mas com algum corpo e complexidade para acomodar o prato. O vinho esteve muito bem, os temperos não chocaram nada com a sua mineralidade e mostrou presença suficiente para a textura do pão. Boa harmonização e correspondente momento de degustção e conversa.

Como vou recordar este vinho: Um riesling muito atraente, que começa a mostrar os aromas associados à casta. Muito bom.

Vinho Trimbach Classic Riesling Produtor Trimbach
Tipo / Ano Branco 2011 Opinião Muito bom
Castas Riesling Data Prova abril 15
Região Apéllation Alsace Controlée Preço 13,50 €

 

 

publicado por momenta às 13:29
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Quinta-feira, 2 de Abril de 2015

Rogerio Dardeau - Vinhos Uma Festa dos Sentidos

Vinhos festa sentidos.jpg

Estamos perante um livro introdutório sobre o mundo do vinhos. O autor é Brasileiro, com ascendência Francesa de uma família produtora de vinhos, portanto, foi criado com a devida sensibilidade para o tema, certamente teve contacto precoce com a degustação.

É interessante comparar com o último livro que li, porque ambos são introdutórios, mas com abordagens muito diferentes. A obra Saber Degustar o Vinho tem foco total na prova, apresenta um método de prova e fala de vinhos e castas de uma forma sempre associada à degustação. Este livro de Rogerio Dardeau aborda aspetos ligados à produção, vinificação, caracterização de países, regiões, castas e estilos. Funciona como uma agregação de informação mais técnica, que ajuda o leigo a perceber um pouco melhor como parte do mundo do vinho funciona antes de chegar à prateleira. Também apresenta uma longa lista de termos utilizado nas provas, bem com notas de harmonização com comida, ou seja, a degustação não deixa de estar bem presente.

Esta edição foi específica para Portugal, pelo que, aparecem-nos com alguma regularidade referências à nossa realidade. Muito interessante, por exemplo, o trabalho sobre as castas autorizadas em cada região e a respetiva sinonímia.

O livro é muito interessante, fácil de ler e, para iniciados, apresenta um conjunto de informações bem alargadas, que certamente, ajudam a conhecer um pouco do mundo do vinho. As imensas referências aos vinhos de todo o mundo são, para mim, uma especial mais-valia, já que as publicações nacionais disponibilizam bastante e boa informação sobre o nosso país.

Edição Portuguesa: Editorial Estampa, Lda, 2009

Edição Brasileira: Mauad Editora Ltda, 2002

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Sexta-feira, 20 de Março de 2015

Quinta das Bageiras - tinto 2007

V_Bageiras_T_07.jpg

Entrada de gama de um produtor de referência da Bairrada, com base na casta tinta estrela da região, a Baga. Comprei uma garrafa para ver como estava, depois outra e, claro que sim, outra, até que o stock na garrafeira acabou (não todo por mim, note-se). Se virmos as características do vinho, correspondem ao que se espera: cor ainda muito rubi, aroma especiado, ataque fresco e suave, taninos polidos, corpo médio, sensação global de frescura e polimento, com um toque amargo (nada a que a casta não nos habitue). O que se destaca é termos um entrada de gama de 2007 em boa forma e o grande prazer que proporcionou nesta fase de evolução. 

Vinho Quinta das Bageiras Produtor Mário Sérgio Alves Nuno
Tipo / Ano Tinto 2007 Opinião Bom
Castas Baga Data Prova janeiro 15
Região Bairrada Preço €4,5, Garrafeira Vinho e Prazeres

 

publicado por momenta às 19:25
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Quinta-feira, 12 de Março de 2015

L'AND branco com bacalhau no forno

V_LAND_Br_11.jpgO projeto L'AND tem uma componente muito importante de enoturismo e foi uma ilustre visitante que simpaticamente me trouxe este branco. Por vezes, quando reflito sobre alguns vinhos que aparecem por casa, tomo a decisão de adiar a prova e deixar que o tempo faça o seu trabalho no néctar. Foi o que aconteceu com este branco alentejano. No momento da abertura deparei-me com uma cor amarela, aromas terciários dominantes de cera e parafina, bom corpo, textura cremosa, média frescura, final longo, elegante e ligeiramente amargo.   Gostei bastante, muito bom.

Bacalhau_forno_LAND.jpg

Harmonização: A componente gastronómica era um bacalhau no forno. Aproveitei para escolher um branco, já que estes almoços de fim de semana tendem para carnes, logo, para tintos. A ideia teórica era um branco encorpado, já que o bacalhau tem uma presença forte na boca ao nível da textura. A título facultativo, o prato teria capacidade para enquadrar um branco com estágio em barricas de carvalho. Um branco de 2011 de gama elevada apontava para as características pretendidas, na medida, em que o tempo já teria moldado a acidez mais viva da juventude e poderíamos sentir com mais intensidade a cremosidade na textura. Felizmente tudo correu bem, texturas equilibradas, sabores em sintonia, mais um grande momento à mesa. Mesmo o lado mais amargo do vinho acabava suavizado na interação com a comida, ou seja, a comida valorizou o vinho.

Como vou recordar este vinho: Já com aromas terciários e a textura cremosa de que tanto gosto, ainda com frescura bem interessante. Gostei muito.

Vinho L'AND Vineyards Produtor L'AND Vineyards
Tipo / Ano Branco 2011 Opinião Muito bom
Castas Antão Vaz, Arinto, Roupeiro Data Prova janeiro 15
Região Regional Alentejano Preço  

 

publicado por momenta às 13:51
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Terça-feira, 10 de Março de 2015

Má Partilha 05 e um arroz de pato

V_Ma_Partilha_T_05.jpg

Estou bastante hesitante no arranque deste post, porque quando bebo vinhos mais evoluído tudo é centrado no prazer de beber um vinho polido, complexo e elegante. Começa a ser difícil ir além disto, porque fico particularmente focado no prazer de contactar com estas pérolas. Este Merlot evoluiu de forma fantástica e está num momento ótimo. O aroma está essencialmente especiado, embora delicado (não muito intenso) mantém uma boa frescura, ainda uma ligeira estrutura de taninos polidos e um bom final. Gostei muito, está encantador.

Harmonização: O prato foi um arroz de pato. Depois de várias experiências no capítulo vinhos tintos, a minha preferência vai para vinhos com alguns anos, já que a suavidade global evita que o vinho se sobreponha à comida (o que acontece com vinhos mais jovens e potentes e não se pretende na harmonização). E assim aconteceu com este Merlot, o seu equílbrio perfeito permitiu ao palato saborear ambos, sem sobreposições ou rejeições. Um sucesso, no entanto, estou tentado a experimentar novas combinações, nomeadamente, um branco cremoso e texturado.

Como vou recordar este vinho: Uma ótima evolução, equilíbrio perfeito, na minha primeira prova de um Merlot evoluído.

 

 

Vinho Má Partilha Produtor Bacalhôa
Tipo / Ano Tinto Opinião Muito bom
Castas Merlot Data Prova Fevereiro 15
Região Terras do Sado Preço €15,00 Garraf. Vinho e Prazeres
publicado por momenta às 13:45
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Quarta-feira, 4 de Março de 2015

John Le Carré - O Ilustre Colegial

John_Carre_Ilustre_Colegial

Era altura de ler um romance e esta obra de John Le Carré estava no pipeline. Curiosamente, é um autor que ofereço mais do que leio. A coleção Mil Folhas, editada pelo jornal Público, inclui o Espião Perfeito, o único que já tinha lido do mestre da literatura espionagem. Peguei, então, no bloco de mais de 650 páginas, que me acompanhou durante o mês de fevereiro 2015 (sim, porque o tempo diário é limitado e durou, durou, durou...).

O livro dá-nos o que esperamos dele, um enredo no mundo dos serviços secretos, aqui com George Smiley como protagonista. Em plena guerra fria na Europa, o palco da ação é partilhado com uma zona de guerra quente na altura: o extremo oriente. Hong Kong, Camboja, Vietname ou Tailândia são países/locais por onde Jerry Westerby desenvolve a missão confiada por Smiley na luta contra o arqui-inimigo deste último (o russo conhecido por Karla).

A escrita monta o puzzle de forma detalhada, minuciosa, que acaba por incutir um ritmo pausado à leitura, como que a convidar a não desprezar qualquer pormenor. Este ritmo é constante ao longo da obra, apenas algumas páginas perto do final originam alguma aceleração. Aqui e ali, mais perto do final, como o género obriga, o autor deixa umas pistas sobre acontecimentos posteriores, o que desperta a curiosidade e prende o leitor à obra.

O resultado é um livro muito interessante, em especial para apreciadores do género, mas não vamos desprezar a qualidade literária de John Le Carré. A forma como constrói a trama, gere o ritmo, desenha personagens, coloca-o acima de uma escrita de enredo e no justo patamar da literatura. Brilhante a forma como mostra que, também neste mundo, as emoções guiam o ser humano. Gostei e acabei por conhecer melhor alguns aspetos da civilização oriental.

Título original: The Honourable Schoolboy

 

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Terça-feira, 3 de Março de 2015

Cozido à Portuguesa e Callabriga 2006

V_Callabriga_T_06.jpgUm vinho à porta de fazer 10 anos após a colheita e como nos aparece? Em grande forma. A cor demonstra-o no primeiro contacto, já que o rubi ainda domina e apenas apresenta umas ligeiras nuances alaranjadas. Nos aromas, encontramos um festival de fruta azul e especiarias, com a presença evoluída da barrica, que me agrada em particular. O ataque é super fresco, seguido da perceção do bom corpo e de taninos polidos (mais ainda presentes). O final é médio, elgante, com boa persistência. Gostei muito.Cozido_Portuguesa.jpgHarmonização: A companhia foi um cozido à Portuguesa. Estamos perante sabores delicados, pouco intensos (exceção aos enchidos), portanto, procurei um vinho tinto polido, com a potência suavizada pelo tempo. A harmonização correu muito bem, com vinho e comida a comunicarem perfeitamente na boca. Curiosamente, no final a frescura do vinho destacava-se um pouco, o que contribuía para leveza na sensação final na boca e demonstra a sua excelente acidez. Desta vez foi tinto, mas um branco com madeira será opção a testar numa próxima oportunidade (afinal, não deixa de ser um cozido...).

Como vou recordar este vinho: Excelente evolução, com grande frescura e ainda alguma estrutura a apontar para mais uns bons anos de vida pela frente. Muito bom.

Vinho Callabriga Produtor Sogrape Vinhos
Tipo / Ano Tinto 2006 Opinião Muito bom
Castas   Data Prova fevereiro 2015
Região Douro Preço  

 

 

publicado por momenta às 18:46
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Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2015

Moonspell - A Poisened Gift

Anos e anos depois voltei a ouvir o álbum Irreligious, o grande impulsionador de bela carreira da banda. E do esquecimento voltou uma das músicas que mais gosto deste álbum e mais afastada dos holofotes.

Foi muito forte voltar 20 anos com esta intensidade.

 

 

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Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2015

Harmonização Francesinha e Espumante

Quando se combinou comer uma francesinha na casa de um familiar não fazia ideia do que me esperava. Não foi muito pensado ou planeado, mas na hora de falar de acompanhamentos para a francesinha os olhos passaram por umas garrafas de Murganheira. De imediato pensei que a acidez do espumante seria uma boa companhia para o prato. Desta vez, a expetativa foi superada, já que se a acidez foi exemplar a limpar o palato da potência do prato, também os sabores combinaram de forma impecável.Murg_Velha_Reserva.jpgEste Murganheira Velha Reserva 2007 mostrou-se novo, cheio de pujança, com frescura espetacular, bolha fina e alguma complexidade. Em grande forma e a revelar uma longevidade potencial assinalável.

A francesinha também ajudou, já que era caseira, com carne arouquesa e um molho ótimo. Uma das melhores que comi, mesmo não sendo particular apreciador do petisco.

Francesinha_Ze.jpgA harmonização foi brilhante e uma das melhores do ano, mas poderá não funcionar com qualquer espumante: acidez é fundamental e alguma complexidade também ajuda.

publicado por momenta às 19:01
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Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2015

Burmester 10 anos, dos meus preferidos

Burmester_10_anos.jpgDe tempos a tempos provamos vinhos que nos encantam e percebemos que são um achado. É o caso deste Burmester 10 anos. Como sempre, esta ideia resulta do meu gosto pessoal, já que encontrei neste Porto muito do que gosto nesta tipologia em geral e foi um dos 10 anos de que mais gostei. Aromas dominados por café e frutos secos; na boca bom corpo, textura sedutora de untuosidade e suavidade, final médio, com retronasal irresistível a repetir os aromas. Nada de complicado, nada de transcendente, apenas aromas bem definidos, textura, volume e um encanto global que nos impede de parar de beber. Por menos de €20,00 temos um generoso de excelência, eis por que o considero um achado. Nota importante, este 10 anos foi engarrafado em 2007. Nem todos os 10 anos da Burmester serão assim, daí a importância desta informação no contra rótulo.

Como vou recordar este vinho: Um vinho que me apaixonou, com o qual me identifiquei. Inesquecível.

 

Vinho Burmester 10 anos Produtor J. W. Burmester & Cª
Tipo / Ano Vinho do Porto Opinião Excelente
Castas   Data Prova Janeiro 15
Região Vinho do Porto Preço Cerca €20,00 Garraf. Tio Pepe
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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2015

Cem Reis 2012 e uma carne deliciosa

V_Cem Reis_T_12.jpg

Este vinho apresenta muito do que associamos ao Alentejo, já que se mostra bem concentrado na cor, boa intensidade de aromas, corpo generoso, enfim, perfil de boas maturação e extração. O nariz é muito focado na fruta madura e especiarias, na boca mostra-se fresco e suave, com taninos redondos e bem envolvidos. Termina com boa persistência. Devemos notar que o vinho é um varietal de Syrah, casta internacional que tão bem se adaptou ao alentejo, que favorece essa concentração ao nível de cor e aromas. Como cereja em cima do bolo, é um vinho muito apelativo, que se bebe com muito prazer.

A harmonização foi com um prato de carne habitual, que passa pelo forno e apresenta uns bons nacos. Aproveito essa consistência para acompanhar com vinhos mais jovens e/ou taninosos, já que acompanham a força da carne e esta acomoda a potência do vinho. Neste caso, os taninos estavam bem envolvidos, redondos, portanto, tivemos mais um feliz encontro de texturas suaves.

Cem_Reis_Prato.jpgComo vou recordar este vinho: Um vinho cheio de força e concentração, mas muito polido e a dar grande prazer na prova. Gostei muito.

 

Vinho Cem Reis Produtor Herdade da Maroteira
Tipo / Ano Tinto 2012 Opinião Muito bom
Castas Syrah Data Prova janeiro 2014
Região Reg. Alentejano Preço  
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Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2015

Equipas de Alto Rendimento - Ricardo Fortes da Costa

Equipas_Alto_Rendimento.jpg

Regresso a um livro mais ligado à gestão e disponibilizado numa formação. Existe um preconceito, que me parece bem enraizado, de que as formações são muito teóricas e o regresso ao trabalho não vem acompanhado de novas práticas inspiradas nessas ações. Neste caso, não poderia estar mais longe da verdade.

A ação foi muito dinâmica e prática e logo na altura, quando percebi que o livro refletia os conteúdos da sala, fiz uma tag mental para o ler. O que Ricardo Fortes da Costa nos proporciona é um manual prático de como um líder de equipa deve abordar os principais componentes desta complexa relação profissional. Podemos separar o livro em 2 grandes blocos: primeiro sobre as pessoas e o segundo sobre o principais momentos da relação (reuniões, briefings, avaliação desempenho, etc...). E aqui marca uma grande diferença, já que identifica todos os passos e posturas a ter nessas situações. Tudo aparece organizado, sistematizado, com ferramentas de apoio, para que não falte nada a quem quiser melhorar a sua performance enquanto coordenador de equipas.

Além da componente prática, destaca-se outra vantagem. Percorrer o livro foi reviver conceitos, ou seja, uma espécie de revisão de conteúdos. Qual a consequência? Reforça a assimilação dos aspetos com que mais nos identificamos ou precisamos.

Revelou-se, então, uma leitura muito rica e prática, exatamente o que se precisa.

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publicado por momenta às 19:08
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Avinha-te, abifa-te e abafa-te: a problemática

A enfrenter sintomais gripais/resfriado, lembrei-me do ditado avinha-te, abifa-te e abafa-te. Que bom, nada como umas boas provas para animar um fim de semana caseiro.

Claro que essa satisfação durou apenas até ao espirro seguinte. Bolas, com o nariz congestionado como posso fazer provas? Vamos trocar a prioridade da degustação para a carteira e beber uns néctares mais acessíveis.

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Quarta-feira, 7 de Janeiro de 2015

François Martin - Saber Apreciar o Vinho

Francois Martin_Degustar Vinho.jpg

Este pequeno livro é especial: foi o primeiro livro sobre vinho que comprei. Estava no início desta aventura da degustação e as minhas compras eram feitas nos hipermercados, essencialmente com base no que lia nos rótulos. Nada de Revista de Vinhos, blogues ou outras fontes de informação especializadas; consumidor tradicional. Vi no Pingo Doce um livro pequeno, que custava €7,50, e trouxe-o para aprender um pouco mais sobre o tema.

O resultado foi excelente, porque é um livro que me tem acompanhado e a que volto com muita frequência. A pequena dimensão é ilusória, porque resulta de um poder de comunicação notável por parte do autor. Nota-se claramente que é alguém com conhecimentos sobre matéria e que, ao mesmo tempo, consegue transmitir de forma concisa e simples muitos dos conceitos específicos da degustação de vinhos. Esta é uma característica dos grandes professores, utilizando uma expressão popular: conseguem “trocar por miúdos”.

No início tudo era aprendizagem e uma leitura altamente informativa. Agora, que já conheço um pouco mais sobre o tema, usufruo do prazer de compreender o que está escrito, perceber de onde vêm aquelas ideias.

É um livro que me marcou, ajudou a evoluir e muito bem escrito, portanto, muito importante neste hobby da degustação de vinhos. Tudo isto por €7,50...

 

Título original: Savoir Déguster le Vin (2008, Éditions Féret)

Em Portugal: Editorial Presença, 1ª Edição 2009

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Sexta-feira, 2 de Janeiro de 2015

Permitido - branco 2013

Permitido_Br_13.jpg

 A experiência recente no Douro do produtor Márcio Lopes começou com o tinto Proibido (já com duas edições), a que se juntou, em 2014, o branco Permitido. Varietal de Rabigato, uma das castas tradicionais da região, originárias de vinhas com 700 mts de altitude. Mostra-se essencialmente cítrico de aromas, com nuances minerais ao abrir. A presença de boca é o seu ponto forte, já que se mostra encorpado e texturado, o que transmite uma sensação de volume. Boa frescura, como seria de esperar de um vinho de altitude. Termina médio, com boa persistência. Estas características conferem-lhe bom potencial gastronómico, desde as carnes brancas até aos peixes no tacho ou forno. Gostei muito, é um vinho muito bem conseguido, apelativo, que não se consegue parar de beber, quer-se sempre mais.

Vinho Permitido Produtor Márcio Lopes Winemaker
Tipo / Ano Branco 2013 Opinião Muito bom
Castas Rabigato Data Prova dezembro 2014
Região Douro Preço €14,90 Garrafeira Nacional

 

 

publicado por momenta às 18:57
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