Este blog é a materialização de duas necessidades humanas: expressar o que nos passa pela cabeça e guardar para consulta futura. Não possuo formação específica sobre as matérias abordadas, logo, este blog é apenas um espaço aberto de opinião.

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Segunda-feira, 28 de Julho de 2014

Quinta Roques Encruzado : Tira-me do sério

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Adoro este vinho, tira-me do sério. Provei-o no Natal 2013 e gostei muito. Num almoço de familia voltou a mesa e foi uma confirmaçao exponenciada.

Em termos de degustaçao, o vinho mantém o lado mais frutado do Encruzado (fruta branca, amarela), com ligeiro fumado de barrica. Com bom corpo, excelente frescura e belo final, tem uma presença de boca irresistível. O seu perfil seco pede comida a acompanhar. Este arroz de tamboril harmonizou muito bem, embora a concentração do vinho se tenha sobreposto um pouco no palato.

Excelente, custa cerca de 12,00, Garrafeira Vinho e Prazeres.

publicado por momenta às 15:03
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Domingo, 27 de Julho de 2014

Cadão Reserva - tinto 2008

Que bela relação qualidade preço. Por menos de €5,00 temos carácter Duriense, bom corpo, tudo polido, saboroso, muito apelativo.

 

publicado por momenta às 20:37
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Quarta-feira, 16 de Julho de 2014

Misterio Chardonnay - branco 2012

  Vinho Misterio
Tipo / Ano Branco 2012
Castas Chardonnay
Região Argentina
Produtor Finca Flichman
 
Opinião Muito bom
Data Prova julho 2014
Preço PVP €5,99

 

A presença da Sogrape na Argentina chama-se Finca Flichman, empresa responsável por este Chardonnay que me agradou muito. Um vinho apelativo, com aromas bem agradáveis, que lembram a casta, com o lado frutado a mostrar-se na fruta branca/amarela e tropical ligeiro, ao que se soma um toque fumado. A boca é o seu forte, com um bom corpo, textura cremosa, equilíbrio e frescura qb. O final é médio, mas persistente. Atenção à temperatura, saiu do frigorífico para a mesa sem qualquer apoio adicional para refrigerar, não é vinho para beber a 4º. Mas não foram apenas as caraterísticas próprias do vinho a contribuírem para uma opinião muito positiva. Acompanhou um sushi com um sucesso que me surpreendeu. Vinho e comida conviveram muito bem na boca, especialmente devido às texturas. O corpo e a cremosidade do vinho aliaram-se bem à textura do prato e os sabores equilibraram-se, sem sobreposições ou cada um a manifestar-se por si. Gostei e ficou uma opção a repetir com sushi e experimentar com outros pratos.

Como vou recordar este vinho: Um vinho muito bem feito, com uma presença de boca que vai de encontro ao meu gosto pessoal e fez uma belíssima harmonização com sushi. A repetir e recomendar.

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publicado por momenta às 13:36
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Sexta-feira, 11 de Julho de 2014

Alan Hooper & John Potter - Liderança Inteligente, Criar Paixão pela Mudança

 

 

Este livro chegou às minhas mão numa ação de formação proporcionada pela empresa. Lá veio a habitual pasta, os inúmeros slides, artigos e outros conteúdos programáticos associados. O destino mais habitual, reconheça-se, é um sossegado e quase eterno descanso num armário ou numa prateleira (seja em casa ou no escritório). Mas a questão da liderança interessa-me e nesta fase em que estou a reorganizar as minhas rotinas para regressar às leituras regulares, pretendo ter espaço para livros técnicos, de gestão ou liderança. A temática é incontornável no contexto da civilização, pelo menos, Ocidental, nos últimos 30 anos (digamos que a década de 80 foi o início da aceleração). Este livro aborda dois aspetos indissociáveis para se garantir o sucesso: mudança e liderança, em particular a importância da segunda para vencermos o desafio da primeira.

Uma característica em que o livro se destacou foi a organização. O desenvolvimento da mensagem tem uma sequência lógica e fluida, conseguimos perceber de forma muito fácil a ligação entre os diversos tópicos desenvolvidos. Por outro lado, cada capítulo inicia com os objetivos do mesmo e fecha com um pequeno resumo do que se tratou, o que ajuda imenso a consolidar os conceitos. A abordagem é algo académica, com preocupação nas questões das fontes, definição dos conceitos, etc, sem que se torne maçador. Dado serem Britânicos, muita matéria base vem da realidade do Reino Unido. Quem se interessar pela temática vai gostar certamente.

Os conteúdos principais passam por ideias como a origem da mudança, os agentes da mudança, o papel do líder, características dos líderes que geriram a mudança com sucesso, a evolução dos conceitos sobre liderança ou o fator humano como o que faz a diferença.

Não é objetivo deste post fazer um resumo do livro, mas sim registar as minhas impressões sobre o mesmo. Gostei muito de o ler (com alguns momentos, imagine-se, empolgantes) e, mais importante, retirei diversas ideias para aplicar no dia a dia. Penso que os autores pouco mais pedem a um leitor comum: que aprecie o livro e retire ensinamentos para aplicação prática.

Em jeito de conclusão, reforço a organização global, os conceitos interessantes e a aplicação prática. Este livro foi publicado pela primeira vez em 2000 e, pelo menos em Portugal, ainda tem muito para ensinar às nossas organizações. Significa isto que a mudança continua a ser uma realidade e que, digo eu, a nossa cultura dominante, ao nível do trabalho, ainda não absorveu fatores que determinaram o sucesso noutros cantos do mundo.

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Quarta-feira, 2 de Julho de 2014

Jantar "p'ró mundial"

 

 

Coisas da vida... A família aumenta e o que exige de nós acompanha. Resultado: segundo post consecutivo sobre vinho com enquadramento familiar. Parece que conciliar desta forma pode ser uma alternativa. Há que usar imaginação e jogo de cintura.

Com descendência entusiástica pela bola, a inevitável caderneta foi motivo para nos juntarmos com um casal de amigos que está a partilhar esta coisa de colecionar cromos. A convidada gosta de brancos e o convidado de tintos do Alentejo. Espreita-se a amostra de garrafeira que se consegue ter e, tal coelho da cartola, saltam 2 garrafas: Dona Berta Creoula Reserva branco e Monte da Raposinha (saiu com uma edição da Revista de Vinhos). Ambos estiveram à altura do acontecimento, os convivas gostaram e contribuíram para um serão com boa disposição (nota: este evento ocorreu antes da desilusão de junho 2014). O Dona Berta caracterizou-se por um perfil aromático relativamente discreto, com a mineralidade e algum fumo a destacarem-se. Na boca mostrou a acidez típica do Douro, por vezes com notas mais amargas, um corpo interessante e uma textura suave, a começar a mostrar cremosidade. Qualidade elevada para um vinho de gama alta. O Monte da Raposinha mostrou-se também em muito bom nível, conseguindo um equilíbrio que se destacou. Alia intensidade aromática, frescura, textura suave e prazer na prova: um vinho muito bem conseguido.

Enfim, não foi noite de grandes análises e dissecações dos vinhos, mas sim de usufruir deles da forma para que foram elaborados - enriquecer a refeição e o momento de convívio - o que conseguiram. Felizmente, na questão desportiva, a esperança ainda tinha lugar no nosso espírito e não prejudicou o momento.

publicado por momenta às 18:16
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Quinta-feira, 12 de Junho de 2014

Escolha de um branco para o verão

 

 

Há situações em que somos forçados a engolir em seco, encaixar um soco no estômago sem ripostar, face à forma como somos apanhados. Pois é, certo dia estava a minha cara metade com vontade de beber um “branco fresquinho” e deparo-me com a garrafeira desprovida de vinhos com tal perfil. Sai então a frase curta... cortante... cirúrgica: aqui em casa nunca falta vinho, mas para mim não compras. KO!

Bem, mãos à obra para escolher um vinho para o verão. Dado o gosto pelo perfil mais docinho, lembrei-me da região de Setúbal e dos seus moscatéis. Do hiper lá trouxe o bem conhecido, reconhecido e consensual JP e um vinho que me agradou no ano passado Casal do Cerrado.

Deu-se início ao comparativo para uma primeira escolha. No JP, o moscatel é mais notório, não só no perfume, mas também na acidez, no corpo e numa textura mais gorda. O Casal do Cerrado parece ter uma percentagem maior de Fernão Pires ou a vinificação terá alguma nuance, já que mostra um caráter mais frutado, acidez menos vincada e é um pouco mais magro. A preferência recaiu sobre o Casal do Cerrado, penso que por causa da acidez menos vincada, que equilibra um pouco mais e torna-o menos seco.

Posteriormente, ainda houve uma terceira prova que destronou ambos os vinhos de Setúbal: Adega de Vila Real Colheita: fresco, frutado, equilibrado, fácil e consensual, acabou por ser a escolha. Claro que havia muito mais por onde escolher, mas por aqui se ficou e lá reparei a falha. Estão de parabéns os 3 produtores pelas boas opções que disponibilizam aos consumidores; esta escolha foi por gosto pessoal.

Em casa de ferreiro...

 

publicado por momenta às 08:21
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Quarta-feira, 11 de Junho de 2014

Sagrado - branco 2012

 
Vinho Sagrado
Tipo / Ano Branco 2012
Castas Rabigato, Gouveio, Viosinho e Códega Larinho
Região Douro
Produtor Quinta do Sagrado
 
Opinião Muito bom
Data Prova junho 2014
Preço Cerca de €8,00

 

Gostei muito deste vinho. Aparenta alguma evolução, pela cor amarela e os aromas complexos e intensos, mas tem uma acidez vincada que equilibra tudo. Na boca a frescura domina, acompanhada pela perceção de um corpo médio, o final é médio com boa persistência. Estas caraterísticas apontam-no como melhor companhia para pratos de tacho e forno do que para refeições mais leves. Abri-o para acompanhar uma raia “à espanhola” e esteve muito bem: a frescura suportou o prato e a concentração os molho e tempero. Vinho e comida entenderam-se e harmonizaram bem. Ainda sobrou um pouco para uma massa singela com atum e cogumelos e aí já falaram linguagens diferentes, cada uma para seu lado no palato, sem harmonia.

Um vinho que tem muito a ver com o meu gosto pessoal.

Como vou recordar este vinho: Complexo e fresco, ótimo para quem aprecia os aromas do vinho. Gastronómico, pede peixes mais trabalhados e não ficará mal com carne. Um todo o terreno. Vai ficar na memória.

publicado por momenta às 19:04
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Quinta-feira, 15 de Maio de 2014

O Silmarillion - J R R Tolkien

É aqui que tudo começa, este livro é o génesis deste universo criado por Tolkien. Diz-nos como foi criada a Terra Média e os povos que conhecemos na saga O Senhor dos Anéis (elfos, homens, anões, etc...). O livro não é estruturado num único relato, antes pode ser dividido em 5, sendo a quenta silmarillion o prato forte. Podemos começar por ler como Eru Illuvatar criou o mundo; conhecer os Valar, Maias e seus inimigos; viver as emoções da primeira era do mundo, com o apogeu da presença dos elfos na terra média e as terríveis ações de Melkor, tudo associado aos Silmarils forjados por Faenor; a ascensão e queda da casa dos Numenoreans; e, finalmente, a história dos anéis do poder e da terceira era, numa versão muito resumida, mas muito informativa.

Estamos na literatura do género fantástico, com aventuras intensas e dramáticas, guerras, os seres habituais, tudo misturado com uma mitologia própria, de insipiração clássica (pelo menos, aparentemente). Não fugimos à tradicional luta do bem contra o mal, em que os protagonistas do lado negro são mais poderosos e só a união dos opositores, em momentos de desespero, consegue vencer. Focando na história principal, decorre em Beleriand, espaço distinto da zona de ação da Terceira Era, num período em que os elfos a ocupavam com diversos reinos. Os anões já existiam, mas restritos às suas adoradas montanhas e os homens apenas aparecem durante história. Se em O Senhor do Anéis contactamos com os elfos de Rivendel (residência de Elrond) e a Dama Galadriel e os seus elfos da floresta, numa versão charmosa e um pouco transcendental, aqui vemos um povo também com tentações materiais, lutas de poder, traição e grandes convulsões. Todos os acontecimentos aparecem associados à demanda das jóias chamadas silmarils, forjadas pelo elfo Faenor e usurpadas por Melkor, senhor de Sauron, denominado pelo primeiro como Morgoth. A partir desse momento, Fenor e toda a sua descendência viveu com o único objetivo de os recuperar.

O livro trata de grandes acontecimentos, portanto, acaba por não ter espaço para as descrições longas e detalhadas de espaços e guerras. Nisto se distingue da famosa trilogia. Este aspeto apresenta uma consequência curiosa: tem muito “sumo”, quase tudo o que é escrito é importante ou tem impacto no entendimento da ação ou do universo de Tolkien.

Gostei muito e é um livro obrigatório para os apreciadores deste autor e do universo por ele criado. De salientar que, no final, temos como brinde um índice de nomes e notas sobre elementos da língua élfica. Um mimo.

O início da leitura deste livro representou um murro na mesa, já que 2013 e o início de 2014 foi um período muito intenso a nível familiar. Quando decidi que as leituras não podiam continuar paradas e organizei um período de tempo para elas, esta foi a opção para o recomeço. Curiosamente, um livro que tem a ver com o começo, a criação de algo. Coincidências...

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Domingo, 4 de Maio de 2014

Eric Clapton - From the Cradle

E de repente fazemos uma viagem de 20 anos...

Foi aproximadamente nessa altura que a RTP 2 transmitiu as gravações dos ensaios para a tour da altura de Eric Clapton. No anúncios que divulgavam o programa falava-se brevemente da homenagem que o cantor/guitarrista queria prestar a quem inspirou a sua veia blues. Sempre gostei de blues e respeitei Eric Clapton, portanto, preparei o meu vídeo VHS e gravei o programa, amiúde revisitado.

Acabei por encontrar o CD e também o comprei.

Neste difícil 2014 voltei a ele, desta vez de forma mais sofisticada, com o tablet a reproduzir uma versão do youtube. Enfim, 20 anos mudaram o suporte tecnológico, mas não a qualidade do conteúdo e o meu prazer em o ouvir. Excelente.

 

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Terça-feira, 18 de Março de 2014

Muros Antigos - Branco 2012

Depois de 3 meses de inverno rigoroso, os primeiros raios de sol e as temperaturas amenas são um convite irrecusável para respirar um pouco de ar puro e levar a família a almoçar à beira-rio. Num destes sábados soalheiros, o almoço foi no restaurante O Cangalho, local de boa comida tradicional, preços sem exageros, bem como carta de vinhos muito bem escolhida e com preços sensatos (sim, daqueles que convidam a que se beba vinho num restaurante sem nos sentirmos insultados por margens vergonhosas).

Uma das vantagens de estar em Vila do Conde, terra – também - de pesacadores, é que há oportunidade de se comer um peixe fresco. Veio então um robalo com um pouco mais de 2 kgs, que deliciou os 4 comensais adultos. Os prato e dia sugeriam algo fresco e, face à sensatez do preço, a escolha foi para o Muros Antigos 2012, um alvarinho by Anselmo Mendes.

 

 

Em 2013 fui com os meus amigos do 4 Horas à Mesa à Festa do Alvarinho e do Fumeiro, em Melgaço, onde provámos bastantes vinhos desta colheita. No dia, ficámos com uma forte impressão de uma colheita muito marcada pela acidez. É claro que os vinhos não são todos iguais, nem Anselmo Mendes é um produtor igual aos outros e o tempo em garrafa também faz o seu trabalho. O facto é que fiquei encantado com o vinho, uma belíssima frescura equilibrava um corpo interessante, com o lado mais vegetal e ligeiro mineral da casta a dominar um aroma concentrado e um pouco perfumado.

Vários fatores contribuem para que um vinho nos saiba bem e nem todos estão associados às características organoléticas da bebida. Um belo peixe grelhado, um dia primaveril, a companhia da família, tudo contribuiu para um momento muito agradável, em que o vinho deu o seu contributo muito especial para enriquecer o momento. Mais uma vez, esta casta mostra o seu potencial e o produtor a qualidade dos seus produtos. Um brinde a ambos por este Muros Antigos 2012, que ainda poderá ser bebido durante uns anos, e também ao Cangalho, pela forma como o disponibiliza aos seus clientes.

publicado por momenta às 18:38
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Quinta-feira, 6 de Março de 2014

Redoma - tinto 1999

  Vinho Redoma
Tipo / Ano Tinto 1999
Castas  
Região Douro
Produtor Niepoort Vinhos
 
Opinião Muito bom
Data Prova Fevereiro 2014
Preço  

 

O Natal fez juntar-se ao conjunto este Redoma, colheita 1999. O péssimo mês de janeiro não proporcionou o momento certo para a abrir, mas fevereiro arrancou melhor e, em mais um almoço de família, os comparsas destas pérolas evoluídas protagonizaram nova degustação. Estava com alguma ansiedade sobre este vinho, porque mesmo sendo de gama já média/alta, não estava com aquele descanso dos topo de gama. Abri a garrafa, servi uma pequena amostra num copo e vejo uma impressionante cor rubi imaculada: sorriso de orelha a orelha e decantador com ele, não lhe falta força para aguentar a oxigenação violenta. Na prova confirmou a boa forma, ainda com fruta madura nos aromas, um bom corpo e a frescura de uma acidez ainda bem viva. Curiosamente, o almoço estendeu-se e após 3 horas decantado mostrou-se no seu melhor, completamente polido. Uma garrafa que ainda tinha uns anos pela frente. Muito bom, um encanto.

Uma questão importante: afinal, onde comprar estas raridades? Esta veio da confeitaria Marbela, em Esposende.

Como vou recordar este vinho: Um vinho em grande forma, que mostrou ainda ter caminho para andar. Boa surpresa, embora da Niepoort se espere grande qualidade, como foi o caso.

publicado por momenta às 18:33
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Terça-feira, 4 de Março de 2014

Quinta de Roriz - Tinto 1996

 

  Vinho Quinta Roriz
Tipo / Ano Tinto 1996
Castas  
Região Douro
Produtor Quinta de Roriz
   
Opinião Muito bom
Data Prova Janeiro 2014
Preço €32,00, Garrafeira Vinho e Prazeres

 

A garrafa provocava-me a cada visita à garrafeira, mas os €32,00 faziam de travão a uma compra de impulso para satisfazer a curiosidade crescente. As dúvidas sobre o estado do vinho eram relativas, porque, tratando-se de um topo de gama, a probabilidade de resistir à passagem do tempo era acima da média. De qualquer forma, há sempre um risco associado a comprar uma garrafa de uma colheita com 17 anos. Mas não estava sozinho nesta guerra e um familiar que partilha esta paixão juntou-se à causa e dividiu-se fatura e risco.

O dia da abertura finalmente chegou e com ele a primeira decisão importante: decantar ou não? Verti um pouco num copo e primeira boa impressão, uma bela cor rubi, com presença do alaranjado apenas qb; depois, um pouco de líquido na boca, onde ainda mostrava acidez e um corpo aceitável. Resultado: cumpria os critérios, logo, foi decantado para se libertar de tão longa prisão com porta de cortiça. Restou esperar pela hora de colocar os pés debaixo da mesa e usufruir deste néctar. Nariz focado nas especiarias, boca polida, com uma frescura excecional e um final enorme de sabor, elegância e encanto que só o tempo confere aos tintos. O resultado foi brilhante, um momento de puro prazer, com um néctar que não nos inspira um lençol de notas organoléticas, mas antes um momento de degustação marcante, encantador, único.

Como vou recordar este vinho:Bela evolução em garrafa, acidez fora de série. Um grande vinho, uma grande prova.

publicado por momenta às 00:24
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Segunda-feira, 3 de Março de 2014

Restrito - Tinto 2010

  Vinho Restrito
Tipo / Ano Tinto 2010
Castas  
Região Douro
Produtor Restrito Vinhos
 
Aspecto Rubi, ligeiro translúcido
Nariz Bem definido, fruta preta, especiarias
Boca O ataque é fresco. Na boca sentimos um corpo muito interessante, crocante e muito polido; estrutura leve de taninos e boa frescura. O meio de boca á dominado pela sensação de suavidade do corpo. Termina médio, boa persistência.
 
Opinião Muito bom
Data Prova Janeiro 2014
Preço Aprox. €7,00, Garrafeira Vinho e Prazeres

 

Após o grande escolha, o irmão de gama mais baixa também viu chegar a sua hora. Gostei muito deste vinho, embora no inicio tenha dado alguma luta, já que não respirou tempo suficiente antes da refeição inicar. Estava ainda um pouco forte. No entanto, completou a oxigenação no copo e mostrou todas as suas qualidades. Um belo vinho, que se bebe com muito prazer, caracterizado por uma elegância muito apelativa, que nos cativa e faz continuar a beber. É um vinho de que se gosta e ficamos a saber que o voltaremos a comprar. O preço está perfeitamente enquadrado no segmento em que, pessoalmente, coloco o vinho.

Como vou recordar este vinho: Confirma a qualidade do projeto Restrito (especialmente nos tintos). Polido, corpo acima da média, elegante, apelativo, gostei muito e fica como referência para o segmento dos €7,00-€8,00.

publicado por momenta às 11:05
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Quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2014

Preguiça

Confesso: estou dominado por uma certa preguiça para fazer notas de prova de vinhos. É verdade que 2014 iniciou muito intenso, em termos familiares e profissionais, mas não seria correto fugir à verdade nua e crua.

Mas afinal porquê? Por um lado, a intensidade referida tirou-me disponibilidade para fazer as provas com a concentração habitual. Não diminuíram em quantidade, mas o focus é outro. Por outro lado, à medida que nos vamos familiarizando com a temática, começamos a perceber as limitações e standardização das notas de prova, digamos, tradicionais. Nos últimos tempos, comecei a preocupar-me mais com o que diferencia os vinhos que provo. Na verdade, cor, aroma, texturas, frescuras, finais e etc... são caracterizados sempre pelos mesmos epítetos, pelo que, facilmente, vinhos diferentes teriam descrições muito semelhantes. Nesse sentido, procuro terminar os posts com a nota: como vou recordar este vinho?, justamente à procura do que distingue aquele vinho em particular. Mas não é fácil, não é fácil... As notas de prova são uma base muito importante, que nos ajudam a iniciar neste mundo encantador e aditivo da degustação, mas, eventualmente, acabamos por encontrar a nossa própria voz, o que realmente queremos dizer sobre os vinhos, e acabamos por aproveitar apenas parte desse modelo. Se calhar, é mais uma fase de crise existencial vínica do que outra coisa...

Adicionalmente, estou cada vez mais apaixonado por vinhos tintos evoluídos. O mercado carrega-nos de novidades, com muita fruta, frescura e especiarias da barrica, mas as minhas preferências não andam por aí. Para que queremos a boca seca de acidez ou taninos, quando podemos ter polimento; para quê um final com acidez a estalar e “subir pelo nariz”, quando podemos ter persistência de sabores; será preferível os aromas repetitivos de fruta e especiarias ou a finesse e complexidade de um bouquet subtil e misterioso? Claro que os vinhos novos têm o seu lugar na harmonização, em especial com pratos mais fortes e gordos, mas gostar, tirar-me do sério, acontece uns anos após a colheita.

publicado por momenta às 19:42
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Segunda-feira, 13 de Janeiro de 2014

Restrito Grande Escolha - Tinto 2010

  Vinho Restrito Grande Escolha
Tipo / Ano Tinto 2010
Castas Touriga Nacional, Touriga Franca
Região Douro
Produtor Restrito Vinhos
 
Aspecto Rubi
Nariz Perfumado, fruta preta, especiarias
Boca O ataque é suave e fresco. Na boca sentimos corpo médio, boa estrutura de taninos, boa frescura. Final médio, bem persistente, elegante, saboroso, sedutor.
 
Opinião Muito bom
Data Prova Dezembro 2013
Preço €13,50, Garrafeira Vinho e Prazeres

 

Gostei muito do Restrito Grande Escolha. A Touriga Nacional é casta dominante, logo, torna-se fácil para mim gostar do vinho. Mas não fica por aí, temos um vinho sedutor, que nos conquista pela suavidade, frescura e sabor. Parece que se procurou um vinho de qualidade superior, mas com a elegância da Borgonha, o que foi conseguido. Recomendo vivamente, aliás, foi incluído nas inevitáveis prendas de Natal.

Como vou recordar este vinho: Um dos vinhos de 2013, pela versatilidade, qualidade e prazer na degustação. Boa surpresa.

publicado por momenta às 08:39
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