Este blog é a materialização de duas necessidades humanas: expressar o que nos passa pela cabeça e guardar para consulta futura. Não possuo formação específica sobre as matérias abordadas, logo, este blog é apenas um espaço aberto de opinião.

.posts recentes

. Feijoada com Maria de Lou...

. Vincent Gasnier - A Taste...

. Crasto 2010 e um coelho p...

. Relógio de Sol Tinto e Ar...

. Sagrado rosé 2013 e uma f...

. Aguião tinto e coelho pan...

. Orquestra tinto e um arro...

. Sidónio Sousa Super Reser...

. Plainas Vinhão - tinto 20...

. Casa Senhorial do Regueng...

.tags

. todas as tags

.arquivos

. Novembro 2015

. Outubro 2015

. Setembro 2015

. Agosto 2015

. Julho 2015

. Junho 2015

. Maio 2015

. Abril 2015

. Março 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Dezembro 2014

. Novembro 2014

. Outubro 2014

. Setembro 2014

. Agosto 2014

. Julho 2014

. Junho 2014

. Maio 2014

. Março 2014

. Fevereiro 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

. Julho 2013

. Junho 2013

. Maio 2013

. Abril 2013

. Março 2013

. Fevereiro 2013

. Janeiro 2013

. Dezembro 2012

. Novembro 2012

. Outubro 2012

. Setembro 2012

. Agosto 2012

. Julho 2012

. Junho 2012

. Maio 2012

. Abril 2012

. Março 2012

. Fevereiro 2012

. Janeiro 2012

. Dezembro 2011

. Novembro 2011

. Outubro 2011

. Setembro 2011

. Agosto 2011

. Julho 2011

. Junho 2011

. Maio 2011

. Março 2011

Sexta-feira, 20 de Novembro de 2015

Feijoada com Maria de Lourdes Branco

 Maria Lourdes_BR_10.JPG

Um prato que me aparece com muita frequência ao fim de semana é feijoada, neste caso, versão Tripas à Moda do Porto. Normalmente acompanho com vinho rosado com algum corpo, porque gosto da ligação de texturas. Mas a ideia não é ficar agarrado às mesmas harmonizações quando há tantas alternativas para testar. Esta opção era mais ou menos fácil de chegar, porque um branco mais elaborado com alguns anos acaba por suavizar um pouco a frescura da acidez e a textura mostra-se mais. Este Maria de Lourdes 2010 estava lá por casa e correspondia ao perfil, portanto, a rolha saltou e avançou-se com a harmonização.

O vinho estava em belíssima forma. Além de aroma ainda frutado, mas já com mais fruta branca do que tropical, com a ligeira mineralidade do Douro, a frescura na boca mantinha-se presente e equilibrava muito bem a textura mais cremosa do corpo. Termina longo, elegante, guloso, encantador.

Maria Lourdes_prato.JPG

A harmonização correspondeu positivamente. A ligação de texturas funcionou da mesma forma e quando a temperatura subiu um pouco ficou perfeita. Se o vinho estiver demasiado frio, o conjunto vinho e comida acaba por realçar a acidez e perde um pouco a elegância.

publicado por momenta às 18:04
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|
Sexta-feira, 6 de Novembro de 2015

Vincent Gasnier - A Taste For Wine

Este livro foi verdadeiramente a minha primeira viagem pelos vinhos do mundo. Até agora li mais sobre a prova, técnicas e abordagens, mas a forma como o Master Sommelier Vincent Gasnier organiza o livro origina uma abordagem bem diferente. Esse aspeto acabou por ser determinante.

O livro fala-nos de vinho desde a videira até ao palato. Tem informação muito interessante sobre viticultura, vinificação, papel do enólogo, do produtor, etc... Quando chega à parte da prova, o desenvolvimento é efetuado por estilos e perfil de vinho. Assim, separa vinhos leves e fresco, frutados e aromáticos e depois os mais poderosos. Associa cada estilo às castas e regiões mais representativas dos diversos estilos nos diversos países (velho e novo mundo). Percebemos, então, o peso varietal nos vinhos internacionais, em contraposição à nossa tradição de lote. Apreciei especialmente esta estrutura, porque quando procuro harmonizar vinho com comida o perfil é um dos pontos críticos que suportam a decisão. Se o vinho é mais ou menos encorpado, taninoso, estágiado em madeira, perfumado, cítrico, fresco, etc...

Os nossos vinhos também apareceram, com os Vinhos Verdes no capitulo leves e frescos, Douro nos tintos frutados e aromáticos e Bairrada e Dão nos vinhos opulentos e de guarda. Poderei não concordar completamente, mas depende do que o autor provou.

Quando lemos um livro aprendemos sempre algo, neste caso em particular muito do que se faz pelo mundo. A afinidade com a definição de estilos foi a cereja em cima do bolo de uma leitura muito interessante. Um autor que mostrou grande conhecimento e partilhou de uma forma original. Gostei muito.

 

tags:
publicado por momenta às 19:34
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 5 de Novembro de 2015

Crasto 2010 e um coelho panado

V_Crasto_T_10.JPG

O almoço seria coelho panado, o que convidava a escolher um tinto. Estamos perante uma carne com sabor pouco forte, pouco marcado, portanto, tanto poderia pensar num tinto mais poderoso como noutro mais suave. O Crasto 2010 estava há 2/3 anos na cave para polir um pouco, suavizar a acidez e os taninos. Não sendo um vinho de guarda longa, decidi abrir. A cor mostrou um rubi perfeito, bem definido; no nariz encontrei o perfil frutado e floral característico do Douro, numa versão mais madura, mas ainda limpa. Na boca, corpo médio, taninos finos, bem envolvidos, toque de frescura, mas com a acidez já domada. Bom final, agradável, persistente. Ainda poderia ter ficado mais um ano ou dois para o ponto ótimo, mas estava num belo momento e deu muito prazer. Gostei bastante, foi boa opção esperar uns tempos. Para o meu gosto, claro.

V_Crasto_T_10_Prato.JPG

A harmonização foi a esperada, boa ligação, sem sobreposições. No entanto, mesmo com o tempo de descanso, a acidez ainda ficava em destaque no final. Nada que comprometesse o sucesso. Foi mais uma refeição muito agradável em família.

publicado por momenta às 13:28
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 30 de Outubro de 2015

Relógio de Sol Tinto e Arroz de Carnes

Relogio_Sol_Vinho.JPG

Este vinho foi um achado. Estava estacionado na prateleira da Garrafeira Vinho e Prazeres quando decidi pegar nele. Que boa decisão. Um vinho não filtrado, que se mostra totalmente polido, com o lado frutado e floral que tantas vezes encontramos no Vinho do Porto. Um encanto, em especial para quem gosta de vinho mais evoluídos, quando chegam ao ponto de complexidade, polimento nos taninos, integração na acidez, ou seja, elegância, finesse, sedução, encanto. Eu adoro este perfil. E foi assim que tratei de açambarcar as garrafas que ainda lá estavam, até que, com esta, cheguei ao fim do stock.

Relogio_Sol_Prato.JPG

A harmonização foi com uma arroz de carnes, que, em experiências anteriores, mostrou a melhor liação com este perfil. Assim, repetiu-se a ligação e o respetivo sucesso. Não há dúvida que quando vinho e comida "encaixam" na boca, o prazer de uma refeição sai muito, muito reforçado.

 

publicado por momenta às 18:14
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 25 de Setembro de 2015

Sagrado rosé 2013 e uma feijoada

Sagrado_R_13_vinho.JPG

Uma prova com uma história. O almoço de um destes domingos foi em família, como tantos outros, mas com um objetivo bem específico: falar um pouco de desenvolvimento pessoal, em particular de um conceito de Robin Sharma, Hoy Hour. Ou seja, pretendia-se falar deste conceito, o que foi o pretexto perfeito para se organizar um almoço. O anfitrião anunciou uma feijoada (de feijão branco) portanto, tratei de preparar um rosé, a minha harmonização preferida no momento. Das várias experiências, o rosado da Quinta do Sagrado foi uma das melhores, portanto, repeti. Cor rosa, aromas com alguma complexidade, em que uma ligeira especiaria aparece a dar um caráter diferente. Na boca fresco, claro, corpo médio e textura com alguma untuosidade. Final fresco e elegante.

Sagrado_R_13_prato.JPG

Gosto da ligação de alguns rosados com este prato pela ligação de texturas. Um rosado mais alcoólico, encorpado, mostra uma untuosidade que liga muito bem com o feijão e o molho. Se a acidez estiver domada, a harmonia fica ainda melhor, ou seja, quando o conjunto realça a acidez, a harmonização não é tão feliz. Estou a escrever e a lembrar-me de um ou 2 brancos que tenho em casa que também podem funcionar muito bem. Os 14º deste Sagrado e uma temperatura correta (não demasiado fresca) são, certamente, fatores importantes no sucesso.

publicado por momenta às 19:51
link do post | comentar | favorito
|
Quarta-feira, 23 de Setembro de 2015

Aguião tinto e coelho panado

Aguiao_14_vinho.JPGAlmoço de sábado com coelho e dia de calor. Repetiu-se o perfil da semana anterior, ou seja, um verde tinto. Tinto para carne rica do coelho e verde pela sua frescura e vantagem de o podermos refrescar.

 O tinto Aguião é um varietal da mais utilizada casta tinta na região: vinhão (no Douro é conhecida por sousão) e um dos mais reconhecidos e aclamados verdes tintos. A verdade é que quando o bebemos sentimos alguma diferença face à grande maioria dos seus pares. Os aromas são os da casta, mas, além das notas de lagar, não se mostrou muito frutado, mas mais complexo e com alguma especiaria a espreitar. Corpo médio, mas bem estruturado, com taninos bem presentes e muito ligeira aresta. O seu ponto forte é o equilíbrio ácido. É super fresco na boca, mas a acidez está envolvida com os restantes componentes, não sobressai, é mais um elemento do conjunto. Final elegante, equilibrado, prazeroso. Muito bom, gostei muito.

Aguiao_14_prato.JPG

A harmonização foi impecável. Uma convivência harmoniosa entre vinho e comida na boca, sem preponderância de um ou outro até ao final. Equilíbrio e sabor = prazer. Belo momento de degustação.

publicado por momenta às 13:26
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 18 de Setembro de 2015

Orquestra tinto e um arroz de pato

Orquestra_T_08_Vinho.JPG

Anunciava-se um jantar de família com arroz de pato. Este prato não tem sabor muito forte e tanto a textura da carne como a do arroz cozinhado na calda do pato é mole. A minha preferência atual vai para uma harmonização com vinhos tintos velhos/evoluídos. Dado ser dia de semana, não tinha tempo para preparar um vinho desse perfil, portanto, recorri ao que estava mais à mão e este 2008 era a melhor opção disponível (saiu há uns meses com a Revista de Vinhos).

Gostei muito do vinho, com fruta bem definida no aroma e boca com sensação de volume e taninos bem finos e integrados. Saboroso, ligeiro docinho, muito agradável na boca, ficamos com o palato a pedir mais. No final ainda temos um pouco de acidez a mostrar-se. Muito bom.

Orquestra_T_08_Prato.JPG

Em termos de harmonização cumpriu. Ligou bem na boca, mas no final (retronasal) a acidez saía realçada (por vezes fazia aquela subida ao nariz...), que impediu sucesso total. Mais uma vez, a ideia de um tinto mais velho ficou reforçada. Mas ainda vou experimentar com um branco encorpado e com alguns anos, tenho a impressão de que também vai correr bem.

publicado por momenta às 13:34
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 11 de Setembro de 2015

Sidónio Sousa Super Reserva e Leitão

Sidonio_Esp_T.JPGEra um dia especial, festa de aniversário. Tive o privilégio de chegar, sentar e degustar, em articulação com o anfitrião e parceiro enófilo. Para o leitão, preferência da aniversariante, o espumante é companhia tradicional, desta vez na versão tinta.

O eleito foi o espumante tinto de Sidónio de Sousa, produtor bairradina, terra de grandes espumantes e não menos famosos leitões. Um varietal de Baga mostra rapidamente as suas características. Temos cor rubi muito concentrada, já com ligeiro alaranjado, aromas ainda com fruta, mas com o lado especiado e terroso a mostrar-se. Mousse na boca, frescura, equiíbrio, sabor, tudo bem. Em boa forma, gostei muito.

Sidonio_Esp_T_Leitao.JPG

A harmonização é um clássico, para a gordura do leitão escolhe-se a acidez do espumante. Há clássicos aos quais não precisamos de acrescentar nada.

publicado por momenta às 13:21
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 1 de Setembro de 2015

Plainas Vinhão - tinto 2014

Plainas_T_14.JPGPlainas é um vinho produzido em Atei, Modim de Basto, na região dos vinhos verdes, mas bem ao lado do alvão, ou seja, na fronteria com Trás os Montes. Bebi a edição mais recente do seu tinto e foi um ótimo momento de degustação. O vinho mostra as características habituais da região e da casta. Aroma com boa intensidade, perfil vegetal e com notas de lagar no início, mas, com o arejamento, mostrou o seu lado mais frutado. Na boca a intensidade dá-lhe sensação de volume, mostra estrutura constituída por taninos finos e redondos, bem como uma ótima frescura em equilíbrio ácido perfeito. Termina médio e muito prazeroso. Fiquei com duas sensações bem fortes após a prova. Primeiro, temos tintos dos Vinhos Verdes que devem ser abordados da mesma forma que os tintos das outras regiões (despir preconceitos); segundo,  o equilíbrio que encontrei entre acidez e taninos fez-me pensar em potencial de evolução e fiquei muito curioso sobre como estará este vinho daqui a 2 e 4 anos.

Plainas_T_14_prato.JPGA harmonização seria com uma carne estufada e terminada no forno, portanto, um tinto seria o ideal. Como decorre o mês de agosto e uns dias de calor, bem como o trimestre de verdes e espumantes, lembrei-me de tentar um verde tinto. E foi um sucesso. O vinho tinha intensidade e estrutura para a carne, portanto, harmonizou como outro tinto de gama média. Acresce a vantagem de o bebermos refrescado, portanto, não temos a sensação de peso que alguns tintos provocam no verão.

Quem gosta de tintos e sente que o calor retira algum prazer cá está a alternativa: tintos da região dos vinhos verdes. Mais leves, frescos e com todo o potencial gastronómico.

 

publicado por momenta às 13:25
link do post | comentar | favorito
|
Segunda-feira, 24 de Agosto de 2015

Casa Senhorial do Reguengo e Coelho panado

 Senhorial Reguengo EB_Vinho.JPG

O almoço seria coelho, carne que normalmente aproveito para ligar com tintos mais encorpados e taninosos. No entanto, estou no trimestre de verdes e espumantes, portanto, lembrei-me do espumante tinto extra bruto da Casa Senhorial do Requengo que estava a aguardar o momento certo para ser comprado.  É um dos melhores produtores de espumantes na região dos Vinhos Verdes e este tinto um ex-libris da casa (cerca de €12,50, na Garrafeira Vinho e Prazeres).

Revelou-se um belo espumante. A cor era rubi muito concentrada, opaca, a remeter-nos de imediato para a casta vinhão, rainha dos tintos da região. O nariz mostrou-se mais contido, mas na boca o vinho mostrou toda a sua qualidade. Sensação de volume, cremosidade e uma acidez em equilíbrio perfeito, que conferiu uma frescura exemplar. Muito bom, gostei muito, a reforçar o meu gosto crescente por espumantes tintos. São uma opção gastronómica muito interessante, pela versatilidade, alguma consensualidade entre as pessoas com quem partilho estes momentos e efeito de leveza no estômago que o espumante consegue.

Senhorial Reguengo EB_Prato.JPG

A harmonização foi muito boa, com destaque para a boa ligação entre a cremosidade do espumante e a suavidade da carne do coelho. Já ao nível de sabores o vinho estava um pouco mais forte do que o prato. Globalmente foi muito bem conseguida, os espumante são de uma versatilidade (repito...) magnífica.

publicado por momenta às 13:31
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 21 de Agosto de 2015

Quinta do Gradil Reserva Tinto e uma costelinha

Gradil_Reserva.JPG

Almoço de família ao fim de semana é oportunidade para provar algo novo e praticar as harmonizações. Nada de muito complicado, umas costelinhas de take away grelhadas em forno elétrico. Embora a carne de porco possa sair um algo seca, a parte da costela tem um pouco mais de gordura; por outro lado, são bocados pequenos que comemos aos poucos. Assim, pensei num perfil de tinto fresco e não muito encorpado. A primeira opção foi verde tinto, mas não tinha nenhum em casa nem tempo para comprar e refrescar. O que estava em casa era este Gradil Reserva 2010, que saiu com a Revista de Vinhos de julho. A região de Lisboa apresenta, sem dúvida, frescura e os tintos que conheço não são pesados. Sendo assim, avançou.

Cor muito intensa, determinada pela presença de castas tintureiras como Syrah e Alicante Bouschet certamente, aromas dominados por um perfil mais torrado e fruta preta. Boa frescura equilibrada na boca, corpo médio, taninos finos e com final médio e persistência via acidez. Gostei.

Costelinha_Gradil.JPG

A harmonização foi um sucesso, já que vinho e comida conviveram muito bem na boca. Apenas no final a acidez marcou um pouco. Mas num vinho jovem...

publicado por momenta às 17:25
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 18 de Agosto de 2015

Robin Sharma - O Monge que Vendeu o Seu Ferrari

RSharma_Monge.JPG

O autor deste livro, Robin Sharma, teve uma influência muito forte em mim nos últimos tempos. Comecei por contactar com o seu trabalho através de posts no facebook, depois inscrevi-me na mailing list e percorri os seus vídeos no You Tube. Recolhi uma série de ideias e práticas para melhorar a nossa vida que me ajudaram imenso. Com naturalidade comprei o livro que foi o seu primeiro grande sucesso, inspirado na transformação que o autor operou na sua própria vida.

Este é um livro de desenvolvimento pessoal, portanto, contactamos com um conjunto de princípios e táticas que têm como objetivo levar-nos a uma vida feliz e realizada. Continuo fascinado pela forma pragmática com que o tema é abordado. Nós, Latinos, somos mais emotivos do que os Anglo-Saxónicos, portanto, gerir a felicidade é algo ligado a emoções, sentimentos, aspetos abstratos. No entanto, principalmente do outro lado do Atlântico, a felicidade atinge-se através de um processo de gestão quase empresarial. Temos a nossa visão (o nosso sonho) e estabelecemos um percurso de pequenos passos, com objetivos parciais que nos levem à concretização. Paciência, determinação, foco, simplicidade, são alguns dos aspetos mais importantes para conseguirmos.

Assim, neste livro, Robin Sharma cria o personagem de um advogado viciado em trabalho, exemplo idolatrado de sucesso profissional, que após um ataque cardíaco em plena sala de tribunal repensa toda a sua vida. Vende os seu bens materiais, viaja para o Oriente e aprende um conjunto de ensinamentos milenares num mosteiro isolado em plenos Himalaias. Regressa, depois, a Nova Iorque para transmitir todo esse conhecimento. O livro não é mais do que o relato de toda essa sabedoria, o que inclui a filosofia e as ações a desenvolver para a implementar.

É um livro muito interessante, mais adequado para quem gosta desta temática do desenvolvimento pessoal, mas facilmente adotado por quem goste de pensar. Porque é isso que ele provoca: faz-nos pensar na nossa vida, se tomámos as opções corretas e como devemos desenhar o nosso futuro. Gostei muito. Li no período de férias, portanto, contribuiu para manter o cérebro ativo em termos de reflexão.

Qualquer pessoa encontrará motivos para apreciar o livro e retirar proveitos do tempo dedicado à sua leitura. Muitos anos passaram desde que foi escrito, portanto, acompanhar o trabalho do autor via redes sociais, blog ou You Tube é uma forma de contactar com as suas ideias mais recentes.

 

Original: The Monk Who Sold His Ferrari

Editora: HarperCollins Publishers, Ltd 1997.

tags:
publicado por momenta às 13:22
link do post | comentar | favorito
|
Terça-feira, 21 de Julho de 2015

Mikhail Bulgakov - Margarida e o Mestre

Margarida e o Mestre.JPG

Posso iniciar por um enorme elogio ao livro: é possível falar sobre ele apenas numa frase e dizer tudo. Isto acontece quando estamos perante um nível tal de qualidade que se consegue a “simplicidade”. Não vou reduzir a uma frase, mas pouco mais acrescentarei.

Mikhail Bulgakov burilou um romance que nos remete para o género fantástico, já que nos conta a passagem do diabo pela Moscovo Soviética (intercalado com passagens em Jerusalém). No meio dos acontecimentos paranormais que satã e o seu séquito provocam na cidade percebemos uma mensagem ético-moral sobre o caráter humano, bem como uma fina ironia da burocrática, opressiva e detratora sociedade da altura. Há, no entanto, vitórias pela positiva: o longo e profundo arrependimento, bem como o amor arrebatador que faz tudo pela pessoa amada.

Se o conteúdo está lá, também a técnica é superior. O autor consegue agarrar o leitor e conduzi-lo numa leitura frenética e viciante até final, com uma consistência rítmica assinalável.

Naturalmente, este não é um espaço de crítica literária, apenas de sensações na ótica do leitor. Nesse aspeto, o que tenho a dizer é que adorei ler esta obra. É, sem dúvida, um grande romance, escolhido com todo o mérito para a coleção Mil Folhas, do jornal Público.

 

tags:
publicado por momenta às 19:44
link do post | comentar | favorito
|
Quinta-feira, 11 de Junho de 2015

Ken Blanchard - Um nível superior de liderança

Ken Blanchard_Lideranca.jpg

A sequência prevista dos temas determinava que o livro seguinte seria ligado à gestão. Ainda tinha um livro de uma formação por ler, portanto, não foi difícil decidir. O resultado foi uma leitura entusiasmante, cheia de ideias com as quais me identifiquei.

O autor, Ken Blanchard, está há décadas ligado ao tema da liderança, portanto, ler este livro é um contacto privilegiado com um profundo conhecedor da temática. Este livro proporciona uma viagem, na medida em somos catapultados do séc. XX para o séc. XXI. É mais um autor a enterrar o modelo tradicional de comando e controlo, que acaba substituído por uma lógica de equipas e delegação, ou seja, poder na linha da frente.

Temos conceitos tradicionais, como a visão, relação com clientes e colaboradores; mas trabalhados para a realidade do século XXI, em que a mudança é permanente, o downsizing uma realidade incontornável e a concorrência feroz, entre outras coisas.

Não é objetivo deste texto detalhar os conceitos, mas, de forma resumida, diria que Ken Blanchard nos diz que precisamos envolver os colaboradores para criação de valor na organização e dinamizar equipas de alto rendimento onde o todo é maior do que a somas das partes, para criar clientes entusiastas e investidores satisfeitos.

Estas ideias são sistematizadas num modelo de liderança, chamado situacional, que responde aos tremendos desafios atualmente colocados às organizações.

Fiquei entusiasmado com o conteúdo, cheio de ideias e vontade de as implementar. Isto é um dos maiores elogios com que poderia agraciar o livro. Infelizmente, algumas gralhas no texto destacaram-se e originaram frases sem sentido. Mas o importante é o conteúdo e esse adorei. Recomendo vivamente.

 

Original: Leading at a higher level

Editora: Prentice Hall, 2006

 

tags:
publicado por momenta às 18:26
link do post | comentar | favorito
|
Sexta-feira, 5 de Junho de 2015

Saes Colheita Exclusiva - tinto 2013

V_Saes_Colh_Exc_T_13.JPG

Este vinho merece um post diferente do habitual. Tenho focado mais na questão da harmonização, o que me entusiasma atualmente, mas também podemos refletir sobre os vinhos a título individual. Nas últimas semanas tenho pensado sobre o interesse em comprar vinhos gama baixa. Na minha opinião todos os vinhos têm o seu lugar, o seu espaço, tudo depende de como os bebemos. No entanto, não tenho retirado grande satisfação desta gama. Este vinho veio lembrar-me que há ótimas opções a preços acessíveis. E o que temos neste caso que se destaca? Primeiro, um equilíbrio ácido pouco frequente na gama; depois uma limpeza de aromas e sabores muito apelativa. O resultado disto tudo é prazer na prova, interesse na degustação e potencial gastronómico. Gostei muito.

Como vou recordar este vinho: Um prova para lembrar, um exemplo de qualidade abaixo de €5,00.

 

Vinho Saes Colheita Exclusiva Produtor Quinta da Saes
Tipo / Ano Tinto 2013 Opinião Muito bom
Castas   Data Prova junho 15
Região Dão Preço Aprox. €4,00
tags: ,
publicado por momenta às 13:11
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.links

.pesquisar

 

blogs SAPO

.subscrever feeds