Este blog é a materialização de duas necessidades humanas: expressar o que nos passa pela cabeça e guardar para consulta futura. Não possuo formação específica sobre as matérias abordadas, logo, este blog é apenas um espaço aberto de opinião.

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Terça-feira, 5 de Abril de 2016

Mike Goldman - Performance Breakthrough

 L_Performance_Breakthrough.JPG

A experiência de ler este livro foi entusiasmante. O autor conseguiu uma combinação pouco frequente de termos um livro médio/pequeno de leitura fácil e viciante, ao mesmo tempo que nos apresenta muitas e boas ideias.

O livro foi escrito sob a forma de uma fábula e conta a história de um empresário que tem um filho com síndrome de Asperger e passa por dificuldades no negócio. Inicia um ciclo de consultas num novo terapeuta para o filho, que apresenta à família quatro segredos para implementarem. Resultado: o que seria algo para a família acabou aplicado ao negócio. Acompanhamos, então, o processo de aplicação dos segredos em ambas as dimensões.

Estamos no âmbito de um livro de gestão, que mostra o caminho para incutir paixão nas organizações. Está cada vez mais claro que a diferenciação entre empresas vem da capacidade de mobilizar as pessoas para contribuírem para os objetivos da organização. Do outro lado do atlântico, o conceito de permitir que as equipas atinjam todo o seu potencial tem aparecido várias vezes e não posso deixar de concordar. Seja no trabalho ou fora dele, não queremos, verdadeiramente, dar o nosso melhor? Tornar os nossos sonhos realidade? É isso que nos faz vibrar, viver de forma feliz e intensa. É este o caminho trabalhado no livro.

Para terminar, apetece repetir a introdução. Foi muito interessante, de tal forma que o li uma segunda vez de imediato. Gostei muito e é altamente recomendável.

 

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Sexta-feira, 1 de Abril de 2016

Herdade das Servas Touriga Nacional 2013

V_Herdade Servas_TN_T13.jpg

Estava programado um almoço no Restaurante da Herdade das Servas, que seria bacalhau à Servas: bacalhau frito com cebolada. Estamos perante um prato com bastante gordura, portanto, procurei um vinho fresco e estruturado. Dentro dos vinhos do produtor, a opção foi pelo Touriga Nacional. E correu muito bem.

Gostei imenso do vinho e não é preciso dizer muito para o suportar. O aroma mostrava de forma muito límpida o floral da casta, na boca equilíbrio perfeito, taninos presentes, mas redondos, bem envolvidos no corpo, final médio. Foi um momento muito bom, com um vinho que mostra muito bem a Touriga Nacional no Alentejo e uma harmonização com sucesso, já que vinho limpava o palato de toda a gordura do prato.

 

publicado por momenta às 13:34
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Quinta-feira, 24 de Março de 2016

Taylor's 10 anos

V_Taylors_10_anos.JPG

 Nas refeições do fim de semana, a presença de um vinho de sobremesa é da praxe. O último que provei foi este Taylor's 10 anos (categoria especial da família Tawny), muito bem acompanhado por umas amêndoas. Estamos perante uma das mais reconhecidas casas de Vinho do Porto, com alguns Vintages pontuados com 100 pontos.

A gama 10 anos mostra-se muito interessante, porque estamos em preços razoáveis e já temos uma boa amostra do perfil de um tawny. Esta é a versão engarrafada em 2015 e mostrou bastante elegância. Nos aromas, o caramelo é dominante, mas acompanhado por notas de frutos secos. A boca é bem fresca, com textura cremosa e corpo mediano. Termina médio e elegante. Um vinho muito apelativo, agradável e que proporciona bastante prazer na prova. Gostei muito.

publicado por momenta às 14:10
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Sexta-feira, 18 de Março de 2016

Monte dos Amigos Premium - Tinto 2014

V_Monte Amigos_T_14.jpg

Comprei este vinho numa promoção de um hipermercado. Aquelas maluquices de x%: neste caso, custaria €9,90, preço de promoção €3,99. Como anunciava estágio em madeira e castas Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Touriga Franca pareceu-me que €4,00 seria uma boa opção para um vinho de segmento médio/alto.

Com a presença de castas atualmente muito utilizadas na região (Alicante Bouschet e Touriga Nacional), não estava à espera de grandes surpresas, mas estava enganado. Este vinho surpreendeu-me.

Na degustação, o nariz começou por mostrar os frutos vermelhos e, em segundo plano, alguma especiaria. Na boca: boa frescura, corpo médio e taninos bem envolvidos, com presença que se notava mas muito amigável. O tempo de arejamento fez o seu trabalho e o perfil começa a mudar, uma fruta mais fresca começa a aparecer e sinto alguma alternância entre aromas. A certa altura pensei em Vinho do Porto, primeiro no nariz e depois confirmado na boca. Estava a beber um vinho Alentejano que me fazia lembrar Vinho do Porto. Não digo Douro, mas sim Porto. Fiquei baralhado, surpreendido, enfim, foi uma novidade. Mostrou estar ainda em integração, mas a qualidade das uvas e da vinificação permitiam distinguir momentos com predomínio das Tourigas e momentos mais marcados pelo Alicante Bouschet.

Bom, é preciso tirar teimas, portanto, comprei outra garrafa e vai descansar 5 anos para vermos como evoluirá o vinho. Sem dúvida, o vinho é muito bom, muito agradável na bebida e boa companhia à mesa. Gostei, mesmo que a memória mais forte seja a surpresa acima referida.

publicado por momenta às 13:43
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Quarta-feira, 9 de Março de 2016

Monte da Raposinha - Tinto 2012

V_Monte_Raposinha_T_12.JPG

No trimestre do Alentejo 2016 passou pela mesa este tinto de 2012. Foi elaborado pelo produtor com o mesmo nome e enologia de Susana Estéban, da zona de Montargil. Identifica algumas das castas mais utilizadas atualmente na região: Touriga Nacional, Syrah e Alicante Bouschet. O preço fica abaixo dos €10,00.

Gostei muito do vinho, que me despertou uma sensação interessante. Enquanto acompanhava mais um belo almoço de domingo, a minha atenção focou na frescura e na presença notória de taninos (muito amigáveis) E lá refletia que não se enquadrava no perfil mais tradicional Alentejano - maduro, concentrado, muito redondo - quando olhei para o mapa confirmei que Montargil fica na zona Norte do Alentejo (Ponte de Sôr) e, note-se, a norte de Lisboa. De facto, o vinho mostrava características (aromas, presença de boca, etc...) que encontramos muito facilmente na região do Tejo, o que não é de admirar, face à localização geográfica.

Mais do que o lado muito agradável do vinho, foi um momento em que comecei a olhar para o Alentejo de outra forma, mais sensível à geografia e aos diferentes Alentejos que esta região em mudança tem para nos dar a conhecer.

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Sexta-feira, 20 de Novembro de 2015

Feijoada com Maria de Lourdes Branco

 Maria Lourdes_BR_10.JPG

Um prato que me aparece com muita frequência ao fim de semana é feijoada, neste caso, versão Tripas à Moda do Porto. Normalmente acompanho com vinho rosado com algum corpo, porque gosto da ligação de texturas. Mas a ideia não é ficar agarrado às mesmas harmonizações quando há tantas alternativas para testar. Esta opção era mais ou menos fácil de chegar, porque um branco mais elaborado com alguns anos acaba por suavizar um pouco a frescura da acidez e a textura mostra-se mais. Este Maria de Lourdes 2010 estava lá por casa e correspondia ao perfil, portanto, a rolha saltou e avançou-se com a harmonização.

O vinho estava em belíssima forma. Além de aroma ainda frutado, mas já com mais fruta branca do que tropical, com a ligeira mineralidade do Douro, a frescura na boca mantinha-se presente e equilibrava muito bem a textura mais cremosa do corpo. Termina longo, elegante, guloso, encantador.

Maria Lourdes_prato.JPG

A harmonização correspondeu positivamente. A ligação de texturas funcionou da mesma forma e quando a temperatura subiu um pouco ficou perfeita. Se o vinho estiver demasiado frio, o conjunto vinho e comida acaba por realçar a acidez e perde um pouco a elegância.

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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2015

Vincent Gasnier - A Taste For Wine

Este livro foi verdadeiramente a minha primeira viagem pelos vinhos do mundo. Até agora li mais sobre a prova, técnicas e abordagens, mas a forma como o Master Sommelier Vincent Gasnier organiza o livro origina uma abordagem bem diferente. Esse aspeto acabou por ser determinante.

O livro fala-nos de vinho desde a videira até ao palato. Tem informação muito interessante sobre viticultura, vinificação, papel do enólogo, do produtor, etc... Quando chega à parte da prova, o desenvolvimento é efetuado por estilos e perfil de vinho. Assim, separa vinhos leves e fresco, frutados e aromáticos e depois os mais poderosos. Associa cada estilo às castas e regiões mais representativas dos diversos estilos nos diversos países (velho e novo mundo). Percebemos, então, o peso varietal nos vinhos internacionais, em contraposição à nossa tradição de lote. Apreciei especialmente esta estrutura, porque quando procuro harmonizar vinho com comida o perfil é um dos pontos críticos que suportam a decisão. Se o vinho é mais ou menos encorpado, taninoso, estágiado em madeira, perfumado, cítrico, fresco, etc...

Os nossos vinhos também apareceram, com os Vinhos Verdes no capitulo leves e frescos, Douro nos tintos frutados e aromáticos e Bairrada e Dão nos vinhos opulentos e de guarda. Poderei não concordar completamente, mas depende do que o autor provou.

Quando lemos um livro aprendemos sempre algo, neste caso em particular muito do que se faz pelo mundo. A afinidade com a definição de estilos foi a cereja em cima do bolo de uma leitura muito interessante. Um autor que mostrou grande conhecimento e partilhou de uma forma original. Gostei muito.

 

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Quinta-feira, 5 de Novembro de 2015

Crasto 2010 e um coelho panado

V_Crasto_T_10.JPG

O almoço seria coelho panado, o que convidava a escolher um tinto. Estamos perante uma carne com sabor pouco forte, pouco marcado, portanto, tanto poderia pensar num tinto mais poderoso como noutro mais suave. O Crasto 2010 estava há 2/3 anos na cave para polir um pouco, suavizar a acidez e os taninos. Não sendo um vinho de guarda longa, decidi abrir. A cor mostrou um rubi perfeito, bem definido; no nariz encontrei o perfil frutado e floral característico do Douro, numa versão mais madura, mas ainda limpa. Na boca, corpo médio, taninos finos, bem envolvidos, toque de frescura, mas com a acidez já domada. Bom final, agradável, persistente. Ainda poderia ter ficado mais um ano ou dois para o ponto ótimo, mas estava num belo momento e deu muito prazer. Gostei bastante, foi boa opção esperar uns tempos. Para o meu gosto, claro.

V_Crasto_T_10_Prato.JPG

A harmonização foi a esperada, boa ligação, sem sobreposições. No entanto, mesmo com o tempo de descanso, a acidez ainda ficava em destaque no final. Nada que comprometesse o sucesso. Foi mais uma refeição muito agradável em família.

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Sexta-feira, 30 de Outubro de 2015

Relógio de Sol Tinto e Arroz de Carnes

Relogio_Sol_Vinho.JPG

Este vinho foi um achado. Estava estacionado na prateleira da Garrafeira Vinho e Prazeres quando decidi pegar nele. Que boa decisão. Um vinho não filtrado, que se mostra totalmente polido, com o lado frutado e floral que tantas vezes encontramos no Vinho do Porto. Um encanto, em especial para quem gosta de vinho mais evoluídos, quando chegam ao ponto de complexidade, polimento nos taninos, integração na acidez, ou seja, elegância, finesse, sedução, encanto. Eu adoro este perfil. E foi assim que tratei de açambarcar as garrafas que ainda lá estavam, até que, com esta, cheguei ao fim do stock.

Relogio_Sol_Prato.JPG

A harmonização foi com uma arroz de carnes, que, em experiências anteriores, mostrou a melhor liação com este perfil. Assim, repetiu-se a ligação e o respetivo sucesso. Não há dúvida que quando vinho e comida "encaixam" na boca, o prazer de uma refeição sai muito, muito reforçado.

 

publicado por momenta às 18:14
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2015

Sagrado rosé 2013 e uma feijoada

Sagrado_R_13_vinho.JPG

Uma prova com uma história. O almoço de um destes domingos foi em família, como tantos outros, mas com um objetivo bem específico: falar um pouco de desenvolvimento pessoal, em particular de um conceito de Robin Sharma, Hoy Hour. Ou seja, pretendia-se falar deste conceito, o que foi o pretexto perfeito para se organizar um almoço. O anfitrião anunciou uma feijoada (de feijão branco) portanto, tratei de preparar um rosé, a minha harmonização preferida no momento. Das várias experiências, o rosado da Quinta do Sagrado foi uma das melhores, portanto, repeti. Cor rosa, aromas com alguma complexidade, em que uma ligeira especiaria aparece a dar um caráter diferente. Na boca fresco, claro, corpo médio e textura com alguma untuosidade. Final fresco e elegante.

Sagrado_R_13_prato.JPG

Gosto da ligação de alguns rosados com este prato pela ligação de texturas. Um rosado mais alcoólico, encorpado, mostra uma untuosidade que liga muito bem com o feijão e o molho. Se a acidez estiver domada, a harmonia fica ainda melhor, ou seja, quando o conjunto realça a acidez, a harmonização não é tão feliz. Estou a escrever e a lembrar-me de um ou 2 brancos que tenho em casa que também podem funcionar muito bem. Os 14º deste Sagrado e uma temperatura correta (não demasiado fresca) são, certamente, fatores importantes no sucesso.

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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2015

Aguião tinto e coelho panado

Aguiao_14_vinho.JPGAlmoço de sábado com coelho e dia de calor. Repetiu-se o perfil da semana anterior, ou seja, um verde tinto. Tinto para carne rica do coelho e verde pela sua frescura e vantagem de o podermos refrescar.

 O tinto Aguião é um varietal da mais utilizada casta tinta na região: vinhão (no Douro é conhecida por sousão) e um dos mais reconhecidos e aclamados verdes tintos. A verdade é que quando o bebemos sentimos alguma diferença face à grande maioria dos seus pares. Os aromas são os da casta, mas, além das notas de lagar, não se mostrou muito frutado, mas mais complexo e com alguma especiaria a espreitar. Corpo médio, mas bem estruturado, com taninos bem presentes e muito ligeira aresta. O seu ponto forte é o equilíbrio ácido. É super fresco na boca, mas a acidez está envolvida com os restantes componentes, não sobressai, é mais um elemento do conjunto. Final elegante, equilibrado, prazeroso. Muito bom, gostei muito.

Aguiao_14_prato.JPG

A harmonização foi impecável. Uma convivência harmoniosa entre vinho e comida na boca, sem preponderância de um ou outro até ao final. Equilíbrio e sabor = prazer. Belo momento de degustação.

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Sexta-feira, 18 de Setembro de 2015

Orquestra tinto e um arroz de pato

Orquestra_T_08_Vinho.JPG

Anunciava-se um jantar de família com arroz de pato. Este prato não tem sabor muito forte e tanto a textura da carne como a do arroz cozinhado na calda do pato é mole. A minha preferência atual vai para uma harmonização com vinhos tintos velhos/evoluídos. Dado ser dia de semana, não tinha tempo para preparar um vinho desse perfil, portanto, recorri ao que estava mais à mão e este 2008 era a melhor opção disponível (saiu há uns meses com a Revista de Vinhos).

Gostei muito do vinho, com fruta bem definida no aroma e boca com sensação de volume e taninos bem finos e integrados. Saboroso, ligeiro docinho, muito agradável na boca, ficamos com o palato a pedir mais. No final ainda temos um pouco de acidez a mostrar-se. Muito bom.

Orquestra_T_08_Prato.JPG

Em termos de harmonização cumpriu. Ligou bem na boca, mas no final (retronasal) a acidez saía realçada (por vezes fazia aquela subida ao nariz...), que impediu sucesso total. Mais uma vez, a ideia de um tinto mais velho ficou reforçada. Mas ainda vou experimentar com um branco encorpado e com alguns anos, tenho a impressão de que também vai correr bem.

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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2015

Sidónio Sousa Super Reserva e Leitão

Sidonio_Esp_T.JPGEra um dia especial, festa de aniversário. Tive o privilégio de chegar, sentar e degustar, em articulação com o anfitrião e parceiro enófilo. Para o leitão, preferência da aniversariante, o espumante é companhia tradicional, desta vez na versão tinta.

O eleito foi o espumante tinto de Sidónio de Sousa, produtor bairradina, terra de grandes espumantes e não menos famosos leitões. Um varietal de Baga mostra rapidamente as suas características. Temos cor rubi muito concentrada, já com ligeiro alaranjado, aromas ainda com fruta, mas com o lado especiado e terroso a mostrar-se. Mousse na boca, frescura, equiíbrio, sabor, tudo bem. Em boa forma, gostei muito.

Sidonio_Esp_T_Leitao.JPG

A harmonização é um clássico, para a gordura do leitão escolhe-se a acidez do espumante. Há clássicos aos quais não precisamos de acrescentar nada.

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Terça-feira, 1 de Setembro de 2015

Plainas Vinhão - tinto 2014

Plainas_T_14.JPGPlainas é um vinho produzido em Atei, Modim de Basto, na região dos vinhos verdes, mas bem ao lado do alvão, ou seja, na fronteria com Trás os Montes. Bebi a edição mais recente do seu tinto e foi um ótimo momento de degustação. O vinho mostra as características habituais da região e da casta. Aroma com boa intensidade, perfil vegetal e com notas de lagar no início, mas, com o arejamento, mostrou o seu lado mais frutado. Na boca a intensidade dá-lhe sensação de volume, mostra estrutura constituída por taninos finos e redondos, bem como uma ótima frescura em equilíbrio ácido perfeito. Termina médio e muito prazeroso. Fiquei com duas sensações bem fortes após a prova. Primeiro, temos tintos dos Vinhos Verdes que devem ser abordados da mesma forma que os tintos das outras regiões (despir preconceitos); segundo,  o equilíbrio que encontrei entre acidez e taninos fez-me pensar em potencial de evolução e fiquei muito curioso sobre como estará este vinho daqui a 2 e 4 anos.

Plainas_T_14_prato.JPGA harmonização seria com uma carne estufada e terminada no forno, portanto, um tinto seria o ideal. Como decorre o mês de agosto e uns dias de calor, bem como o trimestre de verdes e espumantes, lembrei-me de tentar um verde tinto. E foi um sucesso. O vinho tinha intensidade e estrutura para a carne, portanto, harmonizou como outro tinto de gama média. Acresce a vantagem de o bebermos refrescado, portanto, não temos a sensação de peso que alguns tintos provocam no verão.

Quem gosta de tintos e sente que o calor retira algum prazer cá está a alternativa: tintos da região dos vinhos verdes. Mais leves, frescos e com todo o potencial gastronómico.

 

publicado por momenta às 13:25
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Segunda-feira, 24 de Agosto de 2015

Casa Senhorial do Reguengo e Coelho panado

 Senhorial Reguengo EB_Vinho.JPG

O almoço seria coelho, carne que normalmente aproveito para ligar com tintos mais encorpados e taninosos. No entanto, estou no trimestre de verdes e espumantes, portanto, lembrei-me do espumante tinto extra bruto da Casa Senhorial do Requengo que estava a aguardar o momento certo para ser comprado.  É um dos melhores produtores de espumantes na região dos Vinhos Verdes e este tinto um ex-libris da casa (cerca de €12,50, na Garrafeira Vinho e Prazeres).

Revelou-se um belo espumante. A cor era rubi muito concentrada, opaca, a remeter-nos de imediato para a casta vinhão, rainha dos tintos da região. O nariz mostrou-se mais contido, mas na boca o vinho mostrou toda a sua qualidade. Sensação de volume, cremosidade e uma acidez em equilíbrio perfeito, que conferiu uma frescura exemplar. Muito bom, gostei muito, a reforçar o meu gosto crescente por espumantes tintos. São uma opção gastronómica muito interessante, pela versatilidade, alguma consensualidade entre as pessoas com quem partilho estes momentos e efeito de leveza no estômago que o espumante consegue.

Senhorial Reguengo EB_Prato.JPG

A harmonização foi muito boa, com destaque para a boa ligação entre a cremosidade do espumante e a suavidade da carne do coelho. Já ao nível de sabores o vinho estava um pouco mais forte do que o prato. Globalmente foi muito bem conseguida, os espumante são de uma versatilidade (repito...) magnífica.

publicado por momenta às 13:31
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