Este blog é a materialização de duas necessidades humanas: expressar o que nos passa pela cabeça e guardar para consulta futura. Não possuo formação específica sobre as matérias abordadas, logo, este blog é apenas um espaço aberto de opinião.

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Quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

Endless River - novo album Pink Floyd

Já anunciado desde julho e só soube hoje, próximo da saída para o mercado. Algo de muito errado se passa para tamanha distração...

 

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publicado por momenta às 18:02
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2014

Sogrape Reserva 1999 e Arroz de Carnes: harmonização excelente

V_Sogrape_Res_T_99

 A paixão por vinhos tintos com anos de evolução lá se vai alimentado de novas provas, que se limitam a confirmar que este estilo está muito mais próximo do meu gosto pessoal. Não significa que só gosto de vinhos com o seu tempo de garrafa ou só vou passar a beber deste tipo de vinhos, porque cada vinho tem o seu lugar e a comida também manda no vinho que se vai beber. Neste caso, temos uma garrafa num ponto de evolução, quem sabe, perfeito. Cor rubi já com as primeiras notas acastanhadas, aromas muito limpos de especiarias e fruta madura em segundo plano, na boca super polido, fresco e elegante, já sem sombra de taninos e o melhor dos bons vinhos evoluídos: um final enorme, que enche a boca e ainda deixa marca na garanta. Em excelente forma, bebê-lo foi um grande prazer.

Harmonização: A escolha foi determinada pelo prato: um arroz de carnes. É um prato de sabores leves, com carnes cozidas e arroz cozinhado na água daquelas, com uma passagem no forno para dar o toque final. Pensei num vinho elegante, polido, quase sumarento, e delicado para não se sobrepor ao prato; ora, este perfil era de um vinho evoluído, portanto, fui à procura de um Dão. O resultado superou as expetativas, esperava uma boa harmonização, correta, agradável; mas a verdade é que foi empolgante, o palato pedia mais, sempre mais. O diálogo vinho/comida foi de um equilíbrio perfeito sem sobreposições, antes complementar. Ficou na memória.

Como vou recordar este vinho: Um vinho em grande forma, que participou numa harmonização excelente. Resultado: um grande almoço em família. O homem de família e o enófilo tiveram um momento fantástico.

 

Vinho Sogrape Reserva Produtor Sogrape Vinhos
Tipo / Ano Tinto 1999 Opinião Muito bom
Castas   Data Prova Setembro 2014
Região Dão Preço €9,70 Garrafeira Tio Pepe

 

publicado por momenta às 19:00
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Terça-feira, 7 de Outubro de 2014

Sagrado Rosé e feijoada - harmonização a repetir

V_Sagrado_R_13

Após provar os muito bons tinto e branco da Quinta do Sagrado (entradas de gama, note-se), faltava o rosado. Este também se mostrou muito agradável, com a sua cor salmonada, aromas com sugestões frutadas e especiadas, fresco, com algum corpo, secura e textura glicérica. Um vinho versátil, fica sempre bem com entradas ou com pratos mais elaborados.

Harmonização: O desafio era uma feijoada e não estava muito convencido com os tintos. Já tinha ouvido uns rumores sobre rosés e decidi fazer o meu teste.  Fiquei convencido. Embora se associe feijoada a um prato forte, na harmonização não o é. As carnes são cortadas em pedaços pequenos e acaba por ser o feijão o elemento dominante. O feijão tem sabor de intensidade média, portanto, acaba por ser a textura amanteigada a dominar o palato (acompanhado do “molho”, à falta de melhor termos, onde foi cozinhado). Assim, a delicadeza aromática e a textura do vinho conseguiram que tudo fizesse sentido na boca, deixando ainda um toque de frescura no final. Muito bom, a repetir.

Sagrado_Feijoada

Como vou recordar este vinho: Destacou-se pelo potencial gastronómico do seu corpo texturado, sem deixar de se mostrar muito agradável. Gostei.

 

Vinho Sagrado Produtor Quinta do Sagrado
Tipo / Ano Rosé 2013 Opinião Bom
Castas   Data Prova Setembro 2014
Região Douro Preço €7,80 Garrafeira Vinho e Prazeres
publicado por momenta às 19:05
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Sexta-feira, 3 de Outubro de 2014

Quinta do Boição Reserva - Branco 2012

V_Boicao_Br_12

Varietal de arinto com origem na região onde se exprime na sua plenitude. Vinho que volta a sair com a Revista de Vinhos e que apresenta um perfil diferente. Lembro-me que a versão 2010 apresentava o lado tropical conjugado com fumados da passagem por madeira, enquanto que este 2012 mostrou-se mais complexo, com mais notas balsâmicas, como se apresentasse um pouco mais de evolução oxidativa. Mantém-se muito bom, muito agradável, com presença gorda e texturada na boca, a boa frescura esperada e um final longo.

Harmonização: Curiosamente, escolhi-o para acompanhar um frango no churrasco, para ligar os fumados do vinho e que o carvão confere à dita ave. Bom, saiu um pouco ao lado, porque, como já se viu, o perfil não estava como esperava.

Como vou recordar este vinho: Vinho muito bom, muito agradável na boca, com perfil mais evoluído.

 

Vinho Quinta do Boição Reserva Produtor Quinta do Boição
Tipo / Ano Branco 2012 Opinião Muito bom
Castas Arinto Data Prova Setembro 2014
Região Bucelas Preço €6,00 com a Revista de Vinhos

 

publicado por momenta às 19:01
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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2014

Ninfa Sauvignon Blanc - Branco 2013

V_Ninfa_Br_13

Estamos perante um vinho muito bem conseguido, que se bebe com muito prazer. No perfil é o lado limonado que predomina, acompanhado de um volume de boca acima da média e boa frescura. Tudo isto leva a um vinho gastronómico, tanto por sabores como por textura, muito agradável, que apetece mais enquanto houver na garrafa. Servido num jantar com uma convidada apreciadora de vinhos brancos, foi um sucesso.

Como vou recordar este vinho: Bem feito e muito agradável na prova, é um vinho versátil.

 

Vinho Ninfa Sauvignon Blanc Produtor João M Barbosa
Tipo / Ano Branco 2013 Opinião Muito bom
Castas Sauvignon Blanc Data Prova Setembro 2014
Região Regional Tejo Preço €6,00 com a Revista de Vinhos

 

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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2014

Harmonização vinho e comida: notas organoléticas

2014 já deixou uma marca no meu percurso enófilo. Depois de 4 anos mais focado na caracterização dos vinhos que provava e nos primeiros passos na aprendizagem sobre este mundo imenso dos vinho (leituras, visitas, provas, conversas, etc...), este é o ano do arranque da harmonização.

Sou, essencialmente, consumidor de fim de semana e sempre à mesa. Até agora, utilizava as orientações genéricas (peixe-brancos, carne-tintos, etc...), mas não sou muito dado a seguir regras que não compreendo ou não consigo confirmar, logo, comecei a fazer os meus testes na procura das combinações vinho/comida que mais me agradam. Não estamos em fase de balanço, mas sim de arranque, portanto, ainda não é altura de aprofundar este aspeto.

A questão a sublinhar é que esta direção fez-me redescobrir as famosas notas organoléticas (essencialmente aromas). Famosas, porque polémicas, porque lemos descrições que mais parecem fruto da imaginação de quem as faz, do que perceções emanadas do nosso apaixonante néctar. Quando tiver 20 anos de provas, talvez me pronuncie sobre estas quase risíveis descrições. Na harmonização, a ligação entre sabores de vinho e comida é um dos aspetos mais importantes e, por esse motivo, a caracterização de um vinho mais cítrico ou mais especiado, mais intenso ou mais delicado, torna-se um fator importante na escolha para uma determinada refeição.

Descortinar mil e um aromas e sabores para brilhar num texto ou conversa é potencialmente vazio de interesse; mas a caracterização organolética e a definição de um perfil é, sem dúvida, um aspeto importante para quem tem sensibilidade para a harmonização vinho/comida.

publicado por momenta às 18:43
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Quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Terras de Monforte e uma harmonização

  Vinho Terras de Monforte Escolha
Tipo / Ano Tinto 2009
Castas  
Região Regional Alentejano
Produtor Herdade do Perdigão
 
Opinião Muito bom
Data Prova Setembro 2014
Preço  

 

Gostei muito deste vinho. De cor rubi, aroma bem marcado pela madeira, boca com corpo generoso, boa frescura, bem estruturado em taninos finos, mas presentes, que conferem secura. Aparecem algumas nuances de fruta madura e especiarias que acompanham até ao bom final. Está em boa forma e promete durar ainda uns bons anos.

 

Harmonização: o almoço seria uma carne guisada, com “acabamento” no forno. Um prato rico, com molho e sabores fortes. A espreitadela à garrafeira originou a opção por este vinho, já que o anunciado estágio de 18 meses em barrica apontava para um vinho potente e estruturado, à altura do prato. Felizmente correspondeu à expetativa e o diálogo com a comida foi harmonioso. Na batalha do palato não houve sobreposições nos sabores, ou seja, nenhum foi apagado pelo outro; nem tão pouco a junção destacou algum aspeto menos agradável. Em pouco tempo tive 2 boas experiências de vinhos potentes e estruturados com carnes acompanhadas por molhos ou ricas e dominantes no palato.

 

 

Como vou recordar este vinho: Um vinho muito bom, madeira a marcar um pouco, com uma harmonização bem conseguida. Fica na memória de 2014.

publicado por momenta às 15:25
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Terça-feira, 9 de Setembro de 2014

Visita à 23ª Feira de Vinhos do Dão

 

 

A edição 2014 da Feira de Vinhos do Dão aconteceu entre 05 e 07 setembro. Tive a felicidade de poder passar lá no sábado, dia em que a chuva ameaçava aparecer a todo o momento, mas não cumpriu a ameaça nas duas horas que lá estive. A viagem foi familiar, portanto, não podia esperar uma sessão muito prolongada; mesmo assim, devo ter visitado perto de uma dezena de produtores e valeu bem a deslocação.

A expetativa era muito clara, ia para o reino das castas Encruzado e Touriga Nacional, duas das minhas favoritas, portanto, tinha tudo para provar muitos vinhos do meu agrado. Não é objetivo deste post detalhar as provas, mas deixar o registo das principais reflexões.

 

 

Espaço: a praça junto ao município de Nelas é um espaço muito agradável, o acesso é fácil e estacionei relativamente perto. Na própria feira tudo está próximo, temos sombras, árvores e alguns bancos para quem se quiser sentar. Transmite uma sensação de conforto e bem estar muito positiva.

 

 

 

 

 

Produtores: vejo o Dão essencialmente como um conjunto de pequenos produtores, muitos dos quais sem dimensão para os grandes canais de distribuição. Esperava ver nomes desconhecidos e o portfolio completo de outros com distribuição parcial. Se os nomes desconhecidos abundaram, a segunda parte aconteceu de forma pontual, porque, naturalmente, os vinhos disponibilizados para prova são os que pretendem vender e partes do portfolio ficam nas prateleiras mais escondidas para dar a provar a alguns ilustres privilegiados (situação recorrente em certames do género).

 

Vinhos: encantei-me com a grande quantidade de varietais de Encruzado e a diversidade no perfil. Provei uns mais frescos, outros mais minerais, outros com barrica e outros mais fechados, muito interessante. No entanto, o encanto de beber um Encruzado coloca-a, sem qualquer dúvida, no top das castas brancas nacionais (a par com o Alvarinho). Em termos de gosto pessoal, vejo-a com grande potencial para vinhos estagiados em madeira, dadas as acidez, complexidade e estrutura que a casta oferece a quem a quiser trabalhar. Simplesmente maravilhado e rendido.

 

 

 

Nos tintos, senti alguma constância no perfil aromático, com variações mais notórias na intensidade. O que mais se destacou foi a distinção entre segmentos. Se a elegância é o traço forte do caráter da região, à medida que avançamos nas gamas dos vinho as perceções na boca mudam de forma notória. A estrutura de taninos é mais notória na gama média e nos topos de gama temos vinhos apaixonantes, encorpados, quase mastigáveis, com texturas aveludadas da perfeita ligação dos diversos componentes. Encontrei os esperados varietais de Touriga Nacional e uma boa surpresa: Alfrocheiro. Desta, provei alguns que se mostraram vinhos ricos e estruturados, embora menos exuberantes nos aromas face à sua vizinha. Esperava mais Jaen, mas acredito que não tenha ido ao sítios certos para esta casta. Em alternativa, podem ter optado por não os apresentar.

 

 

 

Um evento muito bom, num espaço agradável e com bons vinhos, portanto, quem não desejaria voltar? A dimensão média da feira permite visitar todos os produtores numa abordagem sistemática, tipo começar numa ponta e acabar noutra, embora seja aconselhável um dia inteiro para esse objetivo - mas é alcançável. Nos vinhos, prazer na prova e elegância é o que se deve destacar. E com essas características, como é possível não gostar dos vinhos do Dão? Não os colocar nas nossas preferências? Grande desafio para a região: fazer chegar os seus vinhos a outros locais, pelo menos, do país. Mesmo num país em que 40% dos vinhos vendidos sejam Alentejo.

 

 

 

publicado por momenta às 18:27
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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2014

No Poupar é que Está o Ganho - Paulo Ferreira

 

 

Tudo começa por aqui, pelo menos para quem tem recursos financeiros limitados. Para a nossa existência ser viável, as receitas devem ser superiores às despesas; para se conseguir acumular, tem que sobrar.

Este livro tem mais impacto em quem não controla a sua vida financeira. De acordo com o autor e algumas personalidades que recomendam o livro, este grupo não é tão pequeno como isso. Nesse caso, torna-se importante lê-lo, porque apresenta muitas ideias que podem ajudar a equilibrar a vida financeira.

O livro divide-se em 3 partes principais: formas de poupança, como o dinheiro cresce sozinho e a educação financeira. Todas as partes têm interesse e, certamente, algo para nos dar. Pessoalmente, foi o capítulo sobre a educação financeira dos filhos que teve mais impacto. É algo que se faz de forma intuitiva, quando se gere a satisfação dos caprichos ou se explica o valor e a limitação do dinheiro, mas foi muito engraçado ver este tópico desenvolvido e sistematizado. Deu para confirmar que os meus pais me educaram muito bem (também) na questão financeira – e não precisaram de nenhum livro para isso. Também a organização sob a forma de orçamento despertou uma ideias para o futuro.

Não há muito mais a dizer sobre o livro. Em resumo: considero uma leitura útil, porque mesmo as pessoas mais sensibilizadas para o tema podem retirar ideias novas. Reforço que as menos controladoras sentirão muitas luzes a acender por dentro.

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publicado por momenta às 12:51
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Terça-feira, 2 de Setembro de 2014

The Lost Corner - tinto 2010

 

  Vinho The Lost Corner
Tipo / Ano Tinto 2010
Castas  
Região Trás-os-Montes
Produtor Maria Antónia Mascarenhas
 
Opinião Muito bom
Data Prova Agosto 14
Preço Cerca €15,00

 

Primeiro contacto com este The Lost Corner, gama acima do mais conhecido Valle Pradinhos. Rubi ainda com nuances violáceas, aroma intenso, perfil a lembrar o douro, com fruta e especiarias em destaque. Muito bem na boca, com bom corpo, boa estrutura de taninos finos e envolvidos e uma acidez impecável, que confere frescura e equilíbrio ao vinho. Muito gastronómico, tem tudo para ser um sucesso à mesa. Bebi-o com um perú no forno e a harmonização foi ótima: vinho e comida comunicaram bem na boca, sem sobreposições nem antagonismo. Na prova é um vinho entusiasmante, muito agradável nos sabores, fresco e sedutor. Bem conseguido, com preço adequado.

Como vou recordar este vinho: Vinho muito bom, acidez irrepreensível, com harmonização impecável. Preço ajustado para a boa qualidade apresentada. Um vinho que fica na memória.

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publicado por momenta às 13:50
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Terça-feira, 26 de Agosto de 2014

Cabriz Encruzado 2013

  Vinho Cabriz Encruzado
Tipo / Ano Branco 2013
Castas Encruzado
Região Dão
Produtor Dão Sul
 
Opinião Bom
Data Prova Agosto 14
Preço Cerca €7,00 Pingo Doce

 

Já provei algumas colheitas deste vinho da Quinta do Cabriz e sempre se apresentaram em alto nível. Era, no entanto, um vinho de difícil acesso e comprei-o via web na Garrafeira Nacional. Este ano apareceu no Pingo Doce, facto que muito me agradou e o fez entrar no cesto muito rapidamente. Em termos de prova esteve bem, cor citrina carregada, aromas fechados, fresco e muito seco na boca, com toque amargo, final médio. Um perfil um pouco duro, que necessita de comida a acompanhar e talvez algum tempo para limar as arestas. Embora agradável, foi a edição que menos me agradou (das que provei, claro).

Como vou recordar este vinho: Um vinho a acompanhar ano após ano, que teve em 2013 uma edição um pouco abaixo da média.

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Segunda-feira, 18 de Agosto de 2014

CARM Rosé 2013

 
Vinho CARM
Tipo / Ano Rosé 2013
Castas Touriga Nacional
Região Douro
Produtor CARM
 
Opinião Muito bom
Data Prova Agosto 14
Preço Cerca €5,00 Pingo Doce

 

O rosado da CARM é outro vinho que sempre me agradou, mas que não encontrava facilmente. Apareceu no Pingo Doce e foi incluído na seleção de férias 2014 (essencialmente brancos e rosados, dado o peso feminino no grupo e estarmos no verão). Esta edição confirmou-o como um dos meus preferidos. Se verificarmos as características organoléticas, não detetamos pontos que o distingam: cor salmonada, aroma com alguma complexidade, corpo médio, boa frescura, acidez equilibrada e final fresco e saboroso (o que consegue é estar bem em todos os aspetos). O facto é que se destaca no prazer na prova. É um rosado que apetece continuar a beber e versátil, já que podemos contar com ele a solo, entradas ou refeições ligeiras. Muito bem conseguido, recomendo a quem gostar do género. Gostei muito.

Como vou recordar este vinho: Simplesmente um dos meus preferidos, com mais uma edição de qualidade.

 

 

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publicado por momenta às 18:32
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Sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

Pequenos Rebentos Escolha 2013

 
Vinho Pequenos Rebentos Escolha
Tipo / Ano Branco 2013
Castas Trajadura / Alvarinho
Região Vinhos Verdes
Produtor Márcio Lopes
 
Opinião Muito bom
Data Prova julho 2014
Preço PVP inf a €4,00

 

 

Este vinho foi incluído numa seleção para uns dias de férias. Férias significa mais oportunidades para provas e outra disponibilidade de espírito para usufruir dos vinhos. Este vinho vem reforçar o caminho de qualidade que Márcio Lopes tem vindo a percorrer enquanto produtor. Na versão brancos, iniciou com um varietal de alvarinho, mas rapidamente apostou num lote tradicional da região dos vinhos verdes (trajadura/alvarinho). A versão 2013 mostra-se um perfeito vinho para o verão, pelo seu carácter verdadeiramente refrescante. O seu grande mérito é conseguir esta frescura com uma acidez muito equilibrada, ou seja, na prova não domina as sensações transmitidas pelo vinho. De cor citrina fechada, mostra aromas cítricos, com nuances vegetais e frutadas. Bem fresco na boca, corpo médio e acidez bem equilibrada, que contribui para um final médio e persistente. Um sinal importante sobre este vinho é a relação com a temperatura. Se abrirmos ao tirar do frigorífico, nos 4/5 graus, a frescura é mais dominante e ficamos apenas com as notas cítricas; no entanto, se o deixarmos aproximar da temperatura mais adequada (mais próxima dos 10 graus), então os restantes aromas revelam-se, conseguimos percecionar o corpo e a degustação é enriquecida. Um vinho com alma de verão, gostei muito.

Como vou recordar este vinho: Vinho com acidez impecável, saboroso e refrescante, perfeito para o verão.

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Segunda-feira, 28 de Julho de 2014

Quinta Roques Encruzado : Tira-me do sério

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Adoro este vinho, tira-me do sério. Provei-o no Natal 2013 e gostei muito. Num almoço de família voltou a mesa e foi uma confirmação exponenciada.

Em termos de degustação, o vinho mantém o lado mais frutado do Encruzado (fruta branca, amarela), com ligeiro fumado de barrica. Com bom corpo, excelente frescura e belo final, tem uma presença de boca irresistível. O seu perfil seco pede comida a acompanhar. Este arroz de tamboril harmonizou muito bem, embora a concentração do vinho se tenha sobreposto um pouco no palato.

Excelente, custa cerca de 12,00, Garrafeira Vinho e Prazeres.

publicado por momenta às 15:03
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Domingo, 27 de Julho de 2014

Cadão Reserva - tinto 2008

Que bela relação qualidade preço. Por menos de €5,00 temos carácter Duriense, bom corpo, tudo polido, saboroso, muito apelativo.

 

publicado por momenta às 20:37
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